segunda-feira, 3 de agosto de 2026


La Belle nuit


O véu da noite é sereno, a lua não

É La décadence, és a belle soirée, envolvo-me

Em lençóis, busco o seu corpo com ansiedade,

Inalo o ar da alcova, só sonho, você não

Está.

 

 

A lua está alta, a beleza da noite negra

Faz-me levitar, versifico cada linha do

Poema que escrevo sobre a sua ausência,

Sentida n’alma, que ainda não está inanimada,

Permeio a madrugada.

 

O sol não tarda a nascer, mais uma vez o

Receberei como um alto escarlate, brilhante

E forte, serei bronzeado como um personagem

De Sthendal, entre o vermelho e o

Negro.

 

Agora que: busco o amor verdadeiro e a paz

Espiritual, a Min ’alma delira, ofegante sou

A presença viva de um andarilho em busca

De algo que plantei, mas não floresceu, sou

Persistente, silencio, não existe batalhas

Absolutas, a derrota passada poderá a ser

Vitória presente, sou Cândido, o otimista.

 

La belle de jour, me refiro a você, uma mulher

muito bonita vista à luz do dia, entremeada

nas minhas ilusões noturnas, tênue como

a luz que se esgueira sutilmente, és delicada na

poesia que te descrevo, com beleza e naturalidade

profana, o que é quase imperceptível

ao meu querer sonhar.


domingo, 2 de agosto de 2026

apoesiadecluadioluzcomaçoites

Açoites d’alma sobre a chuva


Adormeço entre a grandeza do instante

E o bradar dos meus sonhos, não prematuros,

Açoites combinam com a purificação do meu

corpo que não se abate pelas tempestades

noturnas.

 

Acompanho a procissão, nãos a dos desesperados,

Mas dos guerreiros que destrói as sementes

Cruéis, trazendo esperanças para os inocentes

Que vivem pensando em amor eterno.

 

Vejo a sagração dos estandartes, que açoitam

Os ventos imperiosamente, observo a brandura

Dos céus, após as chuvas, enxugo-me, visto o

Meu coração, continuo andando sem olhar

Para não mais tergiversar em vão.

 

Não fujo do obvio, viro as costas para a

Regra dura do amor, creio no amor real,

Não porque não seja eterno, mas por dar

Alento de sol a pino, que encurta a noite,

Que não traz solidão, mas presença

Ativa nos dias de incertezas prementes,

Que não nos amordaça na hora de sufragar

O Eu te amo.

 

Procuro não me cansar, a essência que vinha

De tí se dissipou entre os turbilhões

Noturnos, o dia urge, a noite antes

Imperiosas derrama a brancura, lavando

A melancolia transparente, que me

Inundava, não de prantos, mas da

Mais perfeita sinfonia que me cura.

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

sábado, 1 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzsabadal

O último tango

 


Já não são mais dois pra lá dois pra cá,

Estamos cansados, a música já não nos une,

O bandaneon silenciou o salão, os passos

Encurtados se dirigem a saída, estilo

A francesa, sem alarmes ou despedidas

Fugaz.

 

A luz neon agora é tênue, o chacoalhar

Dos instrumentos emudeceram, a flor do

Lácio que repousava na mesa está desfeita.

 

Os copos antes copiosos dormitam nas

Mesas, as garrafas estão arrabaldes, os

Perfumes que antes inebriava o salão se escondeu

Entre as poeiras.

 

Os casais antes festivos se despedem como

Num último ato de uma peça mambembe,

O Band-aid agora é consolo para os pés

Adormecidos, o último tango em Paris

Já não é o mesmo.

 

A orquestra se desfaz, os instrumentos

Antes tocante dormitam insones, os

Sonhos agora descerrados buscam as

Lembranças, agora lamentos nos fazem

Delirar.

 

Singramos da sala dos passos perdidos

Para a última estrofe da música lenta,

Que ainda ressoa no salão negro, agora escuro.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzmarolas

 

Guardei o mar


Guardei o mar, antes intenso, não pulei

A sétima onda, grafitei as areias molhadas,

Mourejei entre os raios solares, guardei

Os seus olhos antes de partir.

