quarta-feira, 17 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzpalavras

Palavras em construção


 

Somos favoritos,

Somos teias, tecemos palavras,

Exaltamos sentimentos, somos risos

E lágrimas, em tempos de contradições

E intempéries, obtusos talvez.

 

Criamos eternas palavras, entre o

A e o Z, o Alfa e o Ômega, principio

E o fim, somos confusos.

Escutamos as transversais em plenas

Curvas, da direita ou da esquerda,

destinamos perspectivas, talvez

alvissareiras, quem sabe.

 

Em estrofes cumprimos o ritual cotidiano,

Gritamos palavras, conversamos como

Se loucos fossemos, voamos entre

Conversas, pousamos nos estreitos

Da pontuação, somos elos que não

Se une, se unimos, somos apenas poetas,

Já não declamamos nas praças vazias.


segunda-feira, 15 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzpaixao

Loucuras incoerentes


O perfume das rosas são

Doces, mas preferimos nos ferir

Com os espinhos, somos loucos.

 

Aspiramos os perfumes que exalam dos

Sândalos, mas nos portamos como

O machado que o fere.

 

Ouvimos os uivos das tempestades poentes,

Mas somos surdos aos apelos das

Brisas matinais.

 

Sorrimos entre fantasias aparentes,

Mas somos lágrimas copiosas de

Incompreensões.

 

Preferimos a loucura, mas pensamos

Que estamos sendo amado (in) condicionalmente

Para a eternidade, ou conseguiremos

Imaginar um amor perfeito?

 

Se a loucura é poesia sem palavras; a ilusão

é a pintura sem imagem, porém, nada produz

tantas palavras do que uma louca paixão.

sábado, 13 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzsolidao

Solitário

 


Reescrevo-me, visto-me a rigor,

sem ter cartas nas mangas, sou um

cavalheiro solitário.

 

Busco sentidos, formas herméticas

Sobrevoam a minha mente, agora inerte

bebo do sentido da vida, sigo em frente.

 

Inerentes são as trilhas, opostos são

Os retornos de mão única, são retornos

Perpetrados pelo destino.

 

Estou só, vislumbro o horizonte,

sou peregrino tentando não olhar

para trás.

 

Pensamentos me corrói, o destino

Me aguarda no final da estrada, perco-me,

estou só.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluztocoosseusolhos

Toco os seus olhos

 


Toco os seus olhos, na distância,

Busco sentidos, prolifero entre

Sentimentos latentes, que me invadem

Na noite, sou relâmpago.

 

Toco os seus olhos, para sentir a

Brisa que baila entre os seus cabelos,

Agora revoltos, estou distante.

 

Quando as palavras me invadem,

as incertezas persistem em nos sufocar,

somos o que fomos, e o que queremos ser.

 

Aprofundo-me, a sinestesias não nos

Aproximam, somos solidão, somos

O que deixamos nos perder na linha tênue

Do tempo, agora somos distância.

 

Incensamos o futuro, estamos ao Deus

Dará, e se Deus não dá, seremos apenas

Estradas opostas, sem nos olhares.

 

Quando toco os seus olhos, sinto saudades.

sábado, 6 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzabraços

Anunciação de luzes

 


O retorno está próximo, as

Luzes brilham, não por acaso,

São sinais intercalados, que

Manifestam uma nova anunciação,

Tu vens?

 

Clarezas abalam o meu peito,

 

Agora cheio de perspectivas não

Custa sonhar, nem todos os sonhos

São em vão.

 

Reflito o ontem, busco o hoje, que

Talvez só chegue no novo amanhecer

Dançante, sem fantasias, te espero.

 

A vida já não é mais longeva, os segundos

Escasseiam entre nuvens, agora derramando

Dadivas de reconciliações, anunciada por um

Anjo que dança, entre o humano e o

Divino, que quer que nos abraçarmos mais

uma vez.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzcalmaria

Ó Minh’ alma

 


Ó Minha’ alma, clamo-te que espere

Silenciosamente a próxima aurora,

Que deverá trazer esperanças, quem sabe

Uma sinfonia inacabada, ou uma nova ode,

Ao silêncio que agora reina.

 

Ó Minha’ alma, chegue batendo palmas,

Encantando-me de novo, torna-me

Alvissareiro, alvissaras declamarei

o que agora me fere.

 

Ouvirei os cantos das sereias, mergulharei 

numa nova Odisseia, não homérica, mas navegarei

Num espaço celeste que os apaixonados

Chamam de renascimento, quem sabe buscarei 

uma nova Ilíada?

 

Que eu me embriague nas

Noites insones.

 Ó Minh’ alma!

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Talvez o amor

 


Talvez o amor renasça de

Novo, talvez antes do verão ou

No início do próximo inverno,

Antes tarde do que nunca, assim

É o compasso de espera.

 

Pavimento estradas, sonharei com

As cores das orquídeas Cattleyas, que

Povoam as minhas ilusões e o desejo

De amar de novo, é o tempo.


Disfarço-me de Pierrot, não estou

Melancólico, apenas deixei a ingenuidade

De lado, do lado de fora da janela

Do meu quarto, agora sombrio.

 

Entrego-me na madrugada, bebo o

Cálice gélido da solidão, agora

Não acompanhada, banho-me com

O prateado da lua minguante, espero

A lua nova, que logo despertará em mim

Uma nova estrada, para que eu não

Tenha que atravessar de calçada,

para não te encontrar de novo.