sexta-feira, 3 de julho de 2026

apoesiaclaudioluzcomsol

 Quando o sol se opõe

 

Quando o sol se opõe,

A menina dos olhos não

Brilham, metáfora visual que

Se expande no meu pensar.

 

Penso, logo existo na imensidão

Dos meus passos que advir, luz d’alma,

Min ’alma que lateja em compasso

Dos seus olhos que fitam o infinito

Dos meus versos, agora dissonantes.

 

Agora que a chuva caí, o inverno se

Concretiza em gotas oportunistas que

Molha os meus pensamentos em ti.

 

A distância entre os limites do sol que

Agora é obscuro e a lua que se esconde nas

Nuvens carregadas de chuvas, não de raios

Ou trovoadas, destoam as declarações

Que eu queria fazer pra ti.

Agora me calo para ouvir o que Deus

Quer?

quinta-feira, 2 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzefemeras

Somos efêmeros quanto ao vento

 


Santo é o solo em que pisamos,

Somos como ventanias que se

Dissipam entre as nuvens que bailam

No firmamento, somos

Aplausos e esquecimentos,

Faz parte.

 

O momento é presente, somos

Fugaz, somos amor ou a própria

Vida, temos que decidir.

 

Curtimos a brevidade da vida,

Cultivamos sonhos, temos esperanças,

Que elas não sejam vãs, mas passageiras,

Pois o eterno está presente, do pôr do sol

A magnitude da lua, que nos faz

Adormecer, indefinidamente,

Só caminhamos.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzmeditando

Meditando com Albert Camus


Sussurro no silêncio, embalde

Viajo, pranteio o que se foi,

Exponho-me entre as tardes,

Sou espera.

 

O vento uiva, o eco me clareia,

Afinal o inverno chegou e faltam

Espaços para eu plantar azaleias,

camélias, hortênsias e lavandas,

cultivo ofertas esporádicas e

sonhos latentes.

 

Divido-me entre o avesso e o

Direito, medito Albert Camus,

“Respiro a única felicidade que sou

Capaz – tudo é pretexto

Para amar sem medida, então descobri

Que no meio do inverno, aprendi

Finalmente que havia dentro de mim

Um verão invencível”.

terça-feira, 30 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzempensamentos

Pensamentos meus

 


Quando vem a noite, me acalmo,

Desarmam-me os pensamentos meus,

Cubro-me com o véu da noite, sou

Cálido entre as estrelas.

 

Penso que a noite não me pertence,

Apenas vivo em busca do que ainda

Espero.

 

Recebo o afeto que se encerra, sou

Amor e paixão, agora a solidão me

Apavora, atravesso as sombras,

Gostaria que fossem as Brumas de

Avalon.

 

Sou arturiano, revejo as lendas, busco

O Santo Graal, contento-me com a Excalibur,

Será que encontrarei a Fada Morgana,

Apenas pensamentos meus.

 

Encanto-me, sou prisioneiro do

Cotidiano, sou poesia a flor

Da pele, é o que eu penso agora.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Divagações matinais

 


Acordei, beijo o novo dia, afago

A lua que agora se despede, os

Sonhos tornam-se concretos, encanto-me,

Sou diurno.

 

Divago-me em desvaneios, sou a ruptura

De logicas, embriago-me com o orvalho

Que o sereno trouxe para mim,

A solidão não me aflige.

 

Estou de mal com o passado, não

Sucumbo, pois o ontem foi o ontem e

O amanhã é aqui e agora, reflito

Entre saudações ao sol, não planto

Rosas, imagino agora ir a uma floricultura,

Para perfumar as lembranças deixadas por quem

Partiu.

domingo, 28 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzmagica

Passeio Mágico e Misterioso

 


Passeio na magia das palavras,

Tudo é magico, nada é sintético,

Até as rosas falam sobre o calor

Do sol.

 

Simplesmente mágico é o tempo,

Medito o peso das nuvens, menos

Denso, condenso-me nas simples

Palavras, tento tirar o coelho da

Cartola, embaraço-me, sou de

Parcos aplausos.

 

O tempo urge, perdi as minhas

Passagens para Oz, adeus estrada

De tijolos amarelos.

sábado, 27 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzcomchampagne

"Cameriere" 


 

Cameriere,

Champagne Möet Chandon!

O mundo gira,

Os meus sonhos giram com o mundo,

O mundo não parou por nenhum momento,

A noite persegue sempre o dia

E o dia virá como se eu descesse

Uma escada sem corrimão.

 

Eu amo tanto, perco-me, diz-me que

O amor não pode ser eterno, perene

Esgueiro-me, sou cauteloso no meu

Compor.

 

Submeto ao que os sonhos me dizem,

Pesadelos a parte, voo entre o absoluto,

Defendo-me das incertezas, pensei

Que não tinha mais idade para amar

Demais, não sou incapaz.

 

Garçom, Champagne Möet Chandon pra um!