sexta-feira, 26 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzestrelas

A estrela que cai

 


A estrela caiu, antes ascendente,

Mergulhastes ao encontro do mar,

Agora não bravio, La nave va,

Derramando o cósmico que brilhava

Entre nós, simples mortais.

 

O porto já não é seguro, chama-se

Solidão, antes acompanhada, agora

Solidão sem subterfúgios ou

Aparências.

 

O roteiro é o mesmo, não de um filme,

Mas de um idílio que tinha e deu no

Que tinha que dar.

 

Trocamos as eternas alianças por

Fechaduras, sem chaves para

Abri-las de novo.

 

Estamos à deriva.

 

 

Madrugadas

 

 

A noite cai, pensamos que somos

Signos, nada nos dita, pensamos que

Sonhamos, somos o passado, o presente

Apenas nos acorda, meu bem, meu mal,

Apenas acordamos

 

Aceleramos para ver o sol nascer, mas

O inverno o encobre, dançamos na chuva

Ainda precoce, mas dançamos.

 

Cobrimos os nossos corpos de

Gentilezas aparentes, não estais mais

Aqui, a gelidez da ausência não

Nos completa, somos diásporas,

Somos o prenuncio do Armagedom, antes

Que as trombetas soassem.

 

Esperamos a Parusia!

Quem sabe se teremos.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzinverno

Solstício invernal


Visto-me para viver a mais longa das

Noite, não há melancolia, ouço suspiros

Da lua, o sol da meia noite não

Se põe.

 

O que está por vir pode ser bonito,

Contento-me, bailo nas nuvens, sapatilho

No chão úmido, não perco a fé.

 

Dizem que o inverno é triste,

reencontro-me com as estrelas,

não toco Cítara, toco os seus olhos

que me inebria nesta estação invernal,

 

Estou em paz, o tempo de Deus é

Dele, basta-me aceita-lo, sou

Promessas não cumpridas, as ilusões

Me devoram, me ensopo na chuva,

Minhas lágrimas ninguém verá.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzriachofertil

Ain Karim

 


Como um riacho fértil caminho,

Sobrevivo curvando-me até chegar

Ao mar, as vezes sou caudaloso, como

Infante tiro leite das pedras que

Encontro, sou areia de barranco.

 

Desbravo aridez estéreis, inundo as

Minhas artérias, incessantemente busco

O meu eu.

 

Espelho as estrelas, aqueço-me com

Os raios solares, pranteio a lua,

Sou a solidão arrependida, sou os

Ventos uivantes, agora é in(f)verno.

 

Busco o amor perdido, amor de perdição,

Agora perdido não removo montanhas,

Naufrago, busco-me, sou apenas chão.

 

Entre pedras e limos, sou apenas

Líquidos sólidos, em busca de

Remissão, sou riacho fértil,

Banho-me.


segunda-feira, 22 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzdocoração

Estou desfibrilando o meu coração poético

 


Entre poesias desfibrilo o meu

Combalido coração de poeta,

São choques internos,

Seco pétalas que sangram em

Meu peito, apenas poesias memoriais.

 

Tomo pílulas insordiana, desfibrilo memórias

Que não se apagam, meu coração ainda

Bate, agora desordenado e esperançoso.

 

A minha poesia floresce, não nasceu

Natimorta e não foi abortada pelo bico da pena,

Embebida pelo velho e companheiro

Tinteiro, que agora repousa na

Escrivaninha dos meus sonhos saudosista.

 

Absorvo-me da precoce despedida, ti

Vi desaparecendo na escuridão da minha

Alma, agora renascido, procrio aquilo

Que se chama retorno.

 

Disseco o meu peito, sou cirúrgico,

Sou o ocaso das letras que agora bate

No meu coração, sem (o)pressa(ão).

domingo, 21 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluznumdiadedomingo

Eu nasci poeta


Eu nasci poeta, talvez num dia

Taciturno, que ecoa até hoje

Pelos meandros das palavras,

Amorosas, tortuosas, cheias de melancolias.

