Açoites d’alma sobre a chuva
Adormeço entre a grandeza do instante
E o bradar dos meus sonhos, não prematuros,
Açoites combinam com a purificação do meu
corpo que não se abate pelas tempestades
noturnas.
Acompanho a procissão, nãos a dos desesperados,
Mas dos guerreiros que destrói as sementes
Cruéis, trazendo esperanças para os inocentes
Que vivem pensando em amor eterno.
Vejo a sagração dos estandartes, que açoitam
Os ventos imperiosamente, observo a brandura
Dos céus, após as chuvas, enxugo-me, visto o
Meu coração, continuo andando sem olhar
Para não mais tergiversar em vão.
Não fujo do obvio, viro as costas para a
Regra dura do amor, creio no amor real,
Não porque não seja eterno, mas por dar
Alento de sol a pino, que encurta a noite,
Que não traz solidão, mas presença
Ativa nos dias de incertezas prementes,
Que não nos amordaça na hora de sufragar
O Eu te amo.
Procuro não me cansar, a essência que vinha
De tí se dissipou entre os turbilhões
Noturnos, o dia urge, a noite antes
Imperiosas derrama a brancura, lavando
A melancolia transparente, que me
Inundava, não de prantos, mas da
Mais perfeita sinfonia que me cura.
Autor:
Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
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