sexta-feira, 21 de agosto de 2026

apoesideclaudioluzsânscritês

Karma ( कृ )

 


Agir.

Fazer.

Executar.

Simples assim!

O resto vem depois.

Maktub!

"laia, ladaia, sabatana, Ave Maria",

 

Rezo apaixonamento, sou otimista,

Engulo as dores cotidianas, não dou chances

As quimeras ocultas, não me recolho,

Conquistei o perdido, não me acho.

 

Sou luz, a escuridão não me sobrepõe,

Desço a ladeira desabaladamente,

As vezes caio, em sobressaltos me levanto.

 

As cicatrizes não me incomodam, são

Lembranças dos passados longínquos,

Entrelaço o presente, juro pelo futuro,

Ao dobrar a esquina cruzo os dedos,

Não sou louco, sou passarinho de arribação,

Busco chuvas, encubro as lágrimas,

Sou o sal da terra em forma de karma.

 

Sou sânscrito (saskta).

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzreleituras

Releituras superficiais

 


Não era para ser um adeus,

Precocemente preferimos a

Sonoridade isolada, a imagem poética

Foi quebrada, tal qual o espelho

Que nos refletia ao sabor do tempo,

Ficamos no Deus dará.

 

Não recolhemos os fragmentos, agora

As palavras estão jogadas ao léu, o vento

Se encarregará de recolhe-las ou as

Dispensar nas ressonâncias agora

Invisíveis.

 

O sol já não nos aquece, somos órfãos do

Calor, agora não tão intermitente, olhamos para

O vazio que corta as nossas peles sem

Bronzeamento.

 

A noite é de cristais recolhidos das

Areias voláteis, não voamos, evaporamos

Nas nevoas cabalísticas, que sempre nos precedeu.

 

Fomos compulsoriamente expulsados do paraíso dos

Amantes ausentes, caminhamos sem rumos

Aparentes, estamos ausentes um do outro,

Perco-me em releituras esquecidas,

Nas gavetas, apalpo os rascunhos das poesias

Que um dia talvez recitarei para ti.

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzbatalhas

Entre o recomeço e o crepúsculo

 


A página ainda está em branco,

O fim ou a origem já não importa mais,

o recomeço é o primeiro pensamento

visível, a melancolia se restringe, canto

Ó abre-alas que eu quero passar.

 

Lá vem o sol, que loucura são

As imaginações dos derrotados

Em tempo de paz.

 

Não sou prisioneiro, gozo do voo da

Liberdade, não plenas, mais me pertence,

supersticiosidade não faz parte dos meus

pensamentos, não sou prisioneiro de angustia

ou da pressa, caminho em silêncio, o

destino virá sem pressa.

 

O destino virá inteiro, não aceitarei

Metades, recomeçarei sem pressas, a

Transição entre luzes e sombras apenas

Me faz guerreiro, lutarei até o final,

Capitular não está nas veias do meu coração,

E nem no meu olhar que não te perdeu de

Vista, continuo caminhando para a batalha

Triunfal.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzflorais

Traduções florais

 


Inalo palavras, L'amour toujours,

Amor para sempre, era o que estava

Escrito no pergaminho dos amantes

Insones, que cultivavam pétalas murchas nos

Campos de flores.

 

Esqueço as papoulas, que ainda são flores,

Aspiro os perfumes grandiosos das flores que

Eu não plantei no jardim dos seus sonhos.

 

Fomos passageiros sem agonia, o pendão

Da esperança ainda flamula no balanço dos

Ventos, talvez vindo do Norte ou do Sul, fomos

Efêmeros, partilhamos sentimentos, às vezes fugaz,

A estrada se fez caminho e o destino ah! O destino

Conspirou contra nós.

 

Resto-nos verso popular "quando eu era flor

e tu flores, nós éramos flores.

 

Com minhas lágrimas temperei o amor perdido

 

O dia estava nublado, precisei ser

Double de mim mesmo, conceituei os meus

Planos, antes vitoriosos, pensamentos vãos

Me possuíram entre a luz e a escuridão.

 

O meu coração palpitava, nem todas perdas

São dolorosas, antes fossem, aprendi a

Existir, só posso viver, nada mais.

 

As lágrimas que eu derramei serviram

Para temperar o amor perdido, estou

Reaprendendo a buscar o amor!

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzinquieto

Inquietudes


Estou inquieto, percorro a estrada

Dos sonhos, a estrada permanece, apenas

Linha tênue me guia.

 

Deixo as lembranças para trás, o passado

Será apenas o que passou, as vezes tórridos,

Não me alimentam mais, busco arroubos,

Desisto de questionar o mundo, machuco o

Chão, não posso levitar.

 

Divido-me, o amor já dobrou a esquina

Não tenho como alcançar, desdenho dos

Amores que se foram, não eram eternos,

creio que um novo sol nascerá.

 

Temporalidade e finitude agora me guiam,

Sou grato, não sou no espelho o mesmo, estou

Calmo, arranco os ponteiros do relógio, não

Brigo mais, obrigo-me a tecer inquietudes,

Ofereço ósculos, faço do óbulos murmurantes

uma oferenda, Deo Gratias! 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

apoesideclaudioluzfertilidaes

 O deserto é fértil

 


Não estamos sós, o deserto não nos

Consomem, é fértil nos nossos pensamentos,

Plantamos tâmaras amorosas, somos o crepúsculo

Quando o sol se põe.

 

Não dormitamos no passado, temos acordo, com

O dia, a noite e a madrugada que não se finda,

São eternas.

 

Uivamos como lobos, contemplamos a lua,

Não somos lunáticos, os nossos sonhos são persistentes,

As nossas paixões não são metáforas cósmicas, que vai e vem, descemos na primeira estação, somos escravos do tempo.

 

A tristeza não nos abate, não abrimos a porta, e

Se a abrimos degustamos esperanças, tomamos

Porres homéricos com ela, saímos sem

Pagar a conta, a vida nos ensinou que a

Persistência faz parte da festa.

 

O oásis agora nos chama, ouvimos o sibilar dos

Ventos, corremos ao encontro dos ventos,

Banhamo-nos nas chuvas, agora não escassas,

Purificamo-nos.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

sábado, 8 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzentreaspas

“Entre aspas”


Entre asteriscos (*) a amei,

Entre virgulas (,) jurei amor eterno,

Firulas a parte, segui.

 

Não interroguei o passado, admirei

O nosso viver, confiei no ponto e vírgula (;),

Não nos alongamos.

 

Abusamos das reticencias (...), interrompemos

Diálogos, a hesitação apagou o intencional

Do que seria eterno.

 

Não prolongamos as ideias, colhemos rapidamente

As flores, esquecemos os espinhos,

Sangramos do meio, e no fim, espalhamos

Sementes que não vingou.

 

Tentamos somar (+), diminuímos entre

Divisões, multiplicamos (x) promessas

Não cumpridas, não fizemos a prova real.

 

Entre aspas:

 

“Fingimos contextos, fomos inexatos

E nos despedimos precocemente,

Não houve adeus, mas a despedida

Doeu”.

 

Só nos restou o etc...