Solidão
A noite me acompanha, sou
A solidão rarefeita, o céu
está
Solitário também, as
estrelas cambaleantes
Se confundem, entre o
etéreo sideral
Chamo o seu nome, não me
escutas!
A lua torneada não me
preenche,
O relógio antes explicito
parou no
Tempo que agora não me
alimenta.
Engulo seco, não existe
lágrimas, nem
Choro conclusivo, sou a
escuridão que
Eu mesmo criei, fecho-me
no meu mundo,
Traiçoeiro sou.
As estradas de um novo dia
me espreitam,
As sandálias para a
caminhada estão
Afiveladas, penso na ida,
penso em voltar
Sozinho de novo, mas este
é o caminho,
Esta é a estrada para uma
nova noite só,
Devorarei em silêncio os
pensamentos
E as lembranças do seu partir, sem mim.


