Desabafos em fios tênues
Não posso gritar ao mundo, estou frágil,
O meu mundo não caiu, apesar das rupturas,
Estou juntando as placas teutônicas, cato
Os cacos, recomponho os laços agora frágeis,
Revejo-me.
Os Gostos dos seus beijos, ainda dormitam entre os
Meus lábios, agora ressequidos, durmo na
Inquietude da noite, sonhos me corroem,
Mas não me corrompem.
Não sei se você está assim também, mas as
Memórias do que nos fomos não dará tréguas,
Serão implacáveis até os fios tênues se
Romperem no clarão de um dia, talvez.
Éramos fatos, agora desabafos silenciosos
Não nos reconstrói, apenas silenciam na
Sempre noite eterna que não nos faz sonhar
De novo.

