"Poeti maledetti"
Poetas malditos,
Construtores de versos,
aversos,
incompreendidos ou
desprezados
quando decompõe em
palavras, celebrando
os vícios dos amores
perdidos em
alguma "Bibliopolium
Veterum".
Gordurosas são as lágrimas
Vertidas, manchando pergaminhos
Não folheados, letras em zigzag se
Desvirginam em imaginações não virtuosas,
"sem chance" ou "sem erros".
Rogamos a Vladimir Maiakovski,
Que não deu chance a vida,
Não procrastinando-se, partindo sem
Dizer um único adeus.
Poemas malditos nos consome, a fleura
Poética destaca-se em tempo de paz,
Somos rebeldes pelas incompreensões
Incontidas dos que não nos lê, por
Acreditarem em hieroglifos não
Traduzidos, perdidos desde a
Travessia do Rubicão.
Nos representam ainda que tardiamente:
Charles Baudelaire:
O precursor,
autor de
Embriagai-vos
de vinho, poesias ou virtudes.
Arthur Rimbaud:
O "poeta
vidente"
que abandonou
a poesia
precocemente.
Paul Verlaine:
pela
musicalidade
e melancolia
de seus versos;
“Canção
de Outono”
Os
longos lamentos
Dos
violinos do outono
Enchem
meu coração
De
langor
Quando
soa a hora,
Eu
me recordo
de
outrora
Mal
que me
Leva
para cá, para lá,
Uma


