sábado, 28 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzapocaliptica

Explosões de pétalas de fogo


Ainda não enxuguei o meu coração,

As rosas que eu plantei estão mortas,

As fuligens estão insepultas, o ceifador

Ronca, as nuvens se escondem entre

Gemidos e lágrimas.

 

Os escombros prosperam nas

Terras áridas de Gaza, Afeganistão e

Paquistão medem forças, ah! O Irã,

Terra de Teerã, ouve o silêncio das

Bombas que explodem nos altos céus,

Ormuz se cala.

 

Eis a questão!

Holy Bible,

Alcorão,

Torá, quem tem razão?

 

Os Quatro cavaleiro do Apocalipse

Vieram!

 

“Quando olhei, vi um cavalo amarelo. 

Seu cavaleiro se chamava Morte, e o

mundo dos mortos o segue. 

Eles receberam autoridade sobre

um quarto da terra para matar pela espada,

pela fome e pela doença e por meio de

animais selvagens”. (Ap. 6: 8).

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Mais uma láurea poética



apoesiadeclaudioluzinvitro

Sinfonia nos dias heroicos

 


Que soem as cornetas, versos vitoriosos

Nos esperam, os desamores cairão no

Chão de espinhos, haveremos de verter

Lágrimas que logo secarão no ventre,

antes estéril, agora imbatível inseparáveis

neste outono que singra ao nosso lado.

 

Somos risos sinfônicos, balançamos os sonhos

 

Somos os pós batalhas, anistiamos

Incondicionalmente os desejos

Adormecidos em berços esplendidos,

Somos portas estandartes dos nossos

Sentimentos, agora não arredios.

 

Nos abraçamos como criança, após

Divertimentos, despertos para uma

Nova esperança heroica, de novo.

 

Nossos corpos de um lado para o outro,

Somos festa pós vitória, despimo-nos dos

Trajes da Epifania, somos quaresmais, nestes

Dias videntes beberemos a pascoa, não

Importando as ramificações ditas santas.

 

Somos ressurretos, renascemos das

Batalhas que carregamos, estamos in vitro,

Lembranças do passado já não nos alimenta,

apoesiadeclaudioluzconcebiveis

Preocupações

 


Procuramos viver o hoje pensando

no amanhã, não trocamos experiências

com o ontem, somos o agora

incandescentes por naturezas,

talvez mortas.

 

As sandálias estão a postos, não a

Do pescador, estamos sempre em

Dividas com o tempo presente, o

Vento nos leva junto com as poeiras

Do imediato, crucificamo-nos.

 

Não curtimos mais as estrelas, o céu é

Negro, as nuvens se escondem em

Eternos rubores, somos iguais.

 

Permitimo-nos durante o dia, somos invisíveis

Nas noites eternas, abrandamos as

Pálpebras, o inconsciente nos domina

Em profundos sonhos, somos almas

Concebíveis.

 

Concebemos letras garrafais, não temos

Outdoor, nos preocupamos com a

Plateia que ovaciona o leito que inspira!

 

Inspirações, preocupantes são os escritos

Se de oração, amém, se profanos, a fogueira

Da sorte nos espera.

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzcomencantosdemarias

Encanto das Marias

 


Maria, mulher mãe, redentora das

Redomas de cristais, luz do mundo,

afeto sem fim, principio eterno,

unhas encravadas no madeiro

frio.

 

Marias acompanhada,

Marias da Glória,

Marias Soledade,

Neivas Maria,

Marias Lúcia,

Lícias Maria,

Marias José,

Josés Maria,

Marias Vitória,

Marias de todas as Graças e amor,

Mães Marias.

 

Dou Graças a todas as Marias, que

Na natividade nos iluminou, Luz do Mundo,

Das Bem aventuradas, das felizes, das Sofredoras,

Das Vitoriosas, das perdedoras, das pecadoras,

Assim são todas as Marias que o Céu nos

mandou, somos Filhos de Marias, somos filhos

de Marias Da Luz, da Paz,

Das Marias que no encantou.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

APOESIADECLAUDIOLUZPERMISSIVA

Permissões alvissareiras

 


Sou nômade,

Murmuro ao vento, encanto-me com o

Canto do pássaro notívago, sinto o

Pulsar do riacho que corre destemido

No meu permitir, o mal não me

Devora.

 

Permito-me,

não me sufoco, o amor é latente, entre

as quatro paredes do meu coração,

dormito, trânsito entre o sono e

a vigília, bebo um novo amanhecer

Brindo aos meus pensamentos e os seus.

 

Permito-me,

A devorar as estrelas cadentes,

Entre sonhos que me conduz,

Entre um novo dia, um novo mundo,

Um novo olhar caudaloso, entre abraços

Que não me deixam sucumbir as intempéries

Do tempo, não fecundo, mas avido pelo

Canto do amor celeste que brota no claro

Da noite ou no escuro do dia.

 

Permito-me,

Em te querer, sou prisioneiro

Sem correntes, estendo-me entre

Cânticos celestiais e o sussurro dos

Seus lábios, que proclama a minha

Liberdade para te amar, com eterno amor,

Eterno tempo que nos permite a nós

Permitir, alvissareiros é os nossos

Corpos de luzes, sem rupturas permissivas

e permanências que iluminará os nossos

olhares intocáveis.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

APOESIADECLAUDIOLUZESTRADEIRA

Quando longe é um lugar especial

 

Longe é um lugar especial, acerca

Do horizonte me guio, os seus olhos

Tateiam-me, sou peregrino, aspiro

Liberdade em altos voos livres,

Absolutos, quando tento te avistar

Nas entrelinhas da estrada que percorro,

Perco passos.

 

A distância é plana, o córrego escorre

Curvilíneo, as ervas daninhas ofuscam

O calor do sol, entre brilhos o sereno banha

As flores, penduricalhos ornamentais de

Sonhos se derretem ao meu passar.

 

Passo ao largo, sandálias rotas moldam

O barro frio, embarro-me na pedra

Angular, escrevo sermões, as montanhas

Não me ouvem, estão contritas beijando

As estrelas duplas, do oriente eterno.

 

O arquiteto das palavras faz dicotomias,

Revejo-me no oposto da estrada, tropeço,

Desabafo usando o silencio dos mudos, sou

Surdo entre os cânticos dos pássaros,

Sou estrada longínqua, sou espirais do

Tempo que não espero chegar, estou

Longe da estrada que não existe mais.

 

Agora pós regresso, escuto Cassandra, mas

De novo no invisível as profecias dela

Não me deixa chegar a lugar nenhum,

Desacreditei em dar o último passo.

 

Fujo ao largo.