Infinito imaginário
Infinito desejo, tenho um
Coração, deleito-me no seu
Infinito ser, não despejo
Lágrimas sem sal, murmuro
Aos quatro ventos,
mergulho
Nas borbulhas das chuvas,
Curvo-me ao destino, sou
solidão.
Suplico, dê-me amor,
distribua-se entre os
Meus sonhos, apague os
meus
Pesadelos, medonho é o
tempo
Em sua mesquinhez.
Aceno, não para te dar
adeus,
mas em gestos de querer o
reino
da paz que habita em ti.
Desdenho do vento, devagar
caminho
Entre as solidões do
tempo, agora
Presente sou inexato, conspiro,
Trajo-me de crenças notívagas.
Olho o teto sem estrelas,
busco entre
Pensamentos o seu não
existir,
Folheio as dedicatórias
veladas a ti,
entre páginas impossíveis.
Enfim o amor tinha que ter
vida, entre
O infinito e voltar para os
opostos
Signos que agora não coincidem,
penso
Que esqueço, não esqueço
não, prendo-me
As lembranças talhadas nas
desculpas que
Tínhamos guardadas no
peito, de um dia
O sonho acabar.
