segunda-feira, 20 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzPoesias ao sabor dos ventos

Poesias ao sabor dos ventos


 

Encontros e despedidas,

Queridas ou não queridas assim

Nascem os sonhos e pesadelos,

Que nos alimentam numa jornada

Que um belo dia nasce e num dia

Feio se desfaz.

 

Assim são os ventos que sopram,

E que os amantes não sabem de onde

Veio ou para onde vai, está escrito:

 

Que o meu amor (a)cabe nos

Espaços arteriais do meu

corações, seja ao som de uma

Ouverture, ou num réquiem inacabado,

Que repousa sobre as mesas ditas

De acertos e desacertos, numa partitura

Que deverá ser escrita a

Dois.


domingo, 19 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzvermelhos

Detalhes vermelhos flamboyants

 


Os Flamboyants são eternos,

Desde o florescer das pétalas

Rubras, intensas, cor de fogo,

Exalando paixões, invadindo

O meu coração que agora se acalma,

Sem prantos.

 

Cuido-me em detalhes, as aparências

Já não são oportunas, o sangue gesticula

Nos meus sonhos, curvo-me durante

A caminhada, sou entreposto dos

Sentimentos que me assolam por mais

Um adeus sem hora marcada, questões

Do tempo que é eterno.

 

Agora flamejante caminho, a esperança

Renasce nesses dias de aridez romântica,

O por do sol está próximo, as estações

Me adorna, visto-me de sonhos, ilusões

E solidão já não faz parte do novo

Script que estou tentando reescrever,

Quando a acústica dos ventos não me

Faz ventríloquo, grito sem incomodar

O tempo, passageiro sou, sem agonia.

 

Cicatrizo os ferimentos, me entrego ao

Sibilar das águas que molham

O meu corpo solitário

 

Não inerte, caminho

Ao encontro dos Flamboyant

Que virá em outubro, reavivando

O meu riso do qual eu nunca vou abdicar.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsonhos

Só um sonho que passou


Apenas um sonho que passou!

Como uma chama apagou-se,

Trazendo a escuridão de um dia

Que se foi.

 

Apesar de utopias maravilhosos,

Noites de festa, brindes sem fim,

Não temos mais um sonho, acabou.

 

Havia um sonho, um amor que

Falava do horizonte, infinitos desejos,

Paz céleres, sem prenuncio do fim, acabou.

 

A magia se desfez, apenas um sonho

De um amor que agora dissipa-se, entre

Estrelas cadentes, sol causticantes,

Sombras das arvores que bailam ao

Sabor do tempo, agora passado.

 

Já não tenho você em meus braços,

O antes paraíso, agora é apenas

Passos perdidos, um sonho que passou,

Não despercebido, mas feliz enquanto

Durou, em que vivemos apenas

Lembranças de um sonho atrás.

terça-feira, 14 de abril de 2026

APOESIADECLAUDIOLUZDECISÕES

Decisões solitárias

 


Mais um na multidão,

Introspectivo é o tempo,

Caminho ao largo, o retrovisor

Está quebrado, só sombras

Aquebrantadas sinaliza os caminhos.

Agora zombeteiro de mim mesmo,

deleito-me nas curvas das ondas praieiras,

o vento agora me estapeia.

 

Voo com destino incerto, flaino entre

Tempestades que assola a minha mente,

o céu é azul, as minhas pálpebras dormem em

berço incerto, caminho só.

 

Não a dedico estes versos, a sinfonia

Muda reflete o momento, não há mais

O que percorrer, ufanismos, ame ou deixe!

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

WhatsApp – 7399179-8476

domingo, 12 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsemvoz

Vozes das ruas

 


Pedras que rolam, amarguras

Que corrompem, nada além de gritos

E sussurros das sarjetas, os altos

Falantes antes gritavam, hoje

O radinho de pilhas é apenas saudades.

 

Um grito de goooooooooool ecoa no tempo, o

Estádio está vazio, enquanto isso

As pernas tortas desfilam em meio as guias

Das ruas, antes enlameadas, filtros negros

Esconde as barros e erros passados, pensamos

Em pisos fortes, pisamos aonde o ego não

Denuncia a falta de solidariedade, antes

Prementes.

 

Botamos o bloco na rua, dançamos

Enlouquecidos ao som das trombetas

Do Armagedom, estamos vivos.

 

As dores da noite gesta com o prenuncio de

Um talvez bom dia, o vinil está arranhado,

A música balbucia, incontido o réquiem já

Não comove a prole abandonada, somos

Filhos dos sonhos que agora dorme, sem

Escoar esperanças do alto-falante, agora mudo.

 

Somos o silêncio, somos o gooool contra,

O pênalti perdido, sozinho estamos nas

Multidões que caminham sem soltar a

Voz.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsatusquo

Status quo

 


Nem tudo são paradigmas,

Nem o amor foi inventado, somos

Mascaras que caem na noite eterna.

 

Nem tudo é status quo,

As nuvens são passageiras,

o horizonte é eterno,

bebemos chuvas em estado

verticais, somos a sede.

 

Quando nada é natural

Mergulhamos no dia, bebericamos

a noite em doses homeopáticas,

Somos nevoas.

 

Dosamos o amor, nada nos é dado,

O tempo serpenteia, pelas estradas

Somos o caminho limítrofe, somos

Da guia, profanamos a rosa cálida,

Ferimos os espinhos, podamos sangues,

Não somos frutos, sonhamos que

Sim.

 

Parcos são os deuses, numa época

Que reina a confusão somos súditos,

Reinamos entre o joio e o trigo,

Somos farinha do mesmo saco,

Costuramo-nos, somos agulhas

Em busca de um palheiro imune

Ao fogo.

 

Somos o estado que nos encontramos,

Salve, lindo pendão da esperança, que

Deus cuide de nós, oh! lábaro que reflete

O esperado pendor.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluz

Colóquios poéticos em tempos de guerra

 


Ultimamente o sol tem pausado

O tempo passado, a metapoesia já

Não me faz sorrir, desoriento-me.

 

Sou causas e efeitos, o frio é latente,

Sobras das nuvens já não alimenta o

Efêmero, revejo as linhas pautadas,

Calo-me.

 

Desdigo-me, o metapoema não é mais

Coloquial, o rompimento é insano,

Turvo-me na cor branca, persianas

bailam de maneira tosca, mergulho na

ante sala, o imensurável da sua sombra

cativa-me, rendo-me, reescrevo o que nos

fere, somos curas em tempo de colóquios,

não de guerras.

 

A transitoriedade não é enfática,

O instante existe, somos respostas das

Perguntas que não querem calar.

 

Interrogações faz parte das ventanias,

Que agora nos assola em tempo de guerras, ou

Promessas de armistícios incondicional,

Coisas descritas em tempo de paz.