O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzorandum

Poesia sã em composição sã

 


Poēsis sana in compositio sano, essa é a

Máxima da oração, deve-se pedir em oração

que a poesia seja sã numa inspiração sã.

 

Versos doentes não nos classificam, harmônicos,

ingênuos, fragmentos ativos é a resistência

perfeita, quando em busca da inspiração,

os versos versejam como se em ginastica

estivéssemos.

 

Não devemos esconder a poesia entre

Escombros de desilusões, não somos

Neuróticos, somos tergiversadores do

Agora retinto, que transcende definições

Ocultas de cada um (alegrias e dores).

 

Pintamos belas cores, vivemos diuturnamente,

Fragmentamos as mesmas cores, somos o

Corpo a corpo, somos a fusão entre carne

E pensamento.

 

Fundimos carne e pensamentos, o corpo sente

o peso da morte, e a vida reflete as cicatrizes

físicas da existência escrita em letras concretas,

Que nos faz poeta sãos.

 

Somos poetas são com poesias sã em “Orandum”.

 

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

apoesiadeclaudioluzcomaguasprofundas

Avancei para águas mais profundas


O ontem não se apagou, avancei para

Águas mais profundas (Lucas 5:4), tinha duvidas

Se poderia atravessa-las, não nadei

Em vão.

 

Sai do raso quando abandonei a

superficialidade, mergulhei no meu ego,

abandonei-me no poético sem blasfemar.

 

Em braçadas abracei o óbvio, a solidão já

Não faz efeito em mim, dou risada do ontem,

Esbanjo-me com o hoje, o amanhã continuarei

Sem rebeldias.

 

Solvo goles do meu emocional, ativo a coragem,

Sou abundante em otimismo, me relato entre

Páginas amareladas, escritas relatando as

Recompensas perdidas, entre o nascer e o

Pôr do sol, descarreguei as nuvens sombrias

Que desativavam a minha coragem de buscas

E compreensões.


Segui o conselho!

"Devolvi a César o que era de César e a Deus o

Que era de Deus" (Mateus 22:21).

Mergulhei sem dividas aparentes, para não nadar

Num oceano, que nunca foi meu.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

apoesiadeclauioluzr.i.p

Tributo aos caros poetas que decidiram partir

 


Réquiem ao Setembro Amarelo

 

Os prematuros versos amarelos

tingem os céus, dos que loucamente

escolheram ir voando, entre tintas

e formas escolhidas, pois já eram

estrelas brilhantes no imaginário

ser.

 

Assim caminha as letras imortais dos

Caros poetas, que se anteciparam em contemplar o

Firmamento nos altos escarlates, escolhendo o

Amarelo, em vez do vermelho forte, carmesim,

rubro ou encarnado.

 

Como Kamikazes, escolheram a imortalidade

Heroica, nos legando os versos, mas a dor dos

Que ficaram continuam inertes com a triste partida

Sombria, é contínua a dor no peito, agora

Mudo.

 

É triste morrer no mar, ou de qualquer outra

forma, atrofiando futuros versos, afinal vida e

morte não rimam com os sentidos sonoros dos

Sentimentos poéticos, que agora estão insepultos

nas gavetas das escrivaninhas cheias de poeiras

sagradas.

 

Há de se indagar!

Por onde andas:

Torquato Neto,

Hart Crane,

Ana Cristina Cesar,

Florbela Espanca,

Silvia Plath,

Vladimir Maiakóvski,

Pedro Kilkerry e

Antônio Cicero!

 

R.I.P - Requiescat in pace,

Descansem em paz...

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

apoesiadeclaudioluzsetembrinas

Ritmos poéticos de setembrinos


Agosto de Deus se foi, o esperado

Quando setembro vier, chegou,

Como uma locomotiva, cheia de esperanças,

Como novas nuvens, bailando no ar não

Rarefeitos, mas florais.

 

Sob as bençãos de Deus, tergiversaremos, os

Nossos destinos setembrinos, sete(l)embro,

Não ficarão ao dará, mas serão fincados nas

Eras compostas, como contas de pérolas

Azuis ou brancas, mas serão pérolas.

