sábado, 25 de abril de 2026

apoesiacdeclaudioluzhinoaoamor

Hino ao amor definido

 


O amor tem dia, hora marcada,

Não dilui com o tempo, não exíguo,

Prospera entre dois corações, que

Se olharam e decidiram ficar.

 

O amor é forjado nas labaredas,

Não nas sombras ou labirintos que

Levam a perder-se.

 

O amor é cumplicidade, não maléfico,

Nos faz delirar entre sonhos e ilusões

Não perdidas, atenuando os sentimentos

Que brotam na forma de um cravo

Que não fere.

 

O amor é logico, concavo ou esférico,

Expressando a necessidade de amar e

Se amar, torna-se o amor eterno,

Movendo montanhas, nos fazendo

Rir ou chorar, bastando-nos o amor, só o

Amor é o que importa.

 

Que o amor rogue por nós!

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

sexta-feira, 24 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsemeador

Colheitas contínuas


 

Fui pueril, como não acreditar

No Campo de Centeio que plantei,

De acordo com os seus olhos, também

Pueril não colherei.

 

Não houve tempo perdido em

Semear as sementes plurais, fiz

De coração, agora solitário.

 

Novos tempos me inclinam,

Continuo sonhador, volto ao campo

Com as mesmas sementes, antes

Plantadas, sou otimista nos meus

Sonhos por ti, não perdi a essência

Da flor amorosa do seu corpo que

explodiu no até logo.

 

O meu semear poético te fez vida,

Habitastes em meus sonhos, mas

Não fincou raízes, deixou o

Perfume que me inebria, causando

Êxtase, sem agonia vivo.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzcoraçao

Descanso do coração

 


Pertenço a mim mesmo,

Aceito-me, estagio entre

Poesias e Poemas, arte ou passatempo,

Pertenço-me.

 

Sonho em vias aéreas, sou

Passarinho sem rumo, não sei

Cantar, mas versejo os momentos

Alegres ou tristes, amores e desamores

Me fazem vida, destituo de mim mesmo,

Entre o sol, lua e as estrelas bailo.

 

Como Ícaro iludo-me, ainda sou

Mais pesado do que o ar que respiro,

Ofegante chego a tí, passo à frente

Dos descontentamentos aparentes,

Soluções me capitulam, sou hospede

De mim mesmo, dou descanso ao coração

Alhures, sou feliz.

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

quarta-feira, 22 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluznamaste

Namastê pra você

 


O meu sangue é vermelho,

E o meu coração bate ao lado

esquerdo do meu peito.

 

Luto para que os meus sonhos

Não sejam aprisionados em teias

de aranhas, mas num ninho de

Harpias noturnas.

 

A minha estrela é solitária,

O alvinegro do escudo me fascina,

Sou guerreiro, em outras vidas fui

Templário, em plena Jerusalém,

Por isso luto pra não perder.

 

Orbito entre as estrelas, sou guardião

Do meu sentimento aflorado, não

Perco a fé, mesmo que rupturas nos desunam,

Persisto.

 

Creio no além vida, deleito-me

Por ter encontrado um amor de outras

Vidas, que agora caminha entre labirintos

Multicursais, abstratos.

 

Vejo a luz do túnel, não desanimo,

Sou arquétipo da águia, persisto, mesmo

Derrotado, sigo sem perecer, a minha

Cruz não me abandona.

 

Saúdo o tempo: “Nemastê”, voo além das

Tempestade, te aceno com um “Salamaleico”,

sou o otimismo em gotas, sou a trégua,

sou a espera das luzes, esperando

você dizer: "Maleico salam".

terça-feira, 21 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzentreplanetas

Vagando entre planetas

 


A sorte está laçada, os planetas

Estão alinhados, Marte, Saturno e

Mercúrio formam as três marias

Visíveis no céu profundo dos meus

Olhos pueris.

 

Não me iludo, enquanto caminhos

São traçados, tergiverso em versos

Os retornos que a vida nos dá.

 

Combino os meus pensamentos, a

Música lenta que me envolve num

Turbilhão de luzes, não opacas,

Voláteis, etéreo é o tempo não

Abstrato.

 

As Três Marias (Alnitak, Alnilam e Mintaka)

Estão repousando no Cinturão da

Constelação de Orion, visíveis hoje no meu

caderno de poesias sutis, do outro lado do sol,

sonho, sou lunático sem loucuras aparentes.

 

Estou no mundo da lua, trânsito com

Equilíbrio na corda bamba do tempo,

Sou equilibrista entre tempestades

E temporais amenos, que molham a

Minh ’alma, sou orante esperando você,

Ainda que tardia.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzPoesias ao sabor dos ventos

Poesias ao sabor dos ventos


 

Encontros e despedidas,

Queridas ou não queridas assim

Nascem os sonhos e pesadelos,

Que nos alimentam numa jornada

Que um belo dia nasce e num dia

Feio se desfaz.

 

Assim são os ventos que sopram,

E que os amantes não sabem de onde

Veio ou para onde vai, está escrito:

 

Que o meu amor (a)cabe nos

Espaços arteriais do meu

corações, seja ao som de uma

Ouverture, ou num réquiem inacabado,

Que repousa sobre as mesas ditas

De acertos e desacertos, numa partitura

Que deverá ser escrita a

Dois.


domingo, 19 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzvermelhos

Detalhes vermelhos flamboyants

 


Os Flamboyants são eternos,

Desde o florescer das pétalas

Rubras, intensas, cor de fogo,

Exalando paixões, invadindo

O meu coração que agora se acalma,

Sem prantos.

 

Cuido-me em detalhes, as aparências

Já não são oportunas, o sangue gesticula

Nos meus sonhos, curvo-me durante

A caminhada, sou entreposto dos

Sentimentos que me assolam por mais

Um adeus sem hora marcada, questões

Do tempo que é eterno.

 

Agora flamejante caminho, a esperança

Renasce nesses dias de aridez romântica,

O por do sol está próximo, as estações

Me adorna, visto-me de sonhos, ilusões

E solidão já não faz parte do novo

Script que estou tentando reescrever,

Quando a acústica dos ventos não me

Faz ventríloquo, grito sem incomodar

O tempo, passageiro sou, sem agonia.

 

Cicatrizo os ferimentos, me entrego ao

Sibilar das águas que molham

O meu corpo solitário

 

Não inerte, caminho

Ao encontro dos Flamboyant

Que virá em outubro, reavivando

O meu riso do qual eu nunca vou abdicar.