Inquietudes
Estou inquieto, percorro a estrada
Dos sonhos, a estrada permanece, apenas
Linha tênue me guia.
Deixo as lembranças para trás, o
passado
Será apenas o que passou, as vezes
tórridos,
Não me alimentam mais, busco arroubos,
Desisto de questionar o mundo, machuco
o
Chão, não posso levitar.
Divido-me, o amor já dobrou a esquina
Não tenho como alcançar, desdenho dos
Amores que se foram, não eram eternos,
creio que um novo sol nascerá.
Temporalidade
e finitude agora me guiam,
Sou grato,
não sou no espelho o mesmo, estou
Calmo,
arranco os ponteiros do relógio, não
Brigo mais,
obrigo-me a tecer inquietudes,
Ofereço ósculos,
faço do óbulos murmurantes
uma oferenda, Deo Gratias!
