quarta-feira, 15 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzrompimento

Desabafos em fios tênues

 

Não posso gritar ao mundo, estou frágil,

O meu mundo não caiu, apesar das rupturas,

Estou juntando as placas teutônicas, cato

Os cacos, recomponho os laços agora frágeis,

Revejo-me.

 

Os Gostos dos seus beijos, ainda dormitam entre os

Meus lábios, agora ressequidos, durmo na

Inquietude da noite, sonhos me corroem,

Mas não me corrompem.

 

Não sei se você está assim também, mas as

Memórias do que nos fomos não dará tréguas,

Serão implacáveis até os fios tênues se

Romperem no clarão de um dia, talvez.

 

Éramos fatos, agora desabafos silenciosos

Não nos reconstrói, apenas silenciam na

Sempre noite eterna que não nos faz sonhar

De novo.

terça-feira, 14 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzgritosesussurros

Gritos e sussurros

 


O caos está formado, nervos a

Flor da pele, oculto o grito, sussurro

Ao tempo, o meu coração está

Inquieto, mas inquietude não me

Define.

 

O tempo está incerto, ilusões a parte,

Embriago-me com o real, isso importa,

Afrodite não me consola, dano-me entre

Esperanças, elas não contribuem, apenas

Calam o eco, agora não tão retumbante.

 

Canto um Ode ao vento sul, purifico-me,

O tédio já não habita em mim, a voz rasga

O estéril, gritos e sussurros agora acalma-se,

Nada agora é desnecessário, só os meus olhos

Fitando o horizonte que caminha

Solitário, sem ver você.

domingo, 12 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzisoladamente

Quando dobram os sinos

 


Por quem os sinos dobram?

Dobram por um amor que se foi,

Um amor que se isolou numa ilha,

Nenhum amor sobreviverá em uma ilha

deserta!

 

Os sinos dobram por todos, apesar dos cercos

Idílicos, o sineiro maneja o badalo,

ding-dong ou lim-lim, que varia de acordo

o tamanho do amor que renunciou

e morreu de perdição.

 

O sino da matriz está no modo silencio,

Os nossos ouvidos estão surdos, desde

A última badalada do réquiem, agora o

Luto nos ensopa, o amor não se despediu,

Nem disse a razão de tal efeméride que

Molha os nossos olhos.

sábado, 11 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzcomalmas

Almas transparentes


Somos almas visíveis, não

Usamos mascaras, expressamos

Sentimentos, o emocional as vezes

Nos complica, mas não nos condena.

 

Somos translúcidos enxergado a

Essência de sermos uno, assim

Pensamos que a eternidade nos

Encontrará, quando olharmos um para

O outro.

 

Antes sonhávamos, como fábulas o

Tempo foi esotérico, mas sobrevivemos

Entre céus e as estrelas, invocamos versos

Em forma de orações, não subiram aos

ceus.

 

Sem artifícios, somos sopros do universo,

Somos lúdicos, a lucidez agora nos pertence,

Somos almas visíveis a olhos nu,

Somos nós.

 

O ontem já não nos pertence, o amanhã

Talvez, não é imaginação, mas o principio

Para sarar as cicatrizes e nos purificar

Dos flagelos que infligimos as nossas almas

Transparentes, agora visíveis.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzpoeta

Definições poéticas

 


Ser poeta é degustar uma salada de rosas,

Beber da natureza retumbante, cair e

Levantar quando preciso for.

 

Ser poeta é voar entre nuvens de espumas,

Atravessar precipícios, se deliciar com

A falta de tempo, é lê-lo.

 

Ser poeta é ter sede de palavras, devanear

Com pesadelos, esperando encontros

E desencontros, preparar a mão para

Dá boas-vindas ou despedidas, num ato

Que cura ou fere a alma.

 

Ser poeta é esperar que a estrela

Ascendente o ilumine, e que a decadente

Não escureça as suas poesias.

 

Ser poeta, é rir constantemente e chorar

Quando preciso for, portanto existem

Almas poéticas que foi louvada ou

Martirizada em plena vida de amor a poesia.

 

Afinal, ser poeta é amar loucamente,

mesmo tendo incertezas de que o amor um dia

viverá eternamente ou se extinguirá

entre sombras, por não ser infinito.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzvazio

O porta retrato está vazio

 


O porta retrato está vazio,

Em cima criado-mudo só lembranças

Restaram, na escuridão da solidão

Minh ‘alma, que ressoa no

Meu coração, que agora não bate,

Apanha.

 

Esperávamos ser eternidade,

Fomos apenas passageiros, encantos que

Permearam os sonhos e idas e vindas, pueris

Às vezes.

 

Certamente o tempo desbotará as nossas imagens,

Só o tornado de pensamentos continuará

Em nossas mentes, devorando as

Lembranças de que nunca deveríamos

Ter partido.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

apoesiaclaudioluzcomsol

 Quando o sol se opõe

 

Quando o sol se opõe,

A menina dos olhos não

Brilham, metáfora visual que

Se expande no meu pensar.

 

Penso, logo existo na imensidão

Dos meus passos que advir, luz d’alma,

Min ’alma que lateja em compasso

Dos seus olhos que fitam o infinito

Dos meus versos, agora dissonantes.

 

Agora que a chuva caí, o inverno se

Concretiza em gotas oportunistas que

Molha os meus pensamentos em ti.

 

A distância entre os limites do sol que

Agora é obscuro e a lua que se esconde nas

Nuvens carregadas de chuvas, não de raios

Ou trovoadas, destoam as declarações

Que eu queria fazer pra ti.

Agora me calo para ouvir o que Deus

Quer?