Vozes das ruas
Pedras que rolam,
amarguras
Que corrompem, nada além
de gritos
E sussurros das sarjetas,
os altos
Falantes antes gritavam,
hoje
O radinho de pilhas é
apenas saudades.
Um grito de goooooooooool
ecoa no tempo, o
Estádio está vazio,
enquanto isso
As pernas tortas desfilam
em meio as guias
Das ruas, antes enlameadas,
filtros negros
Esconde as barros e erros
passados, pensamos
Em pisos fortes, pisamos
aonde o ego não
Denuncia a falta de
solidariedade, antes
Prementes.
Botamos o bloco na rua,
dançamos
Enlouquecidos ao som das
trombetas
Do Armagedom, estamos vivos.
As dores da noite gesta com
o prenuncio de
Um talvez bom dia, o vinil
está arranhado,
A música balbucia,
incontido o réquiem já
Não comove a prole
abandonada, somos
Filhos dos sonhos que
agora dorme, sem
Escoar esperanças do alto-falante,
agora mudo.
Somos o silêncio, somos o
gooool contra,
O pênalti perdido, sozinho
estamos nas
Multidões que caminham sem
soltar a
Voz.

