Permissões alvissareiras
Sou nômade,
Murmuro ao vento,
encanto-me com o
Canto do pássaro notívago,
sinto o
Pulsar do riacho que
corre destemido
No meu permitir, o mal
não me
Devora.
Permito-me,
não me sufoco, o amor
é latente, entre
as quatro paredes do
meu coração,
dormito, trânsito
entre o sono e
a vigília, bebo um
novo amanhecer
Brindo aos meus
pensamentos e os seus.
Permito-me,
A devorar as estrelas cadentes,
Entre sonhos que me
conduz,
Entre um novo dia, um
novo mundo,
Um novo olhar
caudaloso, entre abraços
Que não me deixam
sucumbir as intempéries
Do tempo, não fecundo,
mas avido pelo
Canto do amor celeste
que brota no claro
Da noite ou no escuro
do dia.
Permito-me,
Em te querer, sou prisioneiro
Sem correntes,
estendo-me entre
Cânticos celestiais e
o sussurro dos
Seus lábios, que
proclama a minha
Liberdade para te amar,
com eterno amor,
Eterno tempo que nos permite
a nós
Permitir,
alvissareiros é os nossos
Corpos de luzes, sem rupturas
permissivas
e permanências que
iluminará os nossos
olhares intocáveis.
Cláudio Luz/Luz do
Almada Souza
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Lei de Direitos
Autorais nº 9.610/1998.


