Coração que arde
Embora o fogo do seu amor
Me consuma, o impassível não
Me deterá, incólume a água quequeima, seguirei em
Busca das brancas nuvens, purificações
Tinge os meus lábios, encontro-me
Sem respostas para o ocaso, fim.
Decifro o oriente eterno, o arquétipo
Do infinito que não tem a forma de uma
Rosa, não sucumbirá, sou luz.
Plaino entre ondas copiosas, busco os
Seus sonhos, sou a noite não eterna, sou
Os sufrágios que inspiram um novo Aeon Flux.
Como Estrelas eternas, decifro-a enaltecendo
O seu ser, o imensurável é longo,
As chuvas refrescam-me, ensopo-me de
Sonhos instransponíveis, sou impetuoso
Entre cordas bambas, sou a certeza dos
Raios violetas, que descansam deitados nas
Areias marejadas e claras, em pleno outono que
Bate à porta entreaberta.
Sou braços não partidos, deleito-me
Em seus braços, abraços que desentrelaçam
As placas indicativas de destinos triviais.
Bebemos do mesmo cálice, brindamos o
Amor eterno, sem Parusia, sem diapasão,
Almejamos a terra prometida com plantas
Tenras, cultivadas em nossos corações,
Não banidos, não partimos.


