A voz que não quis calar
Tributo a Clodualdo Cardoso
Olhai os Lírios do Campo, floridos
Desde Cubículo, florescidos cacauais,
Voz branda, pulso elevado, nasce
O Paladino em plagas Canavieirenses,
Bardo almadiano, renascestes.
Pardo Rio, Almada Rio, inflamadas
Palavras, clamou pelos bardos nascituros,
Com idealismos extremos incomodou, bebeu café
Na cuia dos injustiçados, andou pela escuridão
Solene dos abastados, oportunismos
Das eminencias pardas, calou a
Voz do defensor imbatível.
Suprimiram o verbo, mas não cassaram
O terno de linho diagonal que flanava
Ao vento sul, norte talvez, velho oeste.
Abraçaste a Coluna, bandeira vermelha
Tremulava entre porta estandarte, coberto
De sonhos, insígnias e botinas não o
Intimidaram, o crepúsculo era dele.
A liberdade antes que tardia apareceu,
La Marseillaise, bradada na
praça renasceu,
A Redentora não o calou, após os
calabouços, o leão
Voltou a rugir, ferrenho como
antes.
Incomodou, em setembro, quando
os Lírios do
Vale floresciam o “Paladino” expirou,
não como
Um derrotado, mas como um vitorioso
Que nunca deixou a sua voz calar.
Assim foi o Clodualdo Cardoso,
Que eu conheci, sentado na varanda
Com o seu radio, junto com Marcos Santarrita,
auscultando as últimas Notícias, quando o seu
coração parou.
Cláudio Luz/Luz do Almada
Souza
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