O encanto do poeta
O poeta não morre, debulha versos.
Imortaliza-se nas suas letras inconfundíveis
E eternas, transformando-se em poeiras
Cósmicas, que se fundem no espaço dos
Seus sentimentos.
O poeta não morre, colhe estrelas, viaja
Pelo firmamento, banha-se no mar da
Tranquilidade, não se afoga.
O poeta não morre, recolhe-se
Entre repousos únicos, entre rimas e
metáforas não senis, imortalizando-se
no amor não tardio.
O poeta não morre, declama
Nas praças os sentimentos
abrasadores, entre estrofes, risos,
talvez lágrimas semeadoras.
O poeta não morre, fertiliza-se em
estilos e clausuras
não sagradas, perdido no mundo satíricos,
Jogando com as palavras, aproveitando o
último dia.
O poeta não morre, encanta-se nas suas
Poesias, declamando na noite eterna dos seus
sonhares, agora final, aproveitando a noite,
“Carpe noctem).




