O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluznotivaga

Sabato sará

 



Não me deixes dobrar a esquina,

Por favor, não me deixes, pois tenho

Medo de não atravessar a rua, ou me

Esconder do desejo que ainda nutro

Por ti.

 

Não me deixes esquecer os seus beijos,

Abraços e o calor do seu corpo que ainda

Me aquece em noites sombrias, quando

Acordo sem você.

 

Não me deixes rasgar as nossas lembranças,

Embora descabidas, não está fácil de apagar,

Clareiam a cada sexta-feira sem você chegar.

 

Não me deixes...

Amanhã é sábado!

Sábado será!

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzcombomdia

"bonjour mademoiselle"

 


Knockin' On Heaven's Door,

 

Não estou apto a Bater na Porta do Céu,

O Onipotente, Onipresente e Onisciente, ainda

Não me convocou, ou se mereço ser

Chamado para tal empreitada, quizas,

Serei.

 

"bonjour mademoiselle",

Sempre que eu te pergunto

Quando, como e onde

Você sempre me diz

Talvez, talvez, talvez.

 

Eu não posso descartar o meu

Amor por ti, por isso te desejo

Diuturnamente, "bonjour mademoiselle".

terça-feira, 15 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzbailarina

Bailarina

 


Te peguei num Pas de Deux, dançamos

Em frente ao Teatro dos Ilhéos, olhos nos olhos,

Mãos nas mãos, verdades sem mentiras nos

Uniram.

 

Éramos dois, sem máscaras e fantasias,

Nos desnudamos sem ouvir o “Quebra noz” de

Pyotr Ilyich Tchaikovsky, a dança dos Cisnes,

Não estava lá.

 

Observamos o Rio Almada de longe, pois

Vinha da Barra de Itaípe, sem juntar ao

Cachoeira na Baia do Pontal.

 

Desfrutamos as serestas do Heloisio,

 

Fomos amantes sem limitações.

 

Debruçamos entre mesas, banhos de conchas,

Solvemos cervejas, o bronze foi natural, dourados

Ficamos.

 

Fomos felizes nos dois pra cá e dois

Pra lá, dividimos leitos amorosos, não

Engolimos as dúvidas, procuramos o

Pretérito Mais-que-perfeito: uma ação que nunca

Aconteceu.

 

Agora próceres, somos apenas saudades,

Optamos por uma separação pelo que nunca

Existiu.

apoesiadeclaudioluznosmontesurais

Ouço sussurros vindo dos Montes Urais

 


Divago lendo os frutos poéticos do

Doutor Jivago, para Lara, penso em me transportar

Para Varykino, o caos está próximo, a neve

Torrencial se manifesta quando eu penso

Em capitular, entre silêncio me refúgio e

escrevo.

 

Os Montes Urais fascinam os meus

Pensamentos de aventura, a minha alma

Está em plena ebulição poéticas,

Não me indago.

 

Emblemáticos são os meus versos, às vezes

O amor perdido protagoniza os escritos,

O lápis desfila sentimentos, atuando como

Um acontecimento para que a escrita que

Me conduza, leio a minha alma.

 

Algo me impele, estou forte, sou verdadeiro,

ou inabalável, com um amor concreto,

argumento o sólido, neste compasso de espera,

o trem aproxima-se da estação.

 

Banho-me na noite invernal, santifico o templo,

Sou o espirito, as palavras do espirito

Poético me purifica, estou em estado sólido,

A fervura do meu coração não me disfarça.

  

Me penitencio, passo as noites em claro

escrevendo poesia, enquanto os lobos uivam

do lado fora do meu coração.


A esperança será sempre a última parada

Desta aventura em busca de ti.

apoesiadeclaudioluzeviçoes

Levitações em palavras

 


Sou levitações espontâneas,

Transcendo voos livres, sou alma do rio,

Reconstruo tempestades, sou a paz

Em tempos de conflitos.

 

Sou luz tênue que transpassa o abat-jour,

De forma suave, aconchego-me, venço a

Lua e as estrelas, sou o silêncio do vento,

Não sou o lamento, sou o eco em eterna

Reflexão do amor que ainda nutro

Por ti.

 

As cordilheiras não estão em meu favor, eu não

Sei cantar, bailo entre salões, apenas

Passo por mim e não digo nada.


Busco o amanhã, hoje sou passageiro

Em trânsito, sou argonauta, exploro os meus

Limites humano e espiritual, tentando ter você

Você outra vez.


domingo, 13 de setembro de 2026

poesiadeclaudioluzlunatica

Alunissagem na Baia do Pontal


Não sou astronauta, mas vivo no

Mundo da lua, catando as estrelas que

Vagueiam nos meus pensamentos,

Tomando banho de poeiras cósmicas, visto

Me de raios ultravioletas,

Levito em torno de mim mesmo.

 

Escapo do lugar comum, o misticismo

Toma conta de mim, rego as flores astrais,

Enterro-me nas crateras lunares.

 

Enquanto você veste-se de azul chocante

Para mim visitar, és Vênus, estendo

Tapetes platinados, não tropeço,

Te espero olhando perspicazmente o

Infinito solares.

 

Os meus pensamentos povoam as distâncias

Do seu firmamento pueril, as puerilidades

Da nossa história, transcende os espaços vazios

Que nos encontramos.

 

Desejo feliz alunissagem, o mar amoroso está

junto de nós, vamos pousar enquanto a terra 

É azul.

 

Navegar na Baia do Pontal é preciso, busco

A liberdade de sonhar e os riscos de ir

além dos limites, e não são metáforas,

Apenas (Mar(ia)!

sábado, 12 de setembro de 2026

apoesiadeclaudiouzpermeaculpa

 Mea culpa

 


Sinto-me em estado pleno,

Estou febril, o sol não me queima,

Perdoe-me, sinto muito por pensar

Que o amor é cego.

 

Errei em ouvir os soluços do outono

Atropelando o vento, ferido ficou o

meu coração que bate num descompasso

monótono e febril.

 

Deliro entre madrugadas,

Jogo palavras ao vento, a

Insensatez não me atropela ao

Falar do amor, ainda latente em mim.

 

Peregrino como um nômade, cego os

Meus pensamentos, a paixão queima

Os raios solares, que antes bronzeavam

As nossas peles simbólicas, agora passageiras

De tempos passados, apenas metáforas

Guiam-me, distancio-me entre deleites

Sombrios, as estrelas nascerão mais uma vez.  

 

Somos agora o que expressamos, perco-me

Nas madrugadas esperando a cor purpura

Que virá dos seus olhos, cor azul anil.

 

Per Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.