quinta-feira, 4 de junho de 2026

Talvez o amor

 


Talvez o amor renasça de

Novo, talvez antes do verão ou

No início do próximo inverno,

Antes tarde do que nunca, assim

É o compasso de espera.

 

Pavimento estradas, sonharei com

As cores das orquídeas Cattleyas, que

Povoam as minhas ilusões e o desejo

De amar de novo, é o tempo.


Disfarço-me de Pierrot, não estou

Melancólico, apenas deixei a ingenuidade

De lado, do lado de fora da janela

Do meu quarto, agora sombrio.

 

Entrego-me na madrugada, bebo o

Cálice gélido da solidão, agora

Não acompanhada, banho-me com

O prateado da lua minguante, espero

A lua nova, que logo despertará em mim

Uma nova estrada, para que eu não

Tenha que atravessar de calçada,

para não te encontrar de novo.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzsonhos

O sol também sonha


Mesmo falhando o sol também

sonha em dias de chuva, torrenciais

ou não, sonha que a sublimação

se perca em dias chuvosos e

cinzentos para ele brilhar.


Mesmo que a chuva persista em

Orvalhar o amor crescente, somos

Chão firme e relvas que revoam até

O infinito amor, que não nos prendeu,

Apenas nos deixou órfãos.

 

Somos como o oceano, nos apaixonamos

Como tempestades, pensávamos

Em eternidades, mas contemplamos

Os sonhos antes perenes, que nos

Alimentavam como o mar que

Sonhava com as gotas da chuva

Para se eternizar.

 

Agora somos o que o destino

Quis, sem o orvalho que nos

Fazia aquecer sem morrer.

 

Le soleil aussi rêve

 

Mesmo assim, le soleil aussi
rêve les jours de pluie, torrentielles
ou non, il rêve que la sublimation
se perde nos dias pluvieux et
gris pour qu'il puisse briller.
Mesmo que a pena persista à
arroser o amor grandioso, nous sommes
une terre ferme et des herbes qui s'envolent vers
l'amour infini, qui ne nous a pas emprisonnés,
il nous a seulement laissés orphelins.

Nous sommes como o oceano, nous tombons amoureux
comome des tempêtes, nous pensions
às des eternités, mas nous contemplons
les rêves autrefois pérennes, qui nous
nourrissaient como la mer qui
rêvait des gouttes de pluie
pour s'éterniser.

Maintenant, nous sommes ce que le destin
a voulu, sans la rosée qui nous
faisait chauffer sans mourir.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzsobreamor

Je t'aime moi non plus

 


Eu te amo... Eu também não!

Não é o cântico dos cânticos, ainda

Que não importe, embriago-me com

Os sussurros entreouvidos, agora

Vagos entre maresias que não

São mais imensuráveis nos meus

Dias.

 

Não fazemos mais duetos, as nossas

Vozes antes intermitentes já

Não faz ecos.

 

Não somos mais interseções, somos

Reconexão inexatas, os versos já não

Traduzem mais as antes expectativas

Eternas.

 

Somos solidões e afins,

Eu te amo... Eu também não!

 

Je t'aime... Moi non plus!


 

Ce n'est pas le cantique des cantiques, encore
Qu'importe, je m'enivre de
Murmures entrevus, à presente
Vagues parmi des embruns qui ne
Sont plus imensurables dans mes
Jours.

Nous ne faisons plus de duos, nos
Voix autrefois intermitentes ne
Font plus echo.

Nous ne sommes plus dessections, sommes
Des reconnexions inexates, les vers ne
Traduisent plus les attentes
Éternelles d'autrefois.

Nous sommes des solidões et affinités,
Je t'aime... Moi non plus!

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados:
Loi sur le droit d'auteur nº 9.610/1998

domingo, 31 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluztravessia

Mar vermelho

 


Colho rosas, atravesso o mar vermelho

Da vida, liberto-me do que já não

Me pertence, sigo em frente,

Já não sou paradigmas, sou

Respostas.

 

Desvio-me dos breus das tocas,

Vejo luzes, não as da ribalta, olho

Para ti, sem esperar em ti, não me

Devoro.

 

Voo absoluto entre as cordilheiras

Do tempo, sou o pássaro do amanhã,

 

Cuido ainda de ti.

