quarta-feira, 13 de maio de 2026

apoesia declaudioluzteatral

Amphitheatrum

 


Somos atores em dois atos

Sumários, nascemos por amor e

Morreremos por amar demais, em

Demasias profundas que ferem, mas

Não sangra, só deixam cicatrizes na

Douta alma.

 

Assim são os sonhos eternos que brotam

Silenciosamente, trazendo luz ou

Trevas constantes, entre estrelas e o

Chão que se esvai em noites cálidas.

 

Clamamos razões, entre pontos finais,

O ontem já não cria quimeras, rezamos

Ave Maria, em vão soluçamos entre alcovas

E o limiar das saudades, que não aplaudem,

Mas apagam as luzes que antes só a plateia

Em delírios nos saudavam.

 

Que se fechem as cortinas do ocaso,

Caso contínuos, os personagens ficaram

Só admirando a ribalta, entre atos, somos

Vultos vestidos de desilusões e partidas.

 

Somos as noites de Cambírias!

terça-feira, 12 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzcomotempo

Imensurável é o tempo


Tanto o tempo presente, como o

Tempo passado são imensuráveis,

Apesar dos desencontros inesperados

Há tempo pra tudo nesta caminhada

Cheias de inconstâncias e subterfúgios e

eloquentes metafisicas, tornamos o tempo

abstrato com as agruras da viagem passageira.

 

Buscamos o ego no final do túnel, galgamos

Do fundo do poço, somos saltimbancos

Com o pé na estrada, com otimismo no

Coração cambaleante por encontros e

Despedidas.

 

Maktub:

¹ Tudo tem o seu tempo determinado, e

há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

² Há tempo de nascer, e tempo de morrer;

de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

³ Tempo de matar, e tempo de curar; tempo

derrubar, e tempo de edificar;

⁴ Tempo de chorar, e tempo de rir;

tempo de prantear, e tempo de dançar;

⁵ Tempo de espalhar pedras, e tempo de

Ajuntar pedras; tempo de abraçar, e

Tempo de afastar-se de abraçar;

⁶ Tempo de buscar, e tempo de perder;

Tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

⁷ Tempo de rasgar, e tempo de coser;

Tempo de estar calado, e tempo de falar;

⁸ Tempo de amar, e tempo de odiar;

Tempo de guerra, e tempo de paz.

Eclesiastes 3:1-8.

 

Então só nos resta dar tempo ao

Sacrossanto tempo, respeitando sem

Cessar o tempo de espera.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Chegamos a 1.000.018 de acessos - É festa!

  alhos & bugalhos

Chegamos a 1.000.018 de acessos - É festa!


correioitajuipense.blogspot.com 699.273

correioitajuipensedenoicias.blogspot.com 75.093
apoesiadeclaudioluz.blogspot.com 74.841
academiaalcooldeitajuipe.blogspot.com 150.811

Total 1.000.018

Agradecemos todos que acessaram os blogs e ficaram bem informados com notícias, poesias e artigos diversos.

Continuem a nos prestigiar, pois eremos sempre ótimas postagens para todos.

Gratidão,

Cláudio Luz – o Poeta de Pirangi
Zap – 073 991798476
E-mail luzdoamada@yahoo.com.br

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Madre Mia


Ave Maria, cheia de Graças,

O Senhor é Convosco; assim

Você intercedia por nós, agora

Órfãos desde quando partiste!

 

Amor incondicional ainda que seja

Pós gestação, repousa em nossos corações

desde que fostes declamar orações na

presença da Trindade Santa.

 

Lembranças tenras ainda nos invadem,

Na solidão da noite, oramos também,

Ajoelhados no Umbral, sintonizamos

lembranças e alegrias eternas, que norteiam

as nossas persistências, em um dia estar junto

De ti.

 

Adoremus

Ave Maria, gratia plena, Dóminus tecum.
Benedícta tu in muliéribus,
et benedíctus fructus ventris tui, Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei,
ora pro nobis peccatóribus,
nunc, et in hora mortis nostræ.
Amen.

terça-feira, 5 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzdivisao

Divido-me



Divido-me entre doses de Tequila

E Bloody Mary, deleito-me em

Sonhar contigo, no resplendor do

Tempo não me angustio, não estou ébrio.

 

Divido-me entre sonhos e pesadelos, sinto

O vibrar do meu coração ao ver o sol nascer

E se pôr, sou notívago.

 

Divido-me, sou companheiro da lua

De prata, quem dera fosse de ouro,

Contentar-me-ia se fosse de bronze,

Sou conformado.

 

Divido-me entre o amor mesclado

De incertezas, amor sem dúvidas,

É impossível de se amar, sou romântico.

 

Divido-me entre o alcance da vida e

A certeza da morte que um dia virá,

Sou cético.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzdiadamulhertradução

MULHER

 


Em busca das cores

Fui ao encontro do arco-íris;

Em busca da imensidão

Fui ao encontro dos céus;

Em busca do calor

Fui ao encontro do sol;

Em busca do frescor

Fui ao encontro da chuva;

Em busca da serenidade

Fui ao encontro do orvalho;

Em busca do perfume

Fui ao encontro da Rosa;

Em busca da música

Fui ao encontro dos ventos;

Em busca da harmonia

Fui ao encontro dos anjos;

Em busca do afeto fui ao encontro de Maria;

Em busca da verdade

Fui ao encontro de Jesus;

Em busca da salvação

Fui ao encontro de Deus e

Em busca do sentimento profundo

Fui ao encontro de você... Mulher!


FEMME

 

 

À la recherche des couleurs
Je suis allé à la rencontre de l'arc-en-ciel ;
À la recherche de l'immensité
Je suis allé à la rencontre des cieux ;
À la recherche de la chaleur
Je suis allé à la rencontre du soleil ;
À la recherche de la fraîcheur
Je suis allé à la rencontre de la pluie ;
À la recherche de la serénité
Je suis allé à la rencontre de la rosée ;
À la recherche du parfum
Je suis allé à la rencontre de la Rose ;
À la recherche de la musique
Je suis allé à la rencontre des vents ;
À la recherche de l'harmonie
Je suis allé à la rencontre des angels ;
À la busca do afeto, je suis allé ao reencontre de Marie;
À la recherche de la vérité
Je suis allé ao reencontre de Jésus ;
À la recherche du salut
Je suis allé à la rencontre de Dieu et
À la recherche du sentiment profond
Je suis allé à ta rencontre... Femme !

quarta-feira, 29 de abril de 2026

apoesieclaudiouzsemamordemorte

O amor não morre


 

O amor não morre, encanta-se

Na transcrição de uma poesia de

Despedida, incrustrado no coração

Do poeta, a ferro e fogo, que chora

A sua dor incontida.

 

 

O amor vira pólen do tempo,

Germinando em outros corações,

Em estações difusas, sem olhar para

O passado que ficou para trás, esperando

A colheita de novas esperanças num

Futuro, talvez incerto, quem sabe?

 

O amor deixa saudades, pois

Não se despede, simplesmente vai,

Deixando o tempo claudicante, no

Íntimo ser de quem fica para

Atrás sem retrovisor.

 

O amor, apesar de ser chama eterna,

Chega Sorrateiramente, se esgueira

Quando os amantes adormecidos sonham num

novo amanhecer de luz ou de trevas.

 

O amor é filho incógnito, um pária

De direito, pois não órfão, deixa os

Amantes viver as amarguras da

Despedida, antes não pensada.

 

O amor é balsamo, que cura

Todas as dores causadas por ele mesmo,

Inclusive as dores do mundo.

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998