terça-feira, 28 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluztemponodeserto

Como o tempo passa

 


Como o tempo passa, Outono

Me veste, os pássaros gorjeiam,

O horizonte é ali, sigo os seus passos,

Agora perdido, não a vejo.

 

Corro contra o tempo, o tempo urge,

Dou lágrimas ao tempo de agora,

O tempo do amanhã está a caminho,

Hibernando nos meus sonos, entre sonhos e

Pesadelos acordo em um novo sol, que virá

Não sei de que tempo e para onde vou.

 

Seus lábios sussurram com o tempo,

Que ecoa nos meus lábios, que pedem

um relógio de bolso, para marcar o tempo que

Estive aqui contigo.

 

Equações dos tempos invisíveis descem

Como chuvas de Maio. À parte, deixo

O tempo de Deus tomar conta de mim.

 

O Deserto é fértil

 

Desliso nas dunas, no Abaeté

tem uma lagoa de areias brancas,

sou dueto com as brisas serenas,

ouço o canto dos oásis no

deserto fértil.

 

Visto-me de beduíno, o meu camelo

Bebe mais do que eu que agora estou árido,

Não estéril.

 

Pesco tâmaras, como dizia o profeta

Quem planta tâmaras não colhe tâmaras,

Efêmero é o tempo da colheita.

 

O amor não é o amor, quando é

Molhado por fora e seco por dentro,

Eu amara, não sei de fato se fui

Amado, ou abandonado no

Deserto do tempo.


Revejo os

Paradigmas que me levaram para o

Deserto fértil, agora árido sem você.

domingo, 26 de abril de 2026

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Observando o infinito (Carpe Diem)

 


Infinito, o vento banha o meu rosto,

O oriente é eterno, lágrimas não

São absolutas, secam.

 

Infinito, ergo os olhos, fito o poente,

Sou observador do futuro que me

Espera, não me surpreendo,

Previno-me.

 

Infinito, não me canso por doar amor

E guerra,  sem prelúdios, agora preso, 

Não questiono, compreendo o porque

Da partida.

 

Infinito, é o momento que reflete

O horizonte, com dúvidas

Questionáveis, mas com respostas

Aparentes. 


Infinito, é o infinito particular, que 

interage com as noites de diáspora

sem destino, me redimo.


Infinitamente calado, medito as estradas 

Percorridas, sem sinal de chegada, 

Sou bem-vindo ao destino inicial, 

Para celebrar o Carpe Diem.

sábado, 25 de abril de 2026

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Hino ao amor definido

 


O amor tem dia, hora marcada,

Não dilui com o tempo, não exíguo,

Prospera entre dois corações, que

Se olharam e decidiram ficar.

 

O amor é forjado nas labaredas,

Não nas sombras ou labirintos que

Levam a perder-se.

 

O amor é cumplicidade, não maléfico,

Nos faz delirar entre sonhos e ilusões

Não perdidas, atenuando os sentimentos

Que brotam na forma de um cravo

Que não fere.

 

O amor é logico, concavo ou esférico,

Expressando a necessidade de amar e

Se amar, torna-se o amor eterno,

Movendo montanhas, nos fazendo

Rir ou chorar, bastando-nos o amor, só o

Amor é o que importa.

 

Que o amor rogue por nós!

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

sexta-feira, 24 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsemeador

Colheitas contínuas


 

Fui pueril, como não acreditar

No Campo de Centeio que plantei,

De acordo com os seus olhos, também

Pueril não colherei.

 

Não houve tempo perdido em

Semear as sementes plurais, fiz

De coração, agora solitário.

 

Novos tempos me inclinam,

Continuo sonhador, volto ao campo

Com as mesmas sementes, antes

Plantadas, sou otimista nos meus

Sonhos por ti, não perdi a essência

Da flor amorosa do seu corpo que

explodiu no até logo.

 

O meu semear poético te fez vida,

Habitastes em meus sonhos, mas

Não fincou raízes, deixou o

Perfume que me inebria, causando

Êxtase, sem agonia vivo.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzcoraçao

Descanso do coração

 


Pertenço a mim mesmo,

Aceito-me, estagio entre

Poesias e Poemas, arte ou passatempo,

Pertenço-me.

 

Sonho em vias aéreas, sou

Passarinho sem rumo, não sei

Cantar, mas versejo os momentos

Alegres ou tristes, amores e desamores

Me fazem vida, destituo de mim mesmo,

Entre o sol, lua e as estrelas bailo.

 

Como Ícaro iludo-me, ainda sou

Mais pesado do que o ar que respiro,

Ofegante chego a tí, passo à frente

Dos descontentamentos aparentes,

Soluções me capitulam, sou hospede

De mim mesmo, dou descanso ao coração

Alhures, sou feliz.

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

quarta-feira, 22 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluznamaste

Namastê pra você

 


O meu sangue é vermelho,

E o meu coração bate ao lado

esquerdo do meu peito.

 

Luto para que os meus sonhos

Não sejam aprisionados em teias

de aranhas, mas num ninho de

Harpias noturnas.

 

A minha estrela é solitária,

O alvinegro do escudo me fascina,

Sou guerreiro, em outras vidas fui

Templário, em plena Jerusalém,

Por isso luto pra não perder.

 

Orbito entre as estrelas, sou guardião

Do meu sentimento aflorado, não

Perco a fé, mesmo que rupturas nos desunam,

Persisto.

 

Creio no além vida, deleito-me

Por ter encontrado um amor de outras

Vidas, que agora caminha entre labirintos

Multicursais, abstratos.

 

Vejo a luz do túnel, não desanimo,

Sou arquétipo da águia, persisto, mesmo

Derrotado, sigo sem perecer, a minha

Cruz não me abandona.

 

Saúdo o tempo: “Nemastê”, voo além das

Tempestade, te aceno com um “Salamaleico”,

sou o otimismo em gotas, sou a trégua,

sou a espera das luzes, esperando

você dizer: "Maleico salam".

terça-feira, 21 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzentreplanetas

Vagando entre planetas

 


A sorte está laçada, os planetas

Estão alinhados, Marte, Saturno e

Mercúrio formam as três marias

Visíveis no céu profundo dos meus

Olhos pueris.

 

Não me iludo, enquanto caminhos

São traçados, tergiverso em versos

Os retornos que a vida nos dá.

 

Combino os meus pensamentos, a

Música lenta que me envolve num

Turbilhão de luzes, não opacas,

Voláteis, etéreo é o tempo não

Abstrato.

 

As Três Marias (Alnitak, Alnilam e Mintaka)

Estão repousando no Cinturão da

Constelação de Orion, visíveis hoje no meu

caderno de poesias sutis, do outro lado do sol,

sonho, sou lunático sem loucuras aparentes.

 

Estou no mundo da lua, trânsito com

Equilíbrio na corda bamba do tempo,

Sou equilibrista entre tempestades

E temporais amenos, que molham a

Minh ’alma, sou orante esperando você,

Ainda que tardia.