Amphitheatrum
Somos atores em dois atos
Sumários, nascemos por amor e
Morreremos por amar demais, em
Demasias profundas que ferem, mas
Não sangra, só deixam cicatrizes na
Douta alma.
Assim são os sonhos eternos que brotam
Silenciosamente, trazendo luz ou
Trevas constantes, entre estrelas e o
Chão que se esvai em noites cálidas.
Clamamos razões, entre pontos finais,
O ontem já não cria quimeras, rezamos
Ave Maria, em vão soluçamos entre alcovas
E o limiar das saudades, que não aplaudem,
Mas apagam as luzes que antes só a plateia
Em delírios nos saudavam.
Que se fechem as cortinas do ocaso,
Caso contínuos, os personagens ficaram
Só admirando a ribalta, entre atos, somos
Vultos vestidos de desilusões e partidas.
Somos as noites de Cambírias!
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