O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

domingo, 13 de setembro de 2026

poesiadeclaudioluzlunatica

Alunissagem na Baia do Pontal


Não sou astronauta, mas vivo no

Mundo da lua, catando as estrelas que

Vagueiam nos meus pensamentos,

Tomando banho de poeiras cósmicas, visto

Me de raios ultravioletas,

Levito em torno de mim mesmo.

 

Escapo do lugar comum, o misticismo

Toma conta de mim, rego as flores astrais,

Enterro-me nas crateras lunares.

 

Enquanto você veste-se de azul chocante

Para mim visitar, és Vênus, estendo

Tapetes platinados, não tropeço,

Te espero olhando perspicazmente o

Infinito solares.

 

Os meus pensamentos povoam as distâncias

Do seu firmamento pueril, as puerilidades

Da nossa história, transcende os espaços vazios

Que nos encontramos.

 

Desejo feliz alunissagem, o mar amoroso está

junto de nós, vamos pousar enquanto a terra 

É azul.

 

Navegar na Baia do Pontal é preciso, busco

A liberdade de sonhar e os riscos de ir

além dos limites, e não são metáforas,

Apenas (Mar(ia)!

sábado, 12 de setembro de 2026

apoesiadeclaudiouzpermeaculpa

 Mea culpa

 


Sinto-me em estado pleno,

Estou febril, o sol não me queima,

Perdoe-me, sinto muito por pensar

Que o amor é cego.

 

Errei em ouvir os soluços do outono

Atropelando o vento, ferido ficou o

meu coração que bate num descompasso

monótono e febril.

 

Deliro entre madrugadas,

Jogo palavras ao vento, a

Insensatez não me atropela ao

Falar do amor, ainda latente em mim.

 

Peregrino como um nômade, cego os

Meus pensamentos, a paixão queima

Os raios solares, que antes bronzeavam

As nossas peles simbólicas, agora passageiras

De tempos passados, apenas metáforas

Guiam-me, distancio-me entre deleites

Sombrios, as estrelas nascerão mais uma vez.  

 

Somos agora o que expressamos, perco-me

Nas madrugadas esperando a cor purpura

Que virá dos seus olhos, cor azul anil.

 

Per Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

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Solitude


A vida não me basta, assim a

Arte me completa, ando com fé,

A solidão não toma conta dos meus

Versos, sou arauto, alinhavo a alma,

O deserto não me desperta,

Sou um oásis de iluminuras medievais,

Trago a luz.

 

Os cuidados são eternos, luzes

Bailam com se fosse um corpo só,

As sombras se atraem, as plumas

Rebatem no meu rosto, a chuva cai,

Inundo-me.

 

Respingo palavras, talvez, se eterna percorrerá

O infinito, sinto os seus olhos quando me

Lê, molhas o papel Couché, versátil são os seus

Sorrisos cotidianos, te amo.

O Caos adormeceu, colho flores

Debaixo do sol inclemente, a

Primavera está florescendo, o

Equinócio desponta no oriente, terei

Noites iguais até o Solstício clarear

Os meus olhos, quando eu despertar

Da solitude, já que a primavera está

Batendo na porta entreaberta, deixarei

Ela entrar com flores, espinhos

E brisas matinais.

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998

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Você

 


Menina,

Girl,

Baby,

Rapariga,

Meu bem,

De todas formas precisas, te

Nomino garota.

 

Preciosa é você na forma

Que compôs as pétalas da minha rosa

Preferida, no jardim em que você está agora,

Floreio. 

 

Eu vivo, presumo que você viva entre

Cores sonhos e versos, você é assim,

Rolando na rede, na horizontal,

Vertical.

 

Preferida, você será assim, copiosa, cheia

De jeito e espinhos, no qual eu me deitava

Sem me ferir, não uso Band-Aid.

 

Curas em sonhos minhas aspirações

Latejantes, sonhas com a minha melhor forma,

Que não se distancia, mas que se foi entre

Brumas.

 

Eu e você, quