quarta-feira, 22 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluznamaste

Namastê pra você

 


O meu sangue é vermelho,

E o meu coração bate ao lado

esquerdo do meu peito.

 

Luto para que os meus sonhos

Não sejam aprisionados em teias

de aranhas, mas num ninho de

Harpias noturnas.

 

A minha estrela é solitária,

O alvinegro do escudo me fascina,

Sou guerreiro, em outras vidas fui

Templário, em plena Jerusalém,

Por isso luto pra não perder.

 

Orbito entre as estrelas, sou guardião

Do meu sentimento aflorado, não

Perco a fé, mesmo que rupturas nos desunam,

Persisto.

 

Creio no além vida, deleito-me

Por ter encontrado um amor de outras

Vidas, que agora caminha entre labirintos

Multicursais, abstratos.

 

Vejo a luz do túnel, não desanimo,

Sou arquétipo da águia, persisto, mesmo

Derrotado, sigo sem perecer, a minha

Cruz não me abandona.

 

Saúdo o tempo: “Nemastê”, voo além das

Tempestade, te aceno com um “Salamaleico”,

sou o otimismo em gotas, sou a trégua,

sou a espera das luzes, esperando

você dizer: "Maleico salam".

terça-feira, 21 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzentreplanetas

Vagando entre planetas

 


A sorte está laçada, os planetas

Estão alinhados, Marte, Saturno e

Mercúrio formam as três marias

Visíveis no céu profundo dos meus

Olhos pueris.

 

Não me iludo, enquanto caminhos

São traçados, tergiverso em versos

Os retornos que a vida nos dá.

 

Combino os meus pensamentos, a

Música lenta que me envolve num

Turbilhão de luzes, não opacas,

Voláteis, etéreo é o tempo não

Abstrato.

 

As Três Marias (Alnitak, Alnilam e Mintaka)

Estão repousando no Cinturão da

Constelação de Orion, visíveis hoje no meu

caderno de poesias sutis, do outro lado do sol,

sonho, sou lunático sem loucuras aparentes.

 

Estou no mundo da lua, trânsito com

Equilíbrio na corda bamba do tempo,

Sou equilibrista entre tempestades

E temporais amenos, que molham a

Minh ’alma, sou orante esperando você,

Ainda que tardia.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzPoesias ao sabor dos ventos

Poesias ao sabor dos ventos


 

Encontros e despedidas,

Queridas ou não queridas assim

Nascem os sonhos e pesadelos,

Que nos alimentam numa jornada

Que um belo dia nasce e num dia

Feio se desfaz.

 

Assim são os ventos que sopram,

E que os amantes não sabem de onde

Veio ou para onde vai, está escrito:

 

Que o meu amor (a)cabe nos

Espaços arteriais do meu

corações, seja ao som de uma

Ouverture, ou num réquiem inacabado,

Que repousa sobre as mesas ditas

De acertos e desacertos, numa partitura

Que deverá ser escrita a

Dois.


domingo, 19 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzvermelhos

Detalhes vermelhos flamboyants

 


Os Flamboyants são eternos,

Desde o florescer das pétalas

Rubras, intensas, cor de fogo,

Exalando paixões, invadindo

O meu coração que agora se acalma,

Sem prantos.

 

Cuido-me em detalhes, as aparências

Já não são oportunas, o sangue gesticula

Nos meus sonhos, curvo-me durante

A caminhada, sou entreposto dos

Sentimentos que me assolam por mais

Um adeus sem hora marcada, questões

Do tempo que é eterno.

 

Agora flamejante caminho, a esperança

Renasce nesses dias de aridez romântica,

O por do sol está próximo, as estações

Me adorna, visto-me de sonhos, ilusões

E solidão já não faz parte do novo

Script que estou tentando reescrever,

Quando a acústica dos ventos não me

Faz ventríloquo, grito sem incomodar

O tempo, passageiro sou, sem agonia.

 

Cicatrizo os ferimentos, me entrego ao

Sibilar das águas que molham

O meu corpo solitário

 

Não inerte, caminho

Ao encontro dos Flamboyant

Que virá em outubro, reavivando

O meu riso do qual eu nunca vou abdicar.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsonhos

Só um sonho que passou


Apenas um sonho que passou!

Como uma chama apagou-se,

Trazendo a escuridão de um dia

Que se foi.

 

Apesar de utopias maravilhosos,

Noites de festa, brindes sem fim,

Não temos mais um sonho, acabou.

 

Havia um sonho, um amor que

Falava do horizonte, infinitos desejos,

Paz céleres, sem prenuncio do fim, acabou.

 

A magia se desfez, apenas um sonho

De um amor que agora dissipa-se, entre

Estrelas cadentes, sol causticantes,

Sombras das arvores que bailam ao

Sabor do tempo, agora passado.

 

Já não tenho você em meus braços,

O antes paraíso, agora é apenas

Passos perdidos, um sonho que passou,

Não despercebido, mas feliz enquanto

Durou, em que vivemos apenas

Lembranças de um sonho atrás.

terça-feira, 14 de abril de 2026

APOESIADECLAUDIOLUZDECISÕES

Decisões solitárias

 


Mais um na multidão,

Introspectivo é o tempo,

Caminho ao largo, o retrovisor

Está quebrado, só sombras

Aquebrantadas sinaliza os caminhos.

Agora zombeteiro de mim mesmo,

deleito-me nas curvas das ondas praieiras,

o vento agora me estapeia.

 

Voo com destino incerto, flaino entre

Tempestades que assola a minha mente,

o céu é azul, as minhas pálpebras dormem em

berço incerto, caminho só.

 

Não a dedico estes versos, a sinfonia

Muda reflete o momento, não há mais

O que percorrer, ufanismos, ame ou deixe!

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

WhatsApp – 7399179-8476

domingo, 12 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsemvoz

Vozes das ruas

 


Pedras que rolam, amarguras

Que corrompem, nada além de gritos

E sussurros das sarjetas, os altos

Falantes antes gritavam, hoje

O radinho de pilhas é apenas saudades.

 

Um grito de goooooooooool ecoa no tempo, o

Estádio está vazio, enquanto isso

As pernas tortas desfilam em meio as guias

Das ruas, antes enlameadas, filtros negros

Esconde as barros e erros passados, pensamos

Em pisos fortes, pisamos aonde o ego não

Denuncia a falta de solidariedade, antes

Prementes.

 

Botamos o bloco na rua, dançamos

Enlouquecidos ao som das trombetas

Do Armagedom, estamos vivos.

 

As dores da noite gesta com o prenuncio de

Um talvez bom dia, o vinil está arranhado,

A música balbucia, incontido o réquiem já

Não comove a prole abandonada, somos

Filhos dos sonhos que agora dorme, sem

Escoar esperanças do alto-falante, agora mudo.

 

Somos o silêncio, somos o gooool contra,

O pênalti perdido, sozinho estamos nas

Multidões que caminham sem soltar a

Voz.