terça-feira, 30 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzempensamentos

Pensamentos meus

 


Quando vem a noite, me acalmo,

Desarmam-me os pensamentos meus,

Cubro-me com o véu da noite, sou

Cálido entre as estrelas.

 

Penso que a noite não me pertence,

Apenas vivo em busca do que ainda

Espero.

 

Recebo o afeto que se encerra, sou

Amor e paixão, agora a solidão me

Apavora, atravesso as sombras,

Gostaria que fossem as Brumas de

Avalon.

 

Sou arturiano, revejo as lendas, busco

O Santo Graal, contento-me com a Excalibur,

Será que encontrarei a Fada Morgana,

Apenas pensamentos meus.

 

Encanto-me, sou prisioneiro do

Cotidiano, sou poesia a flor

Da pele, é o que eu penso agora.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Divagações matinais

 


Acordei, beijo o novo dia, afago

A lua que agora se despede, os

Sonhos tornam-se concretos, encanto-me,

Sou diurno.

 

Divago-me em desvaneios, sou a ruptura

De logicas, embriago-me com o orvalho

Que o sereno trouxe para mim,

A solidão não me aflige.

 

Estou de mal com o passado, não

Sucumbo, pois o ontem foi o ontem e

O amanhã é aqui e agora, reflito

Entre saudações ao sol, não planto

Rosas, imagino agora ir a uma floricultura,

Para perfumar as lembranças deixadas por quem

Partiu.

domingo, 28 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzmagica

Passeio Mágico e Misterioso

 


Passeio na magia das palavras,

Tudo é magico, nada é sintético,

Até as rosas falam sobre o calor

Do sol.

 

Simplesmente mágico é o tempo,

Medito o peso das nuvens, menos

Denso, condenso-me nas simples

Palavras, tento tirar o coelho da

Cartola, embaraço-me, sou de

Parcos aplausos.

 

O tempo urge, perdi as minhas

Passagens para Oz, adeus estrada

De tijolos amarelos.

sábado, 27 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzcomchampagne

"Cameriere" 


 

Cameriere,

Champagne Möet Chandon!

O mundo gira,

Os meus sonhos giram com o mundo,

O mundo não parou por nenhum momento,

A noite persegue sempre o dia

E o dia virá como se eu descesse

Uma escada sem corrimão.

 

Eu amo tanto, perco-me, diz-me que

O amor não pode ser eterno, perene

Esgueiro-me, sou cauteloso no meu

Compor.

 

Submeto ao que os sonhos me dizem,

Pesadelos a parte, voo entre o absoluto,

Defendo-me das incertezas, pensei

Que não tinha mais idade para amar

Demais, não sou incapaz.

 

Garçom, Champagne Möet Chandon pra um!

sexta-feira, 26 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzestrelas

A estrela que cai

 


A estrela caiu, antes ascendente,

Mergulhastes ao encontro do mar,

Agora não bravio, La nave va,

Derramando o cósmico que brilhava

Entre nós, simples mortais.

 

O porto já não é seguro, chama-se

Solidão, antes acompanhada, agora

Solidão sem subterfúgios ou

Aparências.

 

O roteiro é o mesmo, não de um filme,

Mas de um idílio que tinha e deu no

Que tinha que dar.

 

Trocamos as eternas alianças por

Fechaduras, sem chaves para

Abri-las de novo.

 

Estamos à deriva.

 

 

Madrugadas

 

 

A noite cai, pensamos que somos

Signos, nada nos dita, pensamos que

Sonhamos, somos o passado, o presente

Apenas nos acorda, meu bem, meu mal,

Apenas acordamos

 

Aceleramos para ver o sol nascer, mas

O inverno o encobre, dançamos na chuva

Ainda precoce, mas dançamos.

 

Cobrimos os nossos corpos de

Gentilezas aparentes, não estais mais

Aqui, a gelidez da ausência não

Nos completa, somos diásporas,

Somos o prenuncio do Armagedom, antes

Que as trombetas soassem.

 

Esperamos a Parusia!

Quem sabe se teremos.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzinverno

Solstício invernal


Visto-me para viver a mais longa das

Noite, não há melancolia, ouço suspiros

Da lua, o sol da meia noite não

Se põe.

 

O que está por vir pode ser bonito,

Contento-me, bailo nas nuvens, sapatilho

No chão úmido, não perco a fé.

 

Dizem que o inverno é triste,

reencontro-me com as estrelas,

não toco Cítara, toco os seus olhos

que me inebria nesta estação invernal,

 

Estou em paz, o tempo de Deus é

Dele, basta-me aceita-lo, sou

Promessas não cumpridas, as ilusões

Me devoram, me ensopo na chuva,

Minhas lágrimas ninguém verá.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzriachofertil

Ain Karim

 


Como um riacho fértil caminho,

Sobrevivo curvando-me até chegar

Ao mar, as vezes sou caudaloso, como

Infante tiro leite das pedras que

Encontro, sou areia de barranco.

 

Desbravo aridez estéreis, inundo as

Minhas artérias, incessantemente busco

O meu eu.

 

Espelho as estrelas, aqueço-me com

Os raios solares, pranteio a lua,

Sou a solidão arrependida, sou os

Ventos uivantes, agora é in(f)verno.

 

Busco o amor perdido, amor de perdição,

Agora perdido não removo montanhas,

Naufrago, busco-me, sou apenas chão.

 

Entre pedras e limos, sou apenas

Líquidos sólidos, em busca de

Remissão, sou riacho fértil,

Banho-me.