segunda-feira, 20 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzsangrando

Sangrando

 


O eu-lírico me domina, os diálogos

Íntimos cessaram, a voracidade metafórica

Esta reclusa, não me curvo, o caminho

De volta é longo, o que fazer a não

Ser beijar as flores que me guiam.

 

...E o vento levou, quando a sorte foi lançada,

Meus olhos secaram os espelhos, a lua de

Sangue continua impávida, o meu coração

Agora resgata as cicatrizes, piso

Em chão firme, não me detenho.

 

Os anjos me cerceiam, entre

Emaranhados me liberto, sou místico,

alço voos infinitos, o que passou

passou.

 

Já não sangro, e se por acaso ainda

Continuasse sangrando, não seria

Entre tubarões, sangraria caminhando

Entre sonhos, buscando uma nova

Perspectiva, entre o futuro e o

Passado sem abrir mão do presente

Agora rejuvenescido, entre o advir, seja

O que Deus quiser.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Tous droits réservés:
Loi sur le Droit d'Auteur nº 9.610/1998

domingo, 19 de julho de 2026

APOESIADECLAUDIODALUZDOMINICAL

Innamorata

 


Namorada amada, quando

Você partiu deixou dores e

Apegos, um coração ilusório

Agora bate no meu peito, o mundo

Fictício me comtempla.

 

Éramos amantes e sonhadores, não nos

Importava o tempo, deliciávamos com as

Fases da lua, com o calor do sol e com

A mansidão das estrelas.

 

Revirávamos as ondas do mar, cobríamos de

Areias, salgava-os nossos corpos em derredor

Das juras e promessas que cabiam em nós.

 

O tempo passou rastejante, ficamos só,

Presumimos que nunca teríamos fim, mas os

Passos encurtaram, as nossas vozes

Emudeceram, o eu te amo perdeu-se no tempo  

Da solidão, que agora observamos olhando

Nos espelhos que antes refletiam nós dois.


sábado, 18 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzcantaros

O Cântaro está despedaçado  


O amor se foi, não pela última

Gota, mas por todas que vieram antes

Dela, embriagado se foi ao léu dos

Ventos opostos e sombrios.

 

Forjamos cântaros, não os das

Bodas de Canaã, esvaziamos eles antes dos

Sonhos, agora desfeitos, servimos antes o

Vinho bom.

 

Sabemos que não foi inútil, ou as

Paixões que nunca completaram as nossas

Almas, transbordaram nos oceanos,

Que agora não nos embriagam de completitudes,

Agora não alvissareiras como d’antes.

 

Não simbolizamos o espiritual ou

Lírico, a água que simbolizava abundancia

Do amor divino, derramou-se ao quebrar dos

Cântaros, dos nós líricos que bebemos um dia, sobraram

As taças da esperança vazia, feita de cristal Baccarat,

Que por ser forte nunca se quebrará.



quarta-feira, 15 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzrompimento

Desabafos em fios tênues

 

Não posso gritar ao mundo, estou frágil,

O meu mundo não caiu, apesar das rupturas,

Estou juntando as placas teutônicas, cato

Os cacos, recomponho os laços agora frágeis,

Revejo-me.

 

Os Gostos dos seus beijos, ainda dormitam entre os

Meus lábios, agora ressequidos, durmo na

Inquietude da noite, sonhos me corroem,

Mas não me corrompem.

 

Não sei se você está assim também, mas as

Memórias do que nos fomos não dará tréguas,

Serão implacáveis até os fios tênues se

Romperem no clarão de um dia, talvez.

 

Éramos fatos, agora desabafos silenciosos

Não nos reconstrói, apenas silenciam na

Sempre noite eterna que não nos faz sonhar

De novo.

terça-feira, 14 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzgritosesussurros

Gritos e sussurros

 


O caos está formado, nervos a

Flor da pele, oculto o grito, sussurro

Ao tempo, o meu coração está

Inquieto, mas inquietude não me

Define.

 

O tempo está incerto, ilusões a parte,

Embriago-me com o real, isso importa,

Afrodite não me consola, dano-me entre

Esperanças, elas não contribuem, apenas

Calam o eco, agora não tão retumbante.

 

Canto um Ode ao vento sul, purifico-me,

O tédio já não habita em mim, a voz rasga

O estéril, gritos e sussurros agora acalma-se,

Nada agora é desnecessário, só os meus olhos

Fitando o horizonte que caminha

Solitário, sem ver você.

domingo, 12 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzisoladamente

Quando dobram os sinos

 


Por quem os sinos dobram?

Dobram por um amor que se foi,

Um amor que se isolou numa ilha,

Nenhum amor sobreviverá em uma ilha

deserta!

 

Os sinos dobram por todos, apesar dos cercos

Idílicos, o sineiro maneja o badalo,

ding-dong ou lim-lim, que varia de acordo

o tamanho do amor que renunciou

e morreu de perdição.

 

O sino da matriz está no modo silencio,

Os nossos ouvidos estão surdos, desde

A última badalada do réquiem, agora o

Luto nos ensopa, o amor não se despediu,

Nem disse a razão de tal efeméride que

Molha os nossos olhos.

sábado, 11 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzcomalmas

Almas transparentes


Somos almas visíveis, não

Usamos mascaras, expressamos

Sentimentos, o emocional as vezes

Nos complica, mas não nos condena.

 

Somos translúcidos enxergado a

Essência de sermos uno, assim

Pensamos que a eternidade nos

Encontrará, quando olharmos um para

O outro.

 

Antes sonhávamos, como fábulas o

Tempo foi esotérico, mas sobrevivemos

Entre céus e as estrelas, invocamos versos

Em forma de orações, não subiram aos

ceus.

 

Sem artifícios, somos sopros do universo,

Somos lúdicos, a lucidez agora nos pertence,

Somos almas visíveis a olhos nu,

Somos nós.

 

O ontem já não nos pertence, o amanhã

Talvez, não é imaginação, mas o principio

Para sarar as cicatrizes e nos purificar

Dos flagelos que infligimos as nossas almas

Transparentes, agora visíveis.