La Belle nuit
O véu da noite é sereno, a lua não
É La décadence, és a belle soirée, envolvo-me
Em lençóis, busco o seu corpo com ansiedade,
Inalo o ar da alcova, só sonho, você não
Está.
A lua está alta, a beleza da noite negra
Faz-me levitar, versifico cada linha do
Poema que escrevo sobre a sua ausência,
Sentida n’alma, que ainda não está inanimada,
Permeio a madrugada.
O sol não tarda a nascer, mais uma vez o
Receberei como um alto escarlate, brilhante
E forte, serei bronzeado como um personagem
De Sthendal, entre o vermelho e o
Negro.
Agora que: busco o amor verdadeiro e a paz
Espiritual, a Min ’alma delira, ofegante sou
A presença viva de um andarilho em busca
De algo que plantei, mas não floresceu, sou
Persistente, silencio, não existe batalhas
Absolutas, a derrota passada poderá a ser
Vitória presente, sou Cândido, o otimista.
La belle de jour, me refiro a você, uma mulher
muito bonita vista à luz do dia, entremeada
nas minhas ilusões noturnas, tênue como
a luz que se esgueira sutilmente, és delicada na
poesia que te descrevo, com beleza e naturalidade
profana, o que é quase imperceptível
ao meu querer sonhar.
