segunda-feira, 25 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzimagiario

Infinito imaginário

 


Infinito desejo, tenho um

Coração, deleito-me no seu

Infinito ser, não despejo

Lágrimas sem sal, murmuro

Aos quatro ventos, mergulho

Nas borbulhas das chuvas,

Curvo-me ao destino, sou solidão.

 

Suplico, dê-me amor, distribua-se entre os

Meus sonhos, apague os meus

Pesadelos, medonho é o tempo

Em sua mesquinhez.

 

Aceno, não para te dar adeus,

mas em gestos de querer o reino

da paz que habita em ti.

 

Desdenho do vento, devagar caminho

Entre as solidões do tempo, agora

Presente sou inexato, conspiro,

Trajo-me de crenças notívagas.

 

Olho o teto sem estrelas, busco entre

Pensamentos o seu não existir,

Folheio as dedicatórias veladas a ti,

entre páginas impossíveis.

 

Enfim o amor tinha que ter vida, entre

O infinito e voltar para os opostos

Signos que agora não coincidem, penso

Que esqueço, não esqueço não, prendo-me

As lembranças talhadas nas desculpas que

Tínhamos guardadas no peito, de um dia

O sonho acabar.

sábado, 23 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzsublimação

Sublimação

 


Transmuto-me em desejos,

Purifico-me entre devaneios

Absolutos, te penso em pulsões

Metafóricas, voo para o absoluto.

 

O cotidiano já não é o mesmo, estou

Perdido na multidão, não a vejo, entre

Pensamentos, sou o passado.

 

Idealizo-me, não sei se buscarei

Um novo horizonte, continuo poeta,

O tempo está proibido de me mudar,

Não sei  em que ponto cardeal irei

Me nortear, tudo é indelével,

Não posso esquecer o amor primitivo, que

Não nos limitavam.

 

Intitulo-me como sendo o último romântico

Em tempos de desencontros e finais, instintivo

Será o tempo sublimado que agora repousa

No passado, não distante.

terça-feira, 19 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzpendulobulssola

Confidências sem bússola

 


Confidencio com o tempo, extingo-me,

As respostam não chegam, os

Burburinhos da madrugada ressoam

Nos passos cálidos, nas calçadas

Gastas pelos passos perdidos, sou

Pensante.

 

Sou cumplice da manhã renascidas,

As cinzas agora se perdem na imensidão

Dos altos escarlates, sem estandartes

Ouço a voz de Dom Quixote e o ranger

Dos moinhos, que uivam aos

Quatros ventos, sou andante.

 

O Senhor das esferas me guia, encanto-me

Com a lua, agora crescente, sigo o rio que

Moureja, sou o pêndulo do tempo.

 

Ouço o canto dos anjos celestes, as

Estrelas fazem o coro repetidamente,

As constelações dançam, as flores

Permeiam o caminho, sou melodia.

 

Atravesso as cordilheiras sem pensar

em cair, impetuosamente atravesso os

desertos impostos, vejo a

Luz, Estou salvo?

segunda-feira, 18 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzsolitario

Solidão


A noite me acompanha, sou

A solidão rarefeita, o céu está

Solitário também, as estrelas cambaleantes

Se confundem, entre o etéreo sideral

Chamo o seu nome, não me escutas!

 

A lua torneada não me preenche,

O relógio antes explicito parou no

Tempo que agora não me alimenta.

 

Engulo seco, não existe lágrimas, nem

Choro conclusivo, sou a escuridão que

Eu mesmo criei, fecho-me no meu mundo,

Traiçoeiro sou.

 

As estradas de um novo dia me espreitam,

As sandálias para a caminhada estão

Afiveladas, penso na ida, penso em voltar

 

Sozinho de novo, mas este é o caminho,

Esta é a estrada para uma nova noite só,

Devorarei em silêncio os pensamentos

E as lembranças do seu partir, sem mim.

domingo, 17 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluznavegante

Iluminuras almadense

 


Tergiverso olhando os seus olhos,

Estou vago de sentimentos, revejo as

Iluminuras que banhavam o nosso amar.

 

Agora que distante, não tento mais

Decifrar o antes e o depois, sou ilusão,

Agora precoce, sonho.

 

Antes eu aspirava desejos impossíveis,

Não os desejos mais, agora já não tenho

Sonhos em meu coração, não tenho a

Graça de realiza-los, mesmo que fosse

Um desejo divino.


Cubro a lua que despe os meus olhos,

Agora distante, sigo os passos, sou

Estrada, sou aquele que caminha

Livremente entre estrelas e o estreito

Que beira o chão para não tropeçar

De novo, por uma doce e repentina ilusão,

Desfaço-me.

 

Navego no Rio Almada, remo para o lado

Oposto com todas as forças, é preciso

Agora navegar, chega de amores

Pueris, que não me levaram para um

Porto seguro.

sábado, 16 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzdialogos

Escuta-me


Escuta-me, enquanto o sol se põe,

Entre estrelas caudalosas e uma

Lua que inspira o meu falar.

Escuta-me, já que não há lágrimas

Nos meus olhos, mas um novo sorriso

A brilhar de novo para ti.

 

Escuta-me, que eu te devoto, entre

Sentimentos que pulsam do meu coração

Para ti.

 

Escuta-me entre as palavras dos meus dedos,

Que escrevem poemas, poesias e sonetos

Inacabados, antes de você partir.

 

Fala que eu te escuto, acolhe-me na

Minha mudez, não esquecendo o quanto

Te amo, mesmo você não estando mais

Aqui.

 

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

quarta-feira, 13 de maio de 2026

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Amphitheatrum

 


Somos atores em dois atos

Sumários, nascemos por amor e

Morreremos por amar demais, em

Demasias profundas que ferem, mas

Não sangra, só deixam cicatrizes na

Douta alma.

 

Assim são os sonhos eternos que brotam

Silenciosamente, trazendo luz ou

Trevas constantes, entre estrelas e o

Chão que se esvai em noites cálidas.

 

Clamamos razões, entre pontos finais,

O ontem já não cria quimeras, rezamos

Ave Maria, em vão soluçamos entre alcovas

E o limiar das saudades, que não aplaudem,

Mas apagam as luzes que antes só a plateia

Em delírios nos saudavam.

 

Que se fechem as cortinas do ocaso,

Caso contínuos, os personagens ficaram

Só admirando a ribalta, entre atos, somos

Vultos vestidos de desilusões e partidas.

 

Somos as noites de Cambírias!