quarta-feira, 5 de agosto de 2026

 Lua cândida sobre a rosa cálida

 


Quem dera que a lua fosse transparente,

O meu coração por certo teria a certeza

Do romantismo que ela perpetua na

Minha mente e no meu coração.

 

O meu coração perpetuo, veria o outro lado,

Assim como as rosas que eu a vejo em todos

Os ângulos possíveis e impossíveis.

 

Não seria necessário que a lua possuísse

Espinhos, mas que espinho, eu queria

Que ela me desse certeza do quanto

É importante ter dois pensamentos,

Assim é a bondade e a maldade que nos

Faz rir e chorar ao mesmo tempo.

 

Colhemos rosas, nos ferimos com

Os seus espinhos, feridas que são curadas

Com o perfume vindo dela, não a de Hiroshima

E nem a de Nagasaki que só trouxeram

Dores e sofrimentos.

 

Resta-me a exclamar, onde estará a lua, que foi

Testemunhas da rosa que depositei em suas mãos!

Onde estará rosa? Ainda bem que

Através da lua cândida eu a vejo

Aonde você a escondeu, mas não

Posso a tê-la de volta.

 

Bebo os espinhos! Por ainda ter lágrimas,

Não me embriago.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026


La Belle nuit


O véu da noite é sereno, a lua não

É La décadence, és a belle soirée, envolvo-me

Em lençóis, busco o seu corpo com ansiedade,

Inalo o ar da alcova, só sonho, você não

Está.

 

 

A lua está alta, a beleza da noite negra

Faz-me levitar, versifico cada linha do

Poema que escrevo sobre a sua ausência,

Sentida n’alma, que ainda não está inanimada,

Permeio a madrugada.

 

O sol não tarda a nascer, mais uma vez o

Receberei como um alto escarlate, brilhante

E forte, serei bronzeado como um personagem

De Sthendal, entre o vermelho e o

Negro.

 

Agora que: busco o amor verdadeiro e a paz

Espiritual, a Min ’alma delira, ofegante sou

A presença viva de um andarilho em busca

De algo que plantei, mas não floresceu, sou

Persistente, silencio, não existe batalhas

Absolutas, a derrota passada poderá a ser

Vitória presente, sou Cândido, o otimista.

 

La belle de jour, me refiro a você, uma mulher

muito bonita vista à luz do dia, entremeada

nas minhas ilusões noturnas, tênue como

a luz que se esgueira sutilmente, és delicada na

poesia que te descrevo, com beleza e naturalidade

profana, o que é quase imperceptível

ao meu querer sonhar.


domingo, 2 de agosto de 2026

apoesiadecluadioluzcomaçoites

Açoites d’alma sobre a chuva


Adormeço entre a grandeza do instante

E o bradar dos meus sonhos, não prematuros,

Açoites combinam com a purificação do meu

corpo que não se abate pelas tempestades

noturnas.

 

Acompanho a procissão, nãos a dos desesperados,

Mas dos guerreiros que destrói as sementes

Cruéis, trazendo esperanças para os inocentes

Que vivem pensando em amor eterno.

 

Vejo a sagração dos estandartes, que açoitam

Os ventos imperiosamente, observo a brandura

Dos céus, após as chuvas, enxugo-me, visto o

Meu coração, continuo andando sem olhar

Para não mais tergiversar em vão.

 

Não fujo do obvio, viro as costas para a

Regra dura do amor, creio no amor real,

Não porque não seja eterno, mas por dar

Alento de sol a pino, que encurta a noite,

Que não traz solidão, mas presença

Ativa nos dias de incertezas prementes,

Que não nos amordaça na hora de sufragar

O Eu te amo.

 

Procuro não me cansar, a essência que vinha

De tí se dissipou entre os turbilhões

Noturnos, o dia urge, a noite antes

Imperiosas derrama a brancura, lavando

A melancolia transparente, que me

Inundava, não de prantos, mas da

Mais perfeita sinfonia que me cura.

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

sábado, 1 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzsabadal

O último tango

 


Já não são mais dois pra lá dois pra cá,

Estamos cansados, a música já não nos une,

O bandaneon silenciou o salão, os passos

Encurtados se dirigem a saída, estilo

A francesa, sem alarmes ou despedidas

Fugaz.