 

Revejo os caminhos perdidos, refaço-me com

Versos cheios de paixões do amor

Que se foi e que afloram

Em tempo de paz e explodem nos

Tempos das tempestades interiores.

 

Não tenho como esconder as feridas,

Latentes e presentes, quando eu

Estou caminhando no deserto,

Sou estéril, nada é doce.

 

Faltam-me palavras, revejo escritos

Antigos, banho-me entre cachoeiras

De letras escorregadias, ensaio

Cantos, grito no eco do tempo,

Engulo choros noturnos, busco a

Lua prenhe de estrelas, grito, luz,

Câmera, ação!

Estou poeta.


sábado, 20 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzquerer

 Eu gostaria

 

Para Maria Lúcia


Eu gostaria de estar com você

na Sapetinga, nunca estivemos,

passeamos entre ruas, mãos dadas nem

pensar,

 

Percorremos ruas indo na Praia da

Concha, Morro de Pernambuco,

Bebemos.

 

Em incursões na Cabana Guarani, do Farol,

Depois no Bar de Lico, estendido no Bar

De Miguel,

 

Voos alçados pelos aviões, você ria quando

Eu dizia que queria voar, te roubei beijos,

Apertos de mãos furtivos, serestas,

Volta pra casa.

 

Enfim éramos!

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Tous droits réservés:
Loi sur le Droit d'Auteur nº 9.610/1998

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Quando os meus versos ressoam


Ouço o ressoar dos meus versos,

Sou poeta, escrevo em linhas tortas,

Versos alegres, lamentos, encontros com

O vento, voos alternados, pousos

Iminentes, Mergulho.

 

Devoro e aplaudo versos alheios,

Declaro-me, sou

U.P.A,

Gilsianos,

União dos Poetas,

Decifrando o Coração,

Poesias & Poemas,

Poesias e Poemas do Coração,  

Peregrina e Amigos,

Literatura 0o-line,

Amantes da Leitura e da Poesia,

Afagos na Alma,

Versos e Chiques,

Florescer em Poesias,

Vicaria Amor e Poesia,

Culpa da lua,

Versos Pensamentos e Poesias,

Só Poesias,

Romantismos Poesias e Reflexões,

Fantasias & Paixão,

Poesia só Poesia,

Romantismo Poesias e Reflexões,

Fantasias & Paixão,

Sociedade dos Poetas Vivos,

A tua Poesia,

Poesia,

Nossa Essência,

Passarela Literária.

 

Vocês me relatam,

Eu me delato entre versos,

Entre letras e versos somos

Poetas!

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

 

 

 

Voici une traduction française du poème "Quando os meus versos ressoam" de Cláudio Luz, qui capture l'essence du texte original. Ce poème célèbre l'écriture et l'union des poètes à travers la lecture et la création littéraire.


Lorsque mes vers résonnent,
J'entends la résonance de mes vers,
Je suis poète, j'écris en lignes courbes,
Vers joyeux, complaintes, rencontres avec
Le vent, vols alternés, atterrissages
Imminents, Plongée.


Je dévore et j'applaudis les vers des autres,
Je me déclare, je suis
U.P.A,
Gilsianos,
União dos Poetas,
Decifrando o Coração,
Poesias & Poemas,
Poesias e Poemas do Coração,
Peregrina e Amigos,
Literatura 0o-line,
Amantes da Leitura e da Poesia,
Afagos na Alma,
Versos e Chiques,
Florescer em Poesias,
Vicaria Amor e Poesia,
Culpa da lua,
Versos Pensamentos e Poesias,
Só Poesias,
Romantismos Poesias e Reflexões,
Fantasias & Paixão,
Poesia só Poesia,
Romantismo Poesias e Reflexões,
Fantasias & Paixão,
Sociedade dos Poetas Vivos,
A tua Poesia,
Poesia,
Nossa Essência,
Passarela Literária.


Vous me racontez,
Je me dévoile parmi les vers,
Entre lettres et vers nous sommes
Poètes !