 

Gestei pensamentos retidos, engoli a

Seco o sal da terra, bebi da aragem que

Bronzeou a minha pele agora sem afagos.

 

A poética nada a braços largos, purificado

O adeus já não me fere, a insustentável leveza

Do ar percorre o meu corpo, sem medidas,

Continuo mergulhando entre sonhos e breves

Primaveras.

 

O tempo é o vento, escolho o voo absoluto,

indefinições já não fazem parte das minhas

dialéticas furtivas, as lágrimas ficaram estéreis,

Sonho em abrir o mar, emaranhado poetizo o seu

nome que agora flutua entre sonhos e distâncias

que não percorrerei.

 

Mas, não tenho palavras de rei, continuo a ser um

Pobre mortal, passível de voltar atrás, abrirei

As portas para que o mar volte a navegar.

apoesiadeclaudioluzpercepções

Percepções


Não premedito, desacelero-me entre os

Momentos sublimes ou não, no fundo, nada

É pessoal, trago-me de volta, sou

Recomeço.

 

Meu coração não se cansa, intrepidamente

Ele renasce, afinal ele bate do lado

Esquerdo do meu peito, e o meu sangue é vermelho,

Ferve entre a brancura das nuvens negras.

 

As minhas sandálias não são a do Pescador,

Amarro-as entre nós, piso fundo, encurto

Distâncias, sou nômade em nome do

Passageiro.

 

Não há escuridão que apague a minha luz

Translúcida, clarezas veladas é um mote

Que estendo em meios as dúvidas substanciais.

 

Percebo sonhos futurológicos, busco respostas,

As distâncias são una, o horizonte é

Infinito, duplos mistérios permeiam a

Minha alcova, embalo-me nas cortinas, fecho

As janelas, inauguro um novo dia com

Perspectivas de um novo mundo, o amanhã

Já me chama, o passado que tome conta

De si.

 

Estou de volta a taberna!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzrenuncias

Renúncias


Renuncio, mas não capitulo,

Sou guerreiro de luz, não me abato

Com a solidão, faz parte da vida,

Em plenitude refaço-me.

 

Os projetos as vezes são sombrios,

Mas a superação vive acima de qualquer

Suspeita em mim, sou respostas validas.

 

Embriago-me com doses homéricas

De certezas, antes não tão absolutas,

Respostas me define, já não me afogo

No leito das ilusões sinuosas.

 

Curto a beleza dos espinhos, admiro as

Rosas admirais, flerto com o veto em pleno

Inverno, sou batizado.

 

Renunciar, para mim é algo nobre e puro,

Educo o meu espirito com o tempo

Presente, o ontem já sumiu, o presente

Me delicia, adapto-me, curvo-me entre eteceteras  

E pontos finais, para uma nova batalha, em

Busca talvez de ti.

 

Não capitularei e nem dormirei no

Ostracismo dos quatros ventos, que

Sibila nos meus ouvidos uma canção de

Ninar, menina, vem me ninar.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

apoesiadeclauioluzencacerada

Cáceres


Sou carne, o tempo me delimita,

Sou guiado, trânsito sem julgamentos,

Sou prisioneiro de mim mesmo, as

Grades me retém.

 

Sou estrangeiro dos meus sonhos,

Retenho a alma, a dor é existencial,

A angustia não é pura, como o sentimento

Profundo, dói na minha tez amarela, sem o calor

Do sol.

 

Sou algemas, a alma gêmea me abandonou,

Sou pária com extradição marcada, o

Trem já apitou, os tentáculos das correntes

Causam frisson, estou sem agasalhos.

 

Sou luz tênue, apagaram as lamparinas do

Centro da terra, não vejo o brilho das estrelas,

Tento beijar o infinito, não o alcanço.

