Desiderata
Equilibro-me na corda-bamba,
O desafio é reciproco, o debacle encena
La Décadanse, sou sensual com
duplo
Sentido lírico.
O salão não me aplaude, tento
não ser
Insonoro, busco na melodia a
Desiderata
Que há muito sonho, não me
situo,
Faço parte do universo, sou o ar
que
Respiro e o suor que respinga a
minha
Fronte, sou gemido.
Os desejos latentes me impulsionaram,
a
Beber a última gota da conversa que
não
Tivemos, a ocasião não se fez
presente,
Ficamos mudo, quando tínhamos todas
as respostas,
mudaram as perguntas,
ficamos sem
respostas.
Voltamos as redomas,
ficamos imunes
Ao retorno, isolamo-nos,
o que está
Guardado, apenas
decorações que nos ilustram.
Somos peças guardadas
esperando restauração,
A Desiderata não nos
agraciou, restou-nos
Os desejos
latentes, a transcendência será
Apenas o
infinito como a natureza absoluta,
Que nos deixou no meio do caminho.
Autor:
Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.