 

A luz neon agora é tênue, o chacoalhar

Dos instrumentos emudeceram, a flor do

Lácio que repousava na mesa está desfeita.

 

Os copos antes copiosos dormitam nas

Mesas, as garrafas estão arrabaldes, os

Perfumes que antes inebriava o salão se escondeu

Entre as poeiras.

 

Os casais antes festivos se despedem como

Num último ato de uma peça mambembe,

O Band-aid agora é consolo para os pés

Adormecidos, o último tango em Paris

Já não é o mesmo.

 

A orquestra se desfaz, os instrumentos

Antes tocante dormitam insones, os

Sonhos agora descerrados buscam as

Lembranças, agora lamentos nos fazem

Delirar.

 

Singramos da sala dos passos perdidos

Para a última estrofe da música lenta,

Que ainda ressoa no salão negro, agora escuro.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzmarolas

 

Guardei o mar


Guardei o mar, antes intenso, não pulei

A sétima onda, grafitei as areias molhadas,

Mourejei entre os raios solares, guardei

Os seus olhos antes de partir.

 

Gestei pensamentos retidos, engoli a

Seco o sal da terra, bebi da aragem que

Bronzeou a minha pele agora sem afagos.

 

A poética nada a braços largos, purificado

O adeus já não me fere, a insustentável leveza

Do ar percorre o meu corpo, sem medidas,

Continuo mergulhando entre sonhos e breves

Primaveras.

 

O tempo é o vento, escolho o voo absoluto,

indefinições já não fazem parte das minhas

dialéticas furtivas, as lágrimas ficaram estéreis,

Sonho em abrir o mar, emaranhado poetizo o seu

nome que agora flutua entre sonhos e distâncias

que não percorrerei.

 

Mas, não tenho palavras de rei, continuo a ser um

Pobre mortal, passível de voltar atrás, abrirei

As portas para que o mar volte a navegar.

apoesiadeclaudioluzpercepções

Percepções


Não premedito, desacelero-me entre os

Momentos sublimes ou não, no fundo, nada

É pessoal, trago-me de volta, sou

Recomeço.

 

Meu coração não se cansa, intrepidamente

Ele renasce, afinal ele bate do lado

Esquerdo do meu peito, e o meu sangue é vermelho,

Ferve entre a brancura das nuvens negras.

 

As minhas sandálias não são a do Pescador,

Amarro-as entre nós, piso fundo, encurto

Distâncias, sou nômade em nome do

Passageiro.

 

Não há escuridão que apague a minha luz

Translúcida, clarezas veladas é um mote

Que estendo em meios as dúvidas substanciais.

 

Percebo sonhos futurológicos, busco respostas,

As distâncias são una, o horizonte é

Infinito, duplos mistérios permeiam a

Minha alcova, embalo-me nas cortinas, fecho

As janelas, inauguro um novo dia com

Perspectivas de um novo mundo, o amanhã

Já me chama, o passado que tome conta

De si.

 

Estou de volta a taberna!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzrenuncias

Renúncias


Renuncio, mas não capitulo,

Sou guerreiro de luz, não me abato

Com a solidão, faz parte da vida,

Em plenitude refaço-me.

 

Os projetos as vezes são sombrios,

Mas a superação vive acima de qualquer

Suspeita em mim, sou respostas validas.

 

Embriago-me com doses homéricas

De certezas, antes não tão absolutas,

Respostas me define, já não me afogo

No leito das ilusões sinuosas.

 

Curto a beleza dos espinhos, admiro as

Rosas admirais, flerto com o veto em pleno

Inverno, sou batizado.

 

Renunciar, para mim é algo nobre e puro,

Educo o meu espirito com o tempo

Presente, o ontem já sumiu, o presente

Me delicia, adapto-me, curvo-me entre eteceteras  

E pontos finais, para uma nova batalha, em

Busca talvez de ti.

 

Não capitularei e nem dormirei no

Ostracismo dos quatros ventos, que

Sibila nos meus ouvidos uma canção de

Ninar, menina, vem me ninar.