 

Sou procriador, os intervalos entre o dia e a

Noite são escassos, a liberdade não tem

Asas para voar, sou pássaro sem aço.

 

O meu canto me disfarça, sou apenas mais um

Mambembe, que cambaleia no espaço restrito

Que a vida me concebeu.

 

Ah! Liberdade tardia, o meu peito arde, o

Ufanismo agora é itinerante, sem os meus

Passos que adormecem no lábaro embrutecido

Da solidão.

apoesiadeclaudioluzcomccatrizaes

Cicatrizes

 


Sobrevivo as cicatrizes, continuo

Lutando entre batalhas e sonhos,

A armadura não impede os golpes,

Caminho destemido, sem gemidos, só

O silêncio me fortalece, sou guerreiro.

 

As cicatrizes que eu carrego, contam as reviravoltas

Das batalhas, guio-me entre espaços,

Meço o tempo através da bussola, o pêndulo do

Relógio já não funciona a contento,

Não me perco.

 

Sinto a leveza do vento, vejo as

Minhas cicatrizes como marca do

Existencialismo, sobrevivo entre

O céu e a terra, sou superação.

 

Desvio-me dos golpes, supero as dores,

Bailo suavemente entre lâminas, a dor

Vira verso, meu coração não tremula,

Minha alma suspira entre o amor e a

Dor, que não me faz desfalecer.

 

Sou vitorioso, o poema acolhe os meus traumas

E o transforma em arte leve e firmeza

Amorais, derroto as solidões, meu coração

Ainda bate, sem me abater.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

J'ai fermé la boîte de Pandora, j'ai laissé l'espoir à l'extérieur

J'ai fermé la boîte de Pandora, j'ai laissé l'espoir à l'extérieur

 


J'ai fermé la mythique boîte de Pandora,
Faite par Héphaïstos, dieu du feu et des
métaux, avec Athéna, déesse de la justice
Et de la sagesse, chargés qu'ils furent
Par Zeus.

 

J'essaie par des rêves d'ignorer tous les malheurs
Du monde, guerres, tragédies personnelles, en revoyant
L'espoir de guérir mon corps et mon âme
Des méfaits du monde, qui nous trompe toujours,
Avec des pièges qui tuent le corps et l'âme.

 

Maintenant le feu brûle, réchauffant les métaux, qui ne
Font pas fondre les maux qui nous affligent au quotidien,
Comme si nous étions des marionnettes, abattus avant
Les penalties mal sifflés par les juges injustes
Qui condamnent nos destins, à doses
Homéopathiques, comme si c'était notre pain quotidien.

 

Héphaïstos et Athéna ont désobéi, peut-être pour
Laisser un seul don: L'espoir, qui nous fait vivre,
Même dans les sursauts de se réveiller pour un autre jour
Avec la paix ou sine qua non.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Tous droits réservés:
Loi sur le Droit d'Auteur nº 9.610/1998

apoesiadeclaudioluzcompandora

Fechei a Caixa de Pandora, deixei a esperança do lado de fora

Fechei a Mitológica Caixa de Pandora,

Feita por Hefesto, deus do fogo e dos

metais, junto com Atena, deusa da justiça

E da sabedoria, encarregados que foram

Por Zeus.

 

Tento por sonhos ignorar todas as desgraças

Mundo, Guerras, tragédias pessoais, revendo

A esperança de curar o meu corpo e a minha alma

Dos malefícios do mundo, que nos ilude sempre,

Com armadilhas que matam o corpo e a alma.

 

Agora o fogo arde, esquentando os metais, que não

Derretem os males que nos afligem no cotidiano,

Como se fossemos marionetes, derrubados antes

Dos penaltys mal marcado pelos juízes injustos

Que condenam os nossos destinos, em doses

Homeopáticas, como se fosse o pão nosso de cada dia.

 

Hefesto e Atena foram desobedientes, talvez por

Deixar um único dom: A esperança, que nos faz viver,

Mesmo em Sobressaltos de acordar para mais um dia

Com paz ou Sine qua non.