 

Entre sorrisos beijo a vida,

Renasço das cinzas, sou Fênix,

Em alta compressão sou o suor dos

Meus olhos, impávido oro a ti, por

Ti ainda caminho, entre passos

Concretos vejo a luz que emanava dos

Nossos olhos, o meu agora febril,

O seu não sei!

 

Mer Rouge


Avec des roses, je traverse la mer rouge
De la vie, je me libère de ce qui ne
M'appartient plus, je vais de l'avant.
Je ne suis plus des paradigmes, je suis
Des réponses.
Je me détourne des ténèbres des tanières,
Je vois des lumières, non celles des projecteurs, je regarde
Vers toi, sans attendre après toi, je ne me
Dévore pas.
Vol absolu parmi les chaînes de montagnes
Du temps, je suis l'oiseau de demain,
Je prends encore soin de toi.
Entre sourires, j'embrasse la vie,
Je renais de mes cendres, je suis Phénix.
Sous haute compression je suis la sueur de
Mes yeux, intrépide je prie pour toi, par
Toi je marche encore, parmi des pas
Concrets je vois la lumière qui émanait de
Nos yeux, le mien à présent fébrile,
Le tien, je ne sais pas !

 

Auteur : Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Tous droits réservés :
Loi sur le Droit d'Auteur nº 9.610/1998


RECONHECIMENTO DO POETA

RECONHECIMENTO DO POETA



sexta-feira, 29 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluznomundodalua

Estou no mundo da lua


Uivo quando a noite vem, te beijo, beijo

De verão secretos, ofereço-te

Uma rosa prata, vivo os sonhos meus,

As nuvens me encantam, sou a

Madrugada perene, sem pesadelos sou

Você.

 

Encorajo-me, sou lobo solitário, caminho

Entre a sua pele, sinto o pulsar do seu

Coração, sou gélido em busca de acalantos

Que não vem.

 

Ouço o seu respirar, a neblina é densa,

Ouço os seus passos, vejo o arfar dos

Seus olhos, sou solidão.

 

Não tenho alcateia, sou planície horizontal,

Espero o seu nascer cintilante, sou

O passageiro do último trem, sou

Você.

 

A sinfonia é o meu corpo, visto-me,

Danço como em serestas estivesse, dois

Pra lá, dois pra cá, a floresta replica, somos

Apenas dois, somos encontros e

Despedidas, até o pulsar da lua utópica,

Que nunca nos decifrará até o

Sol se pôr.

 

"Je suis no monde de la lune.

 

Je hurle quand la nuit vient,

je t'embrasse, baiser D'étés secrets,

je t'offre Une rose d'argent,

je vis mes rêves, Les nuages ​​m'enchantent,

je suis l'Aube pérenne, sans cauchemars,

je suis Toi. Je m'encourage, je suis un loup solitaire,

je marche Entre ta peau, je sens le battement de ton Cœur, je suis glacial en quête de berceuses Qui ne viennent pas respiration, le brouillard est denso, J'écoute tes pas, je vois le halètement de Tes yeux, je suis la soliditude. horizontale, J'attends ta naissance cintilante, je suis Le passager du dernier train, je suis Toi.

La symphonie est mon corps, je m'habille, Je danse comme si c'était des serénades, deux Pas par ici, deux pas par là, la forêt réplique, nous sommes Seulement deux, nous sommes des rencontres et Des Adieux, jusqu'au battement de la lune utopique Qui ne nous déchiffrera jamais jusqu'à ce que le Soleil se couche."

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

Tradução: Google


quarta-feira, 27 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzdonada

Sou o nada

 


O nada se apossou de mim,

Não observo as nuvens como

D’antes, outrora a águia pousava

Em mim, éramos sonhos uno.

 

O deserto venceu, somos agora o

Opaco da esperança, só eu sangro

Pelo seu silêncio não filial.

 

O vazio me consome, sou ausente de

Sonhos inconstantes, já não os tenho,

Apenas não a vejo no meu despertar,

Sou estertor na noite.

 

Esquivo-me dos pesadelos que me

Preme, tenho medo da solidão que

Me assola, sou a distância não programada.

 

Ocupo-me com a liberdade, sou cria do

Silêncio, tergiverso, sou o livro do

Nada, terço a liberdade, não me aqueço,

Esqueço-me de ti.

 

Sou o nada, que agora não dá para

Você refletir, sou o tempo passado,

Sou o pretérito passado.