Colóquios poéticos em tempos de guerra
Ultimamente o sol tem
pausado
O tempo passado, a
metapoesia já
Não me faz sorrir, desoriento-me.
Sou causas e efeitos, o
frio é latente,
Sobras das nuvens já não
alimenta o
Efêmero, revejo as linhas
pautadas,
Calo-me.
Desdigo-me, o metapoema
não é mais
Coloquial, o rompimento é
insano,
Turvo-me na cor branca,
persianas
bailam de maneira tosca,
mergulho na
ante sala, o imensurável da
sua sombra
cativa-me, rendo-me,
reescrevo o que nos
fere, somos curas em tempo
de colóquios,
não de guerras.
A transitoriedade não é enfática,
O instante existe, somos
respostas das
Perguntas que não querem
calar.
Interrogações faz parte das
ventanias,
Que agora nos assola em tempo
de guerras, ou
Promessas de armistícios incondicional,
Coisas descritas em tempo de paz.

