O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Partículas poéticas visíveis

 


Desperto emoções e imaginações

Visíveis, estou entre o som e a

Velocidade de uma escultura andante,

Tergiverso com as partículas que

Se tornam visíveis quando escrevo.

 

Não especifico espessuras ou tamanho,

As cores dos seus olhos traduzirão sentimentos

Profundos, mistérios e a visibilidade

Da essência da alma de quem se ama.

 

Qual a cor dos seus olhos?

Vejo-os como negros, com fundo azul

escuro, revejo um brilho intenso que fala

de amores com paixão e pudor.

 

A minha poesia para ti tem partículas

visíveis, tem a cor dos seus olhos.

 

Quando escuto o seu coração bater

longinquamente, as frequências

Continuam as mesmas, o silêncio das

Ondas do mar me deixam sentir o seu

cheiro gosto de sal, Eu gosto.

 

apoesiadeclaudioluzsolaris

Deixo o sol entrar


 

Encanto-me,

O Deserto do Atacama está com

Partes floridas, a aridez fugiu dos meus

Olhos.

 

Renasço emocionalmente, espero a

Chuva emergir, tudo tem o seu

Tempo, sou paciente.

 

Caminho ao deus dará, não dou adeus,

Me aproximo do amanhã, os dilemas correm

De mim.

 

A esperança emerge, deixo a tristeza

Para os Tristes, distribuo sorrisos,

Deixo a luz do sol entrar, as janelas estão

Abertas, saúdo: entre por favor.

 

Respiro as flores cálidas, bebo do cálice

Feito de núcleos quentes e temperamentos

Ardentes, busco a dinâmica do

Lado oculto do sol.

 

É Primavera, os Pirilampos estão

Voando, estendo as duas mãos, uma

É divina, a outra é humana, esbraseio-me.

 

Sou fogo ardente, sou paixão romântica,

As flores me cativam, o meu sangue

Continua vermelho e o meu coração ainda está

Batendo do lado esquerdo do peito.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzprimaveril

Atualizando a primavera

 


Escuto o farfalhar das flores, sussurros

Me invadem, caminho sobre as folhas

Secas do inverno, os ventos estão a

Meu favor, o sol também se põe.

 

Impacto-me com as sombras das

Nuvens, vejo a sua forma em uma

Delas, não se dissipam, embelezam

Os meus olhos carentes de um sorriso

Seu.

 

Resigno-me, beijo os Lírios do Campo,

recomponho-me, “Nem mesmo Salomão, em

toda a sua Glória, se vestiu como um deles",

me penitencio, sou apenas um anjo sonhador.

apoesiadeclaudioluzviajando

Poesias para viagens

 


Silencio,

O papel almaço está em branco,

Descarto as lágrimas, saúdo as espirais,

Aspiro sonhos que invadem o meu

Coração aventureiro.

 

Pretendo viajar, levarei bagagens leves,

Já carreguei coisas pesadas em demasia,

Não culpo as escolhas, amadureci na

Primavera para enfrentar o verão.


Levarei o lápis celestial, não vou desertar,

as letras me superam, cancionarei, destarte, não me

Importarei com o calor da lua, bailarei entre

Labirintos e extratos de almíscar selvagem.

 

Declamarei no Ágora, os barulhos exteriores

Brilham nas estradas, não levarei duvidas,

Discutirei com os raios solares, serei poeta

Percorrendo estradas sem fim.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluznotivaga

Sabato sará

 



Não me deixes dobrar a esquina,

Por favor, não me deixes, pois tenho

Medo de não atravessar a rua, ou me

Esconder do desejo que ainda nutro

Por ti.

 

Não me deixes esquecer os seus beijos,

Abraços e o calor do seu corpo que ainda

Me aquece em noites sombrias, quando

Acordo sem você.

 

Não me deixes rasgar as nossas lembranças,

Embora descabidas, não está fácil de apagar,

Clareiam a cada sexta-feira sem você chegar.

 

Não me deixes...

Amanhã é sábado!

Sábado será!

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzcombomdia

"bonjour mademoiselle"

 


Knockin' On Heaven's Door,

 

Não estou apto a Bater na Porta do Céu,

O Onipotente, Onipresente e Onisciente, ainda

Não me convocou, ou se mereço ser

Chamado para tal empreitada, quizas,

Serei.

 

"bonjour mademoiselle",

Sempre que eu te pergunto

Quando, como e onde

Você sempre me diz

Talvez, talvez, talvez.

 

Eu não posso descartar o meu

Amor por ti, por isso te desejo

Diuturnamente, "bonjour mademoiselle".

terça-feira, 15 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzbailarina

Bailarina

 


Te peguei num Pas de Deux, dançamos

Em frente ao Teatro dos Ilhéos, olhos nos olhos,

Mãos nas mãos, verdades sem mentiras nos

Uniram.

 

Éramos dois, sem máscaras e fantasias,

Nos desnudamos sem ouvir o “Quebra noz” de

Pyotr Ilyich Tchaikovsky, a dança dos Cisnes,

Não estava lá.

 

Observamos o Rio Almada de longe, pois

Vinha da Barra de Itaípe, sem juntar ao

Cachoeira na Baia do Pontal.

 

Desfrutamos as serestas do Heloisio,

 

Fomos amantes sem limitações.

 

Debruçamos entre mesas, banhos de conchas,

Solvemos cervejas, o bronze foi natural, dourados

Ficamos.

 

Fomos felizes nos dois pra cá e dois

Pra lá, dividimos leitos amorosos, não

Engolimos as dúvidas, procuramos o

Pretérito Mais-que-perfeito: uma ação que nunca

Aconteceu.

 

Agora próceres, somos apenas saudades,

Optamos por uma separação pelo que nunca

Existiu.