terça-feira, 10 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzolhares

Olhamos na mesma direção

 


O sol se põe, poente é o tempo que

Nos une e não nos escraviza, o olhar é livre

Quando olhamos na mesma direção, não

Oposta, nos encontramos.

 

Nos encontramos com o pratear da lua,

As espumas do mar nos seduzem, somos a

Natureza que flui, somos labaredas solares que

Não se rende ao clamor das águas torrenciais,

Que não nos afogam, sabemos flutuar.

Pisamos no chão bruto, encharcamos os nossos

Pés nas areias cheias das pegadas que nos

Antecederam.

 

Somos a leveza dos ventos, tempos venturosos,

Que nos despertaram, que nos traz sonhos

Futurísticos, voamos para o espaço,

Contemplamos o azul da terra mãe.

 

Viemos do ventre materno, fomos aleitados,

Choramos nos berços esplendidos, somos alegrias

Em noites festivas, bailamos entre diálogos

Não eternos, discordamos as vezes,

Faz parte.

 

Caminhamos, somos entre idas e vindas a

Alegria de não nos perdemos, pois olhamos

Diuturnamente na mesma direção, está

Escrito que o amar não é olhar um para o outro,

Mas juntos olharmos na mesma direção, não

Fatal.

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

Whatsap – 7399179-8476

apoesiadeclaudioluzsemlucros

Amor a fundo perdido


Incondicionalmente me entreguei,

O amor não é dívida, lucros são os

Dividendos da convivência, não são

Ônus a vencer a diluição são

Diárias.

 

Os históricos não exigem aval,

Somos adimplentes e eternos

Enamorados, o tempo não nos finda.

 

Quando entrelaçamos as mãos o

Tempo não para o infinito não nos

Corrompem, faz nos anjos.

 

O banco da praça nos gesta, aquele

Bilhete juntado a um chocolate te

Despertou para o tempo vindouro.

 

Usamos mascaras nos carnavais,

Embriagamos de alegrias, fomos nas

Ondas do bloco, vestimos cinzas na quarta-feira,

Fizemos orações em silêncio purgamos

As nossas dividas, não somos devedores.

segunda-feira, 9 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzmemorias dançantes

 Nós dançamos, Maria Lúcia

 


"In memoriam" de Moisés Olímpio dos Santos

 

Dançamos, dançamos ao som da orquestra

No Debut da noite longa, debrucei-me

Em seus braços, deslizamos pelo salão

Festivo, afinal não se faz quinze anos

Todos os dias.

 

O seu vestido de cetim iluminava a noite longa,

Maviosas as canções, felicidades no

Seu rosto estampado, era você

Filha no primeiro baile de brancas

Luzes.

 

Não me lembro se errei o passo ou

Se pisei no seu pé, sentir-me como um rei

Sem coroa, mas coroado pelo seu coração

Inflamado de felicidades, descompassado,

Fluindo um rio caudaloso que não se contia em ti,

Levando-a além do horizonte, que cobria

Os seus olhos, levemente marejados de

Tanta emoção.

 

Te deixei no salão repleto de olhares,

Olhos que fitavam o infinito das luzes, que

Bailavam, nunca como você.

 

Sei que aquele momento inesquecível,

Ressoa até hoje em você, encantando o seu coração,

Te abastecendo das memórias que nunca

Serão apagadas, mas constantes no seu

Coração, que pulsa alimentado pelo

Tempo presente, sem esquecer o tempo passado.

 

“Gostaria mais uma vez de dançar contigo...”

Continue vivendo Filha,

Viva como se você estivesse dançando

Comigo num eterno baile dos seus quinze

anos.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

apoesiadeclaudioluzmusicada

Eu te canto

 




Eu te canto, com encanto te

Chamo para dançar, músicas suaves

Nos envolvem, te digo entre ouvido

O que eu agora quero, beber esta

Canção com brindes, o tilintar das

Taças encontram-se, como se eu

Beijasse os seus lábios, levando-a para

Qualquer lugar.

 

Como só uma pessoa, somos um só,

Sóis de outono nos encantam, fecho os

Olhos e vejo só você, o tempo nos

Guia, escassos são os ruidos que não queremos

Que aconteça antes da orquestra

Tocar.

 

Amanhã será uma nova música, o piano

Esquecido no canto, em silêncio tenta

Tocar no queremos agora, se ele diria

Tudo bem, são tolices, não.

 

Lembra da canção?

sábado, 7 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzsabadoueril

Pensamentos pueris

O tempo urge, esvoaçados estão

Os meus pensamentos pueris, pressinto que

Tenho que tomar decisões de criança,

Tomara que eu não tenha que chorar

Como um adulto, sem sonhos.

 

Entre fabulas brinco, o balanço das

Horas faz recreios, as guirlandas marcam épocas,

Ainda não é Natal, Papai Noel existe?

- Pressinto que sim!

 

Tento com Deus, sem Ele eu não tentaria

Ralar os meus olhos em quedas virtuais,

Tenho medo de Merthiolate.

 

Acalantos me envolve, no calor da noite,

Os sussurros dos ventos me fazem adormecer

No antes berço, hoje reviro os travesseiros sem plumas,

Entre sonhos e pesadelos os pensamentos

Pueris me fazem acordar, sinto-me

Adolescente.

sexta-feira, 6 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzSalve 8 de março - Dia Internacional da Mulher

Fina flor de Luz, tu és

 Salve 8 de março - Dia Internacional da Mulher




Maria Lúcia

Tu és!

Dores de parto, concepção de

Luz, choro infantis, mimosas palavras

Em definições de saúdam: Salve Rainha,

Exaltada, tu és eternamente mulher.

 

Tu és!

Mulher, destemida, que geme na dor, com sorrisos

Enfeita os jardins, talvez estéril, regas

Com lágrimas e ascensões meteóricas, colores

O universo de sonhos que habitam em nós.

 

Tu és!

Seios maternos, acalantos em noites de

Tempestades, ruges como uma leoa no

Cio, defendes em berços esplendidos,

Acalma as febres, leitosa tu és

“Mãe”.

 

És tu!

Que repetes de forma telúrica o ABC,

Amores, Bondades e Carinhos, que

Urfa solenemente ao vento, sideral

Estrela, envolta em nuvens nos abraça,

Carinhosa mulher, sou fruto do teu amor

Eterno, cheio de luz.

quarta-feira, 4 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzcorsária

Deleitações às voltas com um poema

 

O prazer existe, confabula-se

Entre si no calor da noite, a musica

É lenta, sensório são as poeiras cósmicas,

A cidade de Pirangi dorme, regurgito

Versos, embriago-me com palavras

Santas, o ilusionismo me domina.

 

As letras são feridas que dói,

Antes o band-aid alinhavava o meu

Caminhar, sem tropeços distancio-me,

Peregrino entre neblinas que compõem

O infinito que não alcançarei, estou

Nu como o rei, a cortesã-mor se esquiva

Entre cortinas sagaz, sou corda de nó,

Recolho a ancora, fico à deriva.

 

As velas já não me guiam, sou corsário, sem

Rumo, aprisiono-me com grilhões, cicatrizes

Não me deixam pulsar, recolho garrafas

Mensageiras, reenvio mensagens, não

Recebo respostas afins.

 

Vago pelo Rio Almada, distorço-me nas

Águas do Rio Cachoeira, afogo-me nos

Mares de São Jorge, mourejo na praia,

Conchas não me ferem, sou invencível.

 

Deleito-me, o sol ameno refresca-me,

Brindo a lua, dou adeus aos pássaros de

Aço que sobrevoam sobre mim.