 

Nos Sabáticos dias não haverá pausas criativas,

Os impulsos primaveris encheram as nossas

Sensibilidades, que flutuaram como raios

Incandescentes, iluminando a mente e o coração

Lírico, sem algebrações existenciais, rogaremos

Ao criador, apenas inspirações não proféticas.

 

Rogaremos para que os dias vindouros, sejam

Eternizados pelos momentos luz, que nos farão

Barulhentos, sem ruídos, apenas versaremos nos

riachos, calmos, colhendo flores no decorrer da

Caminhada, talvez espinhos, quem sabe?

 

Vê, estão voltando as flores!

Trazendo esperança, a beleza da vida e

Recomeços infinitos.

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

domingo, 30 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzseduçao

A noite cai





A noite cai, entrego-me ao amor e a

Sabedoria, não sei quem vencerá,

O amor me alimenta, a sabedoria me

Envolve em dúvidas.

 

Capitulo, escolho a sabedoria que me

Dá subsistências nos dias de desamores,

O destino me guia.

 

Entrelaço-me com o amor sagrado,

somos cumplices, o profano me provoca,

barganho com o mundo, o celestial sentencia-me:

Tende bom animo.

 

A ponte imponderavelmente está iluminada,

A torre da igreja respinga em mim, os carrilhões

Estão mudos, é a salvação!

 

Dirijo-me a Cabana dos Lagos, noites de Cambírias

Me esperam, sou oração ressonantes

Após o memorial dos pecados que

Eu deixei sobre o altar.


sábado, 29 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzarrival

Arrival

 


Venha sobre espumas ao vento, venha plainando

Em meus olhos claudicantes, venha como

Nas expectativas que aplaudirá a sua

Volta há muito esperada.

 

Estarei ouvindo “Aiport Love’s Theme”, não

Estará pendurada no meu peito aquela plaquinha

“Estou aqui”, você me conhecerá pelo meu

Sorriso e alegria de te ver chegar.

 

Desembarque como ondas sonoras, explodido

nas águas da menina dos meus olhos, ouvirás

O pulsar do meu coração cristalino seguindo os

Seus passos que correm para mim.

 

Bailaremos no saguão um Pas de deux, saudaremos

A plateia, seremos estrelas deslizando entre o

Arrival e a busca da clareza sentimental que tardou,

Mas chegou no tempo certo.

 

Entre beijos e abraços selaremos

O sagrado e o profano, a saudade agora

Habita nos mistérios do universo, entre as

Lógicas da alma, estaremos juntos, deixaremos de

Ser anjos distantes, voaremos juntos, o

Firmamento é azul.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzPra não dizer que eu não falei das Flores Astrais

Pra não dizer que eu não falei das Flores

Astrais


 

Desabrocho palavras, assim como

As rosas exalam palavras sutis, trago

No peito uma imensa vontade de não

Fragmentar à vontade de escrever todos os

Dias e afins.

 

Terço uma tiara que entronizarei nos seus

Cabelos pueris, não como um simples

Adorno, mas para entrelaçar os nossos

Sentimentos, sem malicias, com essências

De cumplicidades reciprocas.

 

Afinal as flores estão voltando, entre solstícios

E equinócios, beijaremos as Quatro estações,

De Vivaldi, esperando a Sonata da Primavera que

Está por vir.

 

Acataremos os espinhos, afinal a mística lírica

Nos comove, cicatrizando as nossas dores

Sentidas, entre eclipses, para não nos escondermos

Na outra face da lua.

Beijaremos a Lua de George Méliès,

Seremos eternamente “Le Voyage dans la lune”,

Para que em plena colheita, orvalhar as flores astrais,

Antes que elas morram de tédio ou pela falta

Dos carinhos que abdicamos completar, não temos

Vocação para sermos párias, mas eternamente buscarmos

Nos passos, agora perdidos na imensidão das raízes dos

Espinhos que não podemos cultivar.

 

Estendo a ti, quem sabe em algum dia, te esperar e

Pudermos lograr alegrias pelo seu retornar.

 

Vem,

Vamos voltar aos jardins campestres dos nossos

Sonhares, até breve!