terça-feira, 14 de abril de 2026

APOESIADECLAUDIOLUZDECISÕES

Decisões solitárias

 


Mais um na multidão,

Introspectivo é o tempo,

Caminho ao largo, o retrovisor

Está quebrado, só sombras

Aquebrantadas sinaliza os caminhos.

Agora zombeteiro de mim mesmo,

deleito-me nas curvas das ondas praieiras,

o vento agora me estapeia.

 

Voo com destino incerto, flaino entre

Tempestades que assola a minha mente,

o céu é azul, as minhas pálpebras dormem em

berço incerto, caminho só.

 

Não a dedico estes versos, a sinfonia

Muda reflete o momento, não há mais

O que percorrer, ufanismos, ame ou deixe!

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

WhatsApp – 7399179-8476

domingo, 12 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsemvoz

Vozes das ruas

 


Pedras que rolam, amarguras

Que corrompem, nada além de gritos

E sussurros das sarjetas, os altos

Falantes antes gritavam, hoje

O radinho de pilhas é apenas saudades.

 

Um grito de goooooooooool ecoa no tempo, o

Estádio está vazio, enquanto isso

As pernas tortas desfilam em meio as guias

Das ruas, antes enlameadas, filtros negros

Esconde as barros e erros passados, pensamos

Em pisos fortes, pisamos aonde o ego não

Denuncia a falta de solidariedade, antes

Prementes.

 

Botamos o bloco na rua, dançamos

Enlouquecidos ao som das trombetas

Do Armagedom, estamos vivos.

 

As dores da noite gesta com o prenuncio de

Um talvez bom dia, o vinil está arranhado,

A música balbucia, incontido o réquiem já

Não comove a prole abandonada, somos

Filhos dos sonhos que agora dorme, sem

Escoar esperanças do alto-falante, agora mudo.

 

Somos o silêncio, somos o gooool contra,

O pênalti perdido, sozinho estamos nas

Multidões que caminham sem soltar a

Voz.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsatusquo

Status quo

 


Nem tudo são paradigmas,

Nem o amor foi inventado, somos

Mascaras que caem na noite eterna.

 

Nem tudo é status quo,

As nuvens são passageiras,

o horizonte é eterno,

bebemos chuvas em estado

verticais, somos a sede.

 

Quando nada é natural

Mergulhamos no dia, bebericamos

a noite em doses homeopáticas,

Somos nevoas.

 

Dosamos o amor, nada nos é dado,

O tempo serpenteia, pelas estradas

Somos o caminho limítrofe, somos

Da guia, profanamos a rosa cálida,

Ferimos os espinhos, podamos sangues,

Não somos frutos, sonhamos que

Sim.

 

Parcos são os deuses, numa época

Que reina a confusão somos súditos,

Reinamos entre o joio e o trigo,

Somos farinha do mesmo saco,

Costuramo-nos, somos agulhas

Em busca de um palheiro imune

Ao fogo.

 

Somos o estado que nos encontramos,

Salve, lindo pendão da esperança, que

Deus cuide de nós, oh! lábaro que reflete

O esperado pendor.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluz

Colóquios poéticos em tempos de guerra

 


Ultimamente o sol tem pausado

O tempo passado, a metapoesia já

Não me faz sorrir, desoriento-me.

 

Sou causas e efeitos, o frio é latente,

Sobras das nuvens já não alimenta o

Efêmero, revejo as linhas pautadas,

Calo-me.

 

Desdigo-me, o metapoema não é mais

Coloquial, o rompimento é insano,

Turvo-me na cor branca, persianas

bailam de maneira tosca, mergulho na

ante sala, o imensurável da sua sombra

cativa-me, rendo-me, reescrevo o que nos

fere, somos curas em tempo de colóquios,

não de guerras.

 

A transitoriedade não é enfática,

O instante existe, somos respostas das

Perguntas que não querem calar.

 

Interrogações faz parte das ventanias,

Que agora nos assola em tempo de guerras, ou

Promessas de armistícios incondicional,

Coisas descritas em tempo de paz.

terça-feira, 7 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzoutonais

Somos amores outonais

 


O que é o amor outonal?

É mais do que concepção,

É cumplicidade nas dores de partos,

São como folhas vivas,

Que se procriam, entre ventos eternos,

Chuvas mansas, mananciais com

Respostas não absolutas.

 

O amor outonal é concreto, abstratos são os

Sonhos que nos move, como se fossemos

Nuvens de imagens, bebericamos o sol brando, lual

Dançamos pelos amores encontrados,

Não perdidos.

 

O amor outonal, deveras, ser como abalos sísmicos,

Veias alteradas, sangue que flui, lágrimas

Não corriqueiras, apenas sal.

 

O amor outonal é fogo, alegrias amenas, dores

Que sufocam, choro de rebentos, como sorriso

De mãe.

 

Brindamos o amor outonal em doses homéricas,

Somos olfato, elementos sensíveis,

Perfumes de gardênias, entre

Luzes vermelhas, desfilamos magnânimos,

Entre regatos que correm, somo veias

Latentes.

 

Sonhamos um dia beijar o outro lado da lua,

Não somos filhos de Artêmis, somos filhos

De amores espaçosos, de corpos que oram,

Da fé que não nos consome.

 

Observo você deslizando entre as írises dos meus

Olhares, bailando freneticamente, nas

Sempre tardes que nos invadem, nos fazendo

Folhas não secas, mas adereços verdes

Brilhantes, somos outonais em busca da

Próxima estação.

 

Outrora éramos versos épicos, agora odisseias,

Somos o que somos, deixamo-nos levar

aos sabores dos ventos.

 

Entre beijos e abraços, deslizamos entre

sarças ardentes, somos frutos outonais,

Somo nós, somos amores outonais.

 

 

 Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

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