quinta-feira, 30 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzdiadamulhertradução

MULHER

 


Em busca das cores

Fui ao encontro do arco-íris;

Em busca da imensidão

Fui ao encontro dos céus;

Em busca do calor

Fui ao encontro do sol;

Em busca do frescor

Fui ao encontro da chuva;

Em busca da serenidade

Fui ao encontro do orvalho;

Em busca do perfume

Fui ao encontro da Rosa;

Em busca da música

Fui ao encontro dos ventos;

Em busca da harmonia

Fui ao encontro dos anjos;

Em busca do afeto fui ao encontro de Maria;

Em busca da verdade

Fui ao encontro de Jesus;

Em busca da salvação

Fui ao encontro de Deus e

Em busca do sentimento profundo

Fui ao encontro de você... Mulher!


FEMME

 

 

À la recherche des couleurs
Je suis allé à la rencontre de l'arc-en-ciel ;
À la recherche de l'immensité
Je suis allé à la rencontre des cieux ;
À la recherche de la chaleur
Je suis allé à la rencontre du soleil ;
À la recherche de la fraîcheur
Je suis allé à la rencontre de la pluie ;
À la recherche de la serénité
Je suis allé à la rencontre de la rosée ;
À la recherche du parfum
Je suis allé à la rencontre de la Rose ;
À la recherche de la musique
Je suis allé à la rencontre des vents ;
À la recherche de l'harmonie
Je suis allé à la rencontre des angels ;
À la busca do afeto, je suis allé ao reencontre de Marie;
À la recherche de la vérité
Je suis allé ao reencontre de Jésus ;
À la recherche du salut
Je suis allé à la rencontre de Dieu et
À la recherche du sentiment profond
Je suis allé à ta rencontre... Femme !

quarta-feira, 29 de abril de 2026

apoesieclaudiouzsemamordemorte

O amor não morre


 

O amor não morre, encanta-se

Na transcrição de uma poesia de

Despedida, incrustrado no coração

Do poeta, a ferro e fogo, que chora

A sua dor incontida.

 

 

O amor vira pólen do tempo,

Germinando em outros corações,

Em estações difusas, sem olhar para

O passado que ficou para trás, esperando

A colheita de novas esperanças num

Futuro, talvez incerto, quem sabe?

 

O amor deixa saudades, pois

Não se despede, simplesmente vai,

Deixando o tempo claudicante, no

Íntimo ser de quem fica para

Atrás sem retrovisor.

 

O amor, apesar de ser chama eterna,

Chega Sorrateiramente, se esgueira

Quando os amantes adormecidos sonham num

novo amanhecer de luz ou de trevas.

 

O amor é filho incógnito, um pária

De direito, pois não órfão, deixa os

Amantes viver as amarguras da

Despedida, antes não pensada.

 

O amor é balsamo, que cura

Todas as dores causadas por ele mesmo,

Inclusive as dores do mundo.

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

terça-feira, 28 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluztemponodeserto

Como o tempo passa

 


Como o tempo passa, Outono

Me veste, os pássaros gorjeiam,

O horizonte é ali, sigo os seus passos,

Agora perdido, não a vejo.

 

Corro contra o tempo, o tempo urge,

Dou lágrimas ao tempo de agora,

O tempo do amanhã está a caminho,

Hibernando nos meus sonos, entre sonhos e

Pesadelos acordo em um novo sol, que virá

Não sei de que tempo e para onde vou.

 

Seus lábios sussurram com o tempo,

Que ecoa nos meus lábios, que pedem

um relógio de bolso, para marcar o tempo que

Estive aqui contigo.

 

Equações dos tempos invisíveis descem

Como chuvas de Maio. À parte, deixo

O tempo de Deus tomar conta de mim.

 

O Deserto é fértil

 

Desliso nas dunas, no Abaeté

tem uma lagoa de areias brancas,

sou dueto com as brisas serenas,

ouço o canto dos oásis no

deserto fértil.

 

Visto-me de beduíno, o meu camelo

Bebe mais do que eu que agora estou árido,

Não estéril.

 

Pesco tâmaras, como dizia o profeta

Quem planta tâmaras não colhe tâmaras,

Efêmero é o tempo da colheita.

 

O amor não é o amor, quando é

Molhado por fora e seco por dentro,

Eu amara, não sei de fato se fui

Amado, ou abandonado no

Deserto do tempo.


Revejo os

Paradigmas que me levaram para o

Deserto fértil, agora árido sem você.

domingo, 26 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzinfinita

Observando o infinito (Carpe Diem)

 


Infinito, o vento banha o meu rosto,

O oriente é eterno, lágrimas não

São absolutas, secam.

 

Infinito, ergo os olhos, fito o poente,

Sou observador do futuro que me

Espera, não me surpreendo,

Previno-me.

 

Infinito, não me canso por doar amor

E guerra,  sem prelúdios, agora preso, 

Não questiono, compreendo o porque

Da partida.

 

Infinito, é o momento que reflete

O horizonte, com dúvidas

Questionáveis, mas com respostas

Aparentes. 


Infinito, é o infinito particular, que 

interage com as noites de diáspora

sem destino, me redimo.


Infinitamente calado, medito as estradas 

Percorridas, sem sinal de chegada, 

Sou bem-vindo ao destino inicial, 

Para celebrar o Carpe Diem.

sábado, 25 de abril de 2026

apoesiacdeclaudioluzhinoaoamor

Hino ao amor definido

 


O amor tem dia, hora marcada,

Não dilui com o tempo, não exíguo,

Prospera entre dois corações, que

Se olharam e decidiram ficar.

 

O amor é forjado nas labaredas,

Não nas sombras ou labirintos que

Levam a perder-se.

 

O amor é cumplicidade, não maléfico,

Nos faz delirar entre sonhos e ilusões

Não perdidas, atenuando os sentimentos

Que brotam na forma de um cravo

Que não fere.

 

O amor é logico, concavo ou esférico,

Expressando a necessidade de amar e

Se amar, torna-se o amor eterno,

Movendo montanhas, nos fazendo

Rir ou chorar, bastando-nos o amor, só o

Amor é o que importa.

 

Que o amor rogue por nós!

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

sexta-feira, 24 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsemeador

Colheitas contínuas


 

Fui pueril, como não acreditar

No Campo de Centeio que plantei,

De acordo com os seus olhos, também

Pueril não colherei.

 

Não houve tempo perdido em

Semear as sementes plurais, fiz

De coração, agora solitário.

 

Novos tempos me inclinam,

Continuo sonhador, volto ao campo

Com as mesmas sementes, antes

Plantadas, sou otimista nos meus

Sonhos por ti, não perdi a essência

Da flor amorosa do seu corpo que

explodiu no até logo.

 

O meu semear poético te fez vida,

Habitastes em meus sonhos, mas

Não fincou raízes, deixou o

Perfume que me inebria, causando

Êxtase, sem agonia vivo.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzcoraçao

Descanso do coração

 


Pertenço a mim mesmo,

Aceito-me, estagio entre

Poesias e Poemas, arte ou passatempo,

Pertenço-me.

 

Sonho em vias aéreas, sou

Passarinho sem rumo, não sei

Cantar, mas versejo os momentos

Alegres ou tristes, amores e desamores

Me fazem vida, destituo de mim mesmo,

Entre o sol, lua e as estrelas bailo.

 

Como Ícaro iludo-me, ainda sou

Mais pesado do que o ar que respiro,

Ofegante chego a tí, passo à frente

Dos descontentamentos aparentes,

Soluções me capitulam, sou hospede

De mim mesmo, dou descanso ao coração

Alhures, sou feliz.

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998