terça-feira, 7 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzoutonais

Somos amores outonais

 


O que é o amor outonal?

É mais do que concepção,

É cumplicidade nas dores de partos,

São como folhas vivas,

Que se procriam, entre ventos eternos,

Chuvas mansas, mananciais com

Respostas não absolutas.

 

O amor outonal é concreto, abstratos são os

Sonhos que nos move, como se fossemos

Nuvens de imagens, bebericamos o sol brando, lual

Dançamos pelos amores encontrados,

Não perdidos.

 

O amor outonal, deveras, ser como abalos sísmicos,

Veias alteradas, sangue que flui, lágrimas

Não corriqueiras, apenas sal.

 

O amor outonal é fogo, alegrias amenas, dores

Que sufocam, choro de rebentos, como sorriso

De mãe.

 

Brindamos o amor outonal em doses homéricas,

Somos olfato, elementos sensíveis,

Perfumes de gardênias, entre

Luzes vermelhas, desfilamos magnânimos,

Entre regatos que correm, somo veias

Latentes.

 

Sonhamos um dia beijar o outro lado da lua,

Não somos filhos de Artêmis, somos filhos

De amores espaçosos, de corpos que oram,

Da fé que não nos consome.

 

Observo você deslizando entre as írises dos meus

Olhares, bailando freneticamente, nas

Sempre tardes que nos invadem, nos fazendo

Folhas não secas, mas adereços verdes

Brilhantes, somos outonais em busca da

Próxima estação.

 

Outrora éramos versos épicos, agora odisseias,

Somos o que somos, deixamo-nos levar

aos sabores dos ventos.

 

Entre beijos e abraços, deslizamos entre

sarças ardentes, somos frutos outonais,

Somo nós, somos amores outonais.

 

 

 Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

WhatsApp – 7399179-8476

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Mais um Recohecimento ao Poeta de Pirangi

 

apoesiadeclaudioluzpassion

Passion

 


Não foi pelo beijo de Judas,

Não foi pela negação de Pedro,

Não foi por Pôncios Pilatos ter lavando as mãos,

Não foi pelo soldado que lhe transpassou,

Não foi pelos doutores da lei,

Não foi pelos vendilhões do templo,

Não foi pelas curas,

Não foi pelos perdões dos pecados,

Não foi pela falta de agradecimentos dos 9 leprosos,

Não foi por Zaqueu, que devolveu o que roubou,

Não foi por Natanael um israelense sem falsidade.

 

Foi por nós... Que Ele ressuscitou!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

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Lust auf Wein

 


 

Lust auf Wein. 

(Tenho vontade de tomar vinho.)

Não por presunção de beijar os seus

Lábios cor vermelha, entre degustes me

Entrego, não piso as uvas, são frutos

Perenes que embriagam, temos ocasiões.

 

Contemplamos as garrafas e taças vazias,

A secura da vida nos converte,

As trombetas dos arautos invadem

Os nossos pulsares, somos inquietudes,

Deveras somos sede, insaciável é o

Tempo que semeia seivas que escorrem

Em nossos lábios, agora sedentos de amor,

Faça-se a luz.

 

O tempo padece, observamos os filtros

Solares, agora róseos, embriagues não nos

Completam, gritamos entre ecos.

 

Queremos ser angelicais, solvemos

Vinho canônico ou vinho litúrgico,

Os paramentos não importam,

 (Por Quem os Sinos Dobram?).

 

A colheita está pronta, vamos

Fermentar o vinho na noite,

Vamos enquanto caminhamos na rua,

na noite fria, só eu você e a

Lua de Sangue.

 

Beberemos vinho,

Não importando se tinto, branco, rosé,

Seco ou doce, que também sejam espumantes

ou licorosos, importa-nos que

Seja vinho.

 

Não temos e nem beberemos

No Santo Graal, só os escolhidos

Quando despertarão para beber sem

Embriagar-se.

apoesiadeclaudioluzvoadora

Planos de Voos utópicos

 


Costuro planos de voos infinitos,

Sou pássaro sem asas, o ar que respiro

Não me flutua, sou rasante em expectativas,

Que me inflamam ao nascer do sol,

Talvez escaldantes, nestes dias,

Sou ressaca de águas rasas.

 

O ar ao meu redor está rarefeito,

O existencial me cala, bebo no cálice

(cale-se), sou teimoso.

 

Não ao extremo continuo tentando,

Desengonço-me como um Albatroz, ao

Aterrissar nos meus sonhos de aprendiz.

 

Faltam me fôlegos aparentes, as nuvens

Já não são as mesmas d’antes, flutuo em

Terra firme, os ventos me fazem arremeter,

Sou passageiro sem pânico, estou sem

Paraquedas, sou aviador de primeira viagem.

 

Entre panes e explosões, o trem de pouso

Derrapa, as birutas estão em estado de

Embriaguez constantes.

 

As vogais por serem longas embaralham-se,

Fazendo-me emergir em terra firme,

Olho no horizonte, detenho-me em

Terra firme, duvido se cheguei ou partir, nas

Reviravoltas dos voos, tenho voado por tí.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

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Reflexões Pascais

 


 

“E quando eu for, e vos preparar lugar,

virei outra vez, e vos levarei para

mim mesmo, para que onde eu estiver

estejais vós também”. João 14:3

 

Somos peregrinos, nascemos

Num berço feito de ouro dos

Tolos, proclamamos as

Manjedouras, parcos panos nos

vestem, não somos luzes

De estrelas, não somos Deus.

 

Somos encarnados, pois desencarnaremos

No tempo oportuno, o encontro

Será breve, os destinos nos mostrarão,

Afinal:

 

Ele nasceu num estábulo emprestado,

Ele andava de casa em casa,

Ele não teve onde repousar a cabeça,

Ele para celebrar a Pascoa, tomou emprestada

A casa de um amigo,

Ele rezou pela última vez no tempo,

No Getsêmani, “Veio para o que era seu,

e os seus não o acolheram, abandonaram"

 

Ele foi sepultado no tumulo de um amigo,

Ressuscitou ao terceiro dia e

 Foi para a casa do pai.

 

Somos pedras que apedrejam, somos

Insistentes nos arremessos, somos

Pecadores, inscritos no chão bruto,

Na terra árida do tempo, ouvimos as

Promessas de salvação:

 

Ouvimos:

“E, endireitando-se Jesus

e não vendo ninguém mais do que a mulher,

disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus

acusadores? Ninguém te condenou?

E ela disse: Ninguém, Senhor.

E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno;

Vai-te e não peques mais. João 8:10.

 

Somos céticos igual a Tomé,

Será que estamos salvos?