“Entre aspas”
Entre asteriscos (*) a amei,
Entre virgulas (,) jurei amor eterno,
Firulas a parte, segui.
Não interroguei o passado, admirei
O nosso viver, confiei no ponto e vírgula (;),
Não nos alongamos.
Abusamos das reticencias (...), interrompemos
Diálogos, a hesitação apagou o intencional
Do que seria eterno.
Não prolongamos as ideias, colhemos rapidamente
As flores, esquecemos os espinhos,
Sangramos do meio, e no fim, espalhamos
Sementes que não vingou.
Tentamos somar (+), diminuímos entre
Divisões, multiplicamos (x) promessas
Não cumpridas, não fizemos a prova real.
Entre aspas:
“Fingimos contextos, fomos inexatos
E nos despedimos precocemente,
Não houve adeus, mas a despedida
Doeu”.
Só nos restou o etc...
