O amor não morre
O amor não morre, encanta-se
Na transcrição de uma poesia de
Despedida, incrustrado no coração
Do poeta, a ferro e fogo, que chora
A sua dor incontida.
O amor vira pólen do tempo,
Germinando em outros corações,
Em estações difusas, sem olhar para
O passado que ficou para trás, esperando
A colheita de novas esperanças num
Futuro, talvez incerto, quem sabe?
O amor deixa saudades, pois
Não se despede, simplesmente vai,
Deixando o tempo claudicante, no
Íntimo ser de quem fica para
Atrás sem retrovisor.
O amor, apesar de ser chama eterna,
Chega Sorrateiramente, se esgueira
Quando os amantes adormecidos sonham num
novo amanhecer de luz ou de trevas.
O amor é filho incógnito, um pária
De direito, pois não órfão, deixa os
Amantes viver as amarguras da
Despedida, antes não pensada.
O amor é balsamo, que cura
Todas as dores causadas por ele mesmo,
Inclusive as dores do mundo.
Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
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