segunda-feira, 23 de março de 2026

Mais um Agraciamento para o poeta Cláudio Luz/Luz do Almada Souza


 

Mais um Agraciamento para o poeta Cláudio Luz/Luz do Almada

Souza

apoesideclaudioluzemconflitos

Duas almas em conflitos

 


Há estações instáveis, muito calor,

Frios amenos, flores com espinhos, que

Ferem sem querer querendo, incertezas

Que bailam nas sombras tênue das

Velas de promessas, incontidas, cumpridas

Ou não, o incenso já não exala perfumes

Sagrados, agora somos profanos

No amor.

 

Éramos almas, antes gêmeas, desfilamos

Com o amor no peito, como se fosse

Troféu de uma batalha sem vencedores.

 

Unimos forças, construímos castelos

Instransponíveis, deleitamo-nos

Jardins dos sonhos, não tivemos fadas

Madrinhas.

 

As nuvens se moveram, o rimbombar

Dos trovões nos fez raios,

Não importando com os estragos, caminhamos

Entre rios, nadamos no mar, boiamos

Nas estrelas, pescamos e pecamos por nós

Mesmo.

 

Procuramos redenções, que se

Esvaiu, destruindo o tempo passado,

Agora presente.

 

As alianças com o Pater Noster,

apertam nossos dedos, somos dores

refletidas no presente, não olhamos

Para o atrás, que nos compromete pelas

Promessas e sentimentos não cumpridos, e que agora

Nos separam em dois reinos.


Estamos Separados do ontem, que nos comprometia

E o presente que se desfaz em nevoas, agora!

Mais uma Láurea pelo Dia Internacional da Poesia!



domingo, 22 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzentretanto

Subterfúgios ou sortilégios

 


As nuvens molham os meus olhos,

Não as manobro, sou amador no amor,

Consolo-me, em desassossegos, me

Exploro, sou existencial, não

Imune as dores, lágrimas se põe entre

Os meus olhos, não sou desespero,

A fé me move.

 

Entro na caverna, busco sonhos, pesadelos

Não me aflige, desculpo-me, tenho certeza

que amo, a poesia torna-se um consolo,

não medieval, visto-me de sonhos, armaduras

de angustias as vezes me domina, mas

o amor me liberta, como sortilégios secretos,

sou artífice de cadernos sem páginas.

 

As vezes palavras ao vento me inspira,

Sou paradigmas não secretos, segredos sem

Senhas, liberta-me.

 

Não tenho licença poética, sou mambembe

Repercutindo o onírico que me faz vida,

Sou superfície dos cinco elementos,

Me componho, antes desnudo-me dos

Sonhos, a sorte não me persegue,

Mas a esperança me determina para ti.

 

Sou cigano, entre subterfúgios e

Sortilégios sagrados, sou um Celta, desvairado

Quando peço orações aos Padres do Deserto.

 

Me curo, não sou santo, sou cavaleiro com

Os Templários, sou cavalheiro em genuflexões

Para te saudar, você ornada de estrelas, eu

Simplesmente escravo do seu olhar.

 

Mesmo pesada, a Cruz me guia, entre

Utopias gargalho, agasalho-me em teus

Braços, te abraço como um sortudo, em

Tê-la, sou anjo coberto de poeiras

Das estradas nunca d’antes caminhadas,

Sortudo eu sou, movendo-me entre

Subterfúgios ou sortilégios a paz

Me encontra.

sábado, 21 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzdiadopoeta

Sonata para um poeta que vive em ti

 


Alimente o poeta que nasceu

Em ti, não importando se a pátria é

Amada ou não, se as inspirações são

Vitruviana ou não, mas que seja musical,

Matemática ou geométrica, que seja poesias

Perfeitas ou imperfeitas, mas alimente-o.

 

Alimente-o com palavras escritas

Numa Pedra Lascada, Pergaminhos,

Papel Almaço ou Pardo, de seda,

Vergê ou Couché.

 

Declame os seus versos nas ruas ou becos,

Escreva nos guardanapos dos bares,

versos para amada da hora, ou para a que

Já se foi.

 

Alimente-o com os momentos de esperanças,

Ilusões, idílios, com alegrias e sofrimentos,

Com dosagens amenas, com lágrimas nos olhos ou

Como um sorriso no olhar.

 

Alimente-o com as cores da natureza, das chuvas,

Das flores que nasceram “In vitro".

 

Alimente-o quando ele estiver nas portas

Ou janelas, contemplando a Natureza de Deus,

Os milagres diuturnos, não desprezando

Inspirações para os poetas que não creem na

Beleza da poesia não escrita.

 

Alimente o poeta que acredita nos versos marcados

a ferro e fogo, que não para quando o lápis

quebra a ponta das ilusões partidas, que se

abre para os versos que fluem na mente,

iluminando os corações dos poetas natimortos,

Que sobrevivem alimentados pelos versos e pães

de cada dia. 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

Whatsap – 7399179-8476

sexta-feira, 20 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzemmetamorfose

Metamorfoses bucólicas

 


O sol nos delimita, banhamo-nos

Raios dourados, alçamos voos, entretidos

Nos ventos das mudanças, somos

liberdade.

 

Transmutações amorosas nos vigiam,

agora de prontidão metafórica,

vivemos sem ufanismo, apenas apelos pelas

Transformações exatas, inexatas são

Os sonhos das borboletas, antes Crisálidas.

 

 A dor é necessária, cuidemo-nos.

 

Sentimentos fugidios nos completam,

A paixão as vezes nos transformam em

Amantes brutos, é a natureza não

Bucólica.

 

Somos terra bruta, sentimentos que

Ascende entre fantasias, somos fantásticos

Em dias intercalados, nos outro somos

Normais, num mundo que prega o irreal,

Não nos apegamos.

 

Superações nos perseguem, apenas o querer

nos dominam, mutações nos vestem, enfeitamos os

Jardins, somos adubos no final.

apoesiadeclaudioluzduo

Pedras entre espinhos

 


Coleciono pedras pelos caminhos

Que percorro, não as atiro, pinto-as como

se fossem brilhantes,

Precisando de lapidações para sobreviver,

Sem ofuscar os mármores e granitos

Eternizados nos pisos alheios,

 

Já fui em limítrofes eternas,

Pedra de mó, Pedra seixo, Pedra São Tomé,

Pedra Caco, Ardósia, Pedra Miracema,

Pedra Ferro, Paralelepípedo,

Pedra de Rumo, só não fui a Pedra

Angular, não merecia ser.

 

Não atirei pedras em pecadores, sou

Também das mesmas estepes, árido,

Solitário, ouvindo os ventos uivantes.

 

Me calo nas noites de inverno, não

Infernizo o tempo, firo-me nos espinhos

Escarlates, sou da tapera, casas de

Pedras não me emociona, o frio passante

É o mesmo, vejam as estações.

 

Sou pedra de rios, molhado por fora

E seco por dentro, não me movo,

Crio limos, faço renascer as pirâmides

Egípcias.

 

Adorno os pescoços,

Não como uma marca de forca, mas como

Um falso brilhante que te ofereci, entre

O padecer do sol, ao Ver a lua brilhar.

 

Ouço retumbante os cânticos do poeta que ecoou,

“No meio do caminho tinha uma pedra”.

Clamo! quem não tiver uma pedra,

Atire o primeiro pecado.

 

Fugir pra que?


 

Somos desertores, a natureza

Nos comove quando fugimos, quando o

Desapego é mais forte, na morte.

 

Somos solenes, bradamos lágrimas pelos

Sofrimentos alheios, somos fracos nos

Nossos, estereótipos, algoz antes,

Apaziguador agora, somos feras

Feridas sem cicatrizes a mostra,

Somos bandagens poluídas, íntimos

Dons sombrios.

 

É preciso sentir o luto, pra que poupar

Lágrimas doces, se temos as salgadas que

Tempera as nossas vidas mundanas,

Somos passageiros sem bilhetes

De regressos.

 

Não nos poupamos, pois pra que fugir do

Coração que arde sem chamas

Aparentes, engolimos o choro, então.