Tributo aos caros poetas que decidiram partir
Réquiem ao Setembro Amarelo
Os prematuros versos amarelos
tingem os céus, dos que loucamente
escolheram ir voando, entre
tintas
e formas escolhidas, pois
já eram
estrelas brilhantes no imaginário
ser.
Assim caminha as letras
imortais dos
Caros poetas, que se anteciparam
em contemplar o
Firmamento nos altos
escarlates, escolhendo o
Amarelo, em vez do vermelho
forte, carmesim,
rubro ou encarnado.
Como Kamikazes, escolheram
a imortalidade
Heroica, nos legando os
versos, mas a dor dos
Que ficaram continuam inertes
com a triste partida
Sombria, é contínua a dor
no peito, agora
Mudo.
É triste morrer no mar, ou
de qualquer outra
forma, atrofiando futuros
versos, afinal vida e
morte não rimam com os
sentidos sonoros dos
Sentimentos poéticos, que agora
estão insepultos
nas gavetas das escrivaninhas
cheias de poeiras
sagradas.
Há de se indagar!
Por onde andas:
Torquato Neto,
Hart Crane,
Ana Cristina Cesar,
Florbela Espanca,
Silvia Plath,
Vladimir Maiakóvski,
Pedro Kilkerry e
Antônio Cicero!
R.I.P - Requiescat in pace,
Descansem em paz...
Autor:
Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
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