sexta-feira, 24 de julho de 2026

 Que o amor saiba que continuamos vivo



Viver não combina com adiamentos, o

Agora nos sufoca, a ansiedade amorosa

Nos define, entre o continuar ou ir

Embora, o sinal está vermelho, o amarelo

Da indecisão nos perturba, o verde nos

Opina.

 

Assim é o trafego do amor condicional,

Antes incondicional, dito através dos

Primeiros olhares, quando objetos não

Identificados nos provocavam, certezas

À parte.

 

No balanço das horas aproveitamos

Instantes de neologias, somos próceres,

Somos dialetos ao declamarmos um amor

Que pensamos ser imortal.

 

O esotérico confabula conosco, engolimos

Paciência em doses homéricas, somos

Odisseias, tocamos batalhas intimas.

 

Somos perdões rotineiros, ouvimos

O canto das sereias, escasseamos desejos,

Proliferamos dúvidas, não somos opiniões,

Somos apenas o que as quimeras cantam.

 

Somos colheitas entre o joio e o trigo,

Basta escolhermos aonde e como queremos

Que os destinos nos façam ir, entre

Volúpias de um epitáfio que não nos quer e

não o desejamos não despertamos.

 

Meu coração só pede o seu amor, se não

Me quiseres posso até morrer.

 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzbonjour

 Bonjour Marie,


Doces memórias me encorpam,

Não me lamento dos sonhos desfeitos,

O agora importa mais, embora o sol

Esteja sombrio vejo claridade nos seus

Olhares matinais.

 

Não caminhamos pela mesma estrada,

Caminhamos entre pensamentos do que

Foi e o que poderia ser nesta manhã.

 

As bifurcações não nos impedem se voltarmos

A segui nos mesmos caminhos de d’antes,

Ao contrário nos convida a sonhar numa

Nova seara de luz.

 

É o convite que possuo entre os pensamentos

Que me invade neste novo dia, entre dialéticas

E sonhos que ainda estão vivos.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzsangrando

Sangrando

 


O eu-lírico me domina, os diálogos

Íntimos cessaram, a voracidade metafórica

Esta reclusa, não me curvo, o caminho

De volta é longo, o que fazer a não

Ser beijar as flores que me guiam.

 

...E o vento levou, quando a sorte foi lançada,

Meus olhos secaram os espelhos, a lua de

Sangue continua impávida, o meu coração

Agora resgata as cicatrizes, piso

Em chão firme, não me detenho.

 

Os anjos me cerceiam, entre

Emaranhados me liberto, sou místico,

alço voos infinitos, o que passou

passou.

 

Já não sangro, e se por acaso ainda

Continuasse sangrando, não seria

Entre tubarões, sangraria caminhando

Entre sonhos, buscando uma nova

Perspectiva, entre o futuro e o

Passado sem abrir mão do presente

Agora rejuvenescido, entre o advir, seja

O que Deus quiser.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Tous droits réservés:
Loi sur le Droit d'Auteur nº 9.610/1998

domingo, 19 de julho de 2026

APOESIADECLAUDIODALUZDOMINICAL

Innamorata

 


Namorada amada, quando

Você partiu deixou dores e

Apegos, um coração ilusório

Agora bate no meu peito, o mundo

Fictício me comtempla.

 

Éramos amantes e sonhadores, não nos

Importava o tempo, deliciávamos com as

Fases da lua, com o calor do sol e com

A mansidão das estrelas.

 

Revirávamos as ondas do mar, cobríamos de

Areias, salgava-os nossos corpos em derredor

Das juras e promessas que cabiam em nós.

 

O tempo passou rastejante, ficamos só,

Presumimos que nunca teríamos fim, mas os

Passos encurtaram, as nossas vozes

Emudeceram, o eu te amo perdeu-se no tempo  

Da solidão, que agora observamos olhando

Nos espelhos que antes refletiam nós dois.


sábado, 18 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzcantaros

O Cântaro está despedaçado  


O amor se foi, não pela última

Gota, mas por todas que vieram antes

Dela, embriagado se foi ao léu dos

Ventos opostos e sombrios.

 

Forjamos cântaros, não os das

Bodas de Canaã, esvaziamos eles antes dos

Sonhos, agora desfeitos, servimos antes o

Vinho bom.

 

Sabemos que não foi inútil, ou as

Paixões que nunca completaram as nossas

Almas, transbordaram nos oceanos,

Que agora não nos embriagam de completitudes,

Agora não alvissareiras como d’antes.

 

Não simbolizamos o espiritual ou

Lírico, a água que simbolizava abundancia

Do amor divino, derramou-se ao quebrar dos

Cântaros, dos nós líricos que bebemos um dia, sobraram

As taças da esperança vazia, feita de cristal Baccarat,

Que por ser forte nunca se quebrará.



quarta-feira, 15 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzrompimento

Desabafos em fios tênues

 

Não posso gritar ao mundo, estou frágil,

O meu mundo não caiu, apesar das rupturas,

Estou juntando as placas teutônicas, cato

Os cacos, recomponho os laços agora frágeis,

Revejo-me.

 

Os Gostos dos seus beijos, ainda dormitam entre os

Meus lábios, agora ressequidos, durmo na

Inquietude da noite, sonhos me corroem,

Mas não me corrompem.

 

Não sei se você está assim também, mas as

Memórias do que nos fomos não dará tréguas,

Serão implacáveis até os fios tênues se

Romperem no clarão de um dia, talvez.

 

Éramos fatos, agora desabafos silenciosos

Não nos reconstrói, apenas silenciam na

Sempre noite eterna que não nos faz sonhar

De novo.

terça-feira, 14 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzgritosesussurros

Gritos e sussurros

 


O caos está formado, nervos a

Flor da pele, oculto o grito, sussurro

Ao tempo, o meu coração está

Inquieto, mas inquietude não me

Define.

 

O tempo está incerto, ilusões a parte,

Embriago-me com o real, isso importa,

Afrodite não me consola, dano-me entre

Esperanças, elas não contribuem, apenas

Calam o eco, agora não tão retumbante.

 

Canto um Ode ao vento sul, purifico-me,

O tédio já não habita em mim, a voz rasga

O estéril, gritos e sussurros agora acalma-se,

Nada agora é desnecessário, só os meus olhos

Fitando o horizonte que caminha

Solitário, sem ver você.