O Cântaro está despedaçado
O amor se foi, não pela última
Gota, mas por todas que vieram antes
Dela, embriagado se foi ao léu dos
Ventos opostos e sombrios.
Forjamos cântaros, não os das
Bodas de Canaã, esvaziamos eles antes dos
Sonhos, agora desfeitos, servimos antes o
Vinho bom.
Sabemos que não foi inútil, ou as
Paixões que nunca completaram as nossas
Almas, transbordaram nos oceanos,
Que agora não nos embriagam de completitudes,
Agora não alvissareiras como d’antes.
Não simbolizamos o espiritual ou
Lírico, a água que simbolizava abundancia
Do amor divino, derramou-se ao quebrar dos
Cântaros, dos nós líricos que bebemos um dia, sobraram
As taças da esperança vazia, feita de cristal Baccarat,
Que por ser forte nunca se quebrará.


