Status quo
Nem tudo são paradigmas,
Nem o amor foi inventado, somos
Mascaras que caem na noite
eterna.
Nem tudo é status quo,
As nuvens são passageiras,
o horizonte é eterno,
bebemos chuvas em estado
verticais, somos a sede.
Quando nada é natural
Mergulhamos no dia,
bebericamos
a noite em doses homeopáticas,
Somos nevoas.
Dosamos o amor, nada nos é
dado,
O tempo serpenteia, pelas
estradas
Somos o caminho limítrofe,
somos
Da guia, profanamos a rosa
cálida,
Ferimos os espinhos,
podamos sangues,
Não somos frutos, sonhamos
que
Sim.
Parcos são os deuses, numa
época
Que reina a confusão somos
súditos,
Reinamos entre o joio e o
trigo,
Somos farinha do mesmo
saco,
Costuramo-nos, somos
agulhas
Em busca de um palheiro
imune
Ao fogo.
Somos o estado que nos encontramos,
Salve, lindo pendão da
esperança, que
Deus cuide de nós, oh! lábaro
que reflete
O esperado pendor.
