quarta-feira, 13 de maio de 2026

apoesia declaudioluzteatral

Amphitheatrum

 


Somos atores em dois atos

Sumários, nascemos por amor e

Morreremos por amar demais, em

Demasias profundas que ferem, mas

Não sangra, só deixam cicatrizes na

Douta alma.

 

Assim são os sonhos eternos que brotam

Silenciosamente, trazendo luz ou

Trevas constantes, entre estrelas e o

Chão que se esvai em noites cálidas.

 

Clamamos razões, entre pontos finais,

O ontem já não cria quimeras, rezamos

Ave Maria, em vão soluçamos entre alcovas

E o limiar das saudades, que não aplaudem,

Mas apagam as luzes que antes só a plateia

Em delírios nos saudavam.

 

Que se fechem as cortinas do ocaso,

Caso contínuos, os personagens ficaram

Só admirando a ribalta, entre atos, somos

Vultos vestidos de desilusões e partidas.

 

Somos as noites de Cambírias!

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