segunda-feira, 29 de junho de 2026

Divagações matinais

 


Acordei, beijo o novo dia, afago

A lua que agora se despede, os

Sonhos tornam-se concretos, encanto-me,

Sou diurno.

 

Divago-me em desvaneios, sou a ruptura

De logicas, embriago-me com o orvalho

Que o sereno trouxe para mim,

A solidão não me aflige.

 

Estou de mal com o passado, não

Sucumbo, pois o ontem foi o ontem e

O amanhã é aqui e agora, reflito

Entre saudações ao sol, não planto

Rosas, imagino agora ir a uma floricultura,

Para perfumar as lembranças deixadas por quem

Partiu.

domingo, 28 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzmagica

Passeio Mágico e Misterioso

 


Passeio na magia das palavras,

Tudo é magico, nada é sintético,

Até as rosas falam sobre o calor

Do sol.

 

Simplesmente mágico é o tempo,

Medito o peso das nuvens, menos

Denso, condenso-me nas simples

Palavras, tento tirar o coelho da

Cartola, embaraço-me, sou de

Parcos aplausos.

 

O tempo urge, perdi as minhas

Passagens para Oz, adeus estrada

De tijolos amarelos.

sábado, 27 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzcomchampagne

"Cameriere" 


 

Cameriere,

Champagne Möet Chandon!

O mundo gira,

Os meus sonhos giram com o mundo,

O mundo não parou por nenhum momento,

A noite persegue sempre o dia

E o dia virá como se eu descesse

Uma escada sem corrimão.

 

Eu amo tanto, perco-me, diz-me que

O amor não pode ser eterno, perene

Esgueiro-me, sou cauteloso no meu

Compor.

 

Submeto ao que os sonhos me dizem,

Pesadelos a parte, voo entre o absoluto,

Defendo-me das incertezas, pensei

Que não tinha mais idade para amar

Demais, não sou incapaz.

 

Garçom, Champagne Möet Chandon pra um!

sexta-feira, 26 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzestrelas

A estrela que cai

 


A estrela caiu, antes ascendente,

Mergulhastes ao encontro do mar,

Agora não bravio, La nave va,

Derramando o cósmico que brilhava

Entre nós, simples mortais.

 

O porto já não é seguro, chama-se

Solidão, antes acompanhada, agora

Solidão sem subterfúgios ou

Aparências.

 

O roteiro é o mesmo, não de um filme,

Mas de um idílio que tinha e deu no

Que tinha que dar.

 

Trocamos as eternas alianças por

Fechaduras, sem chaves para

Abri-las de novo.

 

Estamos à deriva.

 

 

Madrugadas

 

 

A noite cai, pensamos que somos

Signos, nada nos dita, pensamos que

Sonhamos, somos o passado, o presente

Apenas nos acorda, meu bem, meu mal,

Apenas acordamos

 

Aceleramos para ver o sol nascer, mas

O inverno o encobre, dançamos na chuva

Ainda precoce, mas dançamos.

 

Cobrimos os nossos corpos de

Gentilezas aparentes, não estais mais

Aqui, a gelidez da ausência não

Nos completa, somos diásporas,

Somos o prenuncio do Armagedom, antes

Que as trombetas soassem.

 

Esperamos a Parusia!

Quem sabe se teremos.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzinverno

Solstício invernal


Visto-me para viver a mais longa das

Noite, não há melancolia, ouço suspiros

Da lua, o sol da meia noite não

Se põe.

 

O que está por vir pode ser bonito,

Contento-me, bailo nas nuvens, sapatilho

No chão úmido, não perco a fé.

 

Dizem que o inverno é triste,

reencontro-me com as estrelas,

não toco Cítara, toco os seus olhos

que me inebria nesta estação invernal,

 

Estou em paz, o tempo de Deus é

Dele, basta-me aceita-lo, sou

Promessas não cumpridas, as ilusões

Me devoram, me ensopo na chuva,

Minhas lágrimas ninguém verá.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzriachofertil

Ain Karim

 


Como um riacho fértil caminho,

Sobrevivo curvando-me até chegar

Ao mar, as vezes sou caudaloso, como

Infante tiro leite das pedras que

Encontro, sou areia de barranco.

 

Desbravo aridez estéreis, inundo as

Minhas artérias, incessantemente busco

O meu eu.

 

Espelho as estrelas, aqueço-me com

Os raios solares, pranteio a lua,

Sou a solidão arrependida, sou os

Ventos uivantes, agora é in(f)verno.

 

Busco o amor perdido, amor de perdição,

Agora perdido não removo montanhas,

Naufrago, busco-me, sou apenas chão.

 

Entre pedras e limos, sou apenas

Líquidos sólidos, em busca de

Remissão, sou riacho fértil,

Banho-me.


segunda-feira, 22 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzdocoração

Estou desfibrilando o meu coração poético

 


Entre poesias desfibrilo o meu

Combalido coração de poeta,

São choques internos,

Seco pétalas que sangram em

Meu peito, apenas poesias memoriais.

 

Tomo pílulas insordiana, desfibrilo memórias

Que não se apagam, meu coração ainda

Bate, agora desordenado e esperançoso.

 

A minha poesia floresce, não nasceu

Natimorta e não foi abortada pelo bico da pena,

Embebida pelo velho e companheiro

Tinteiro, que agora repousa na

Escrivaninha dos meus sonhos saudosista.

 

Absorvo-me da precoce despedida, ti

Vi desaparecendo na escuridão da minha

Alma, agora renascido, procrio aquilo

Que se chama retorno.

 

Disseco o meu peito, sou cirúrgico,

Sou o ocaso das letras que agora bate

No meu coração, sem (o)pressa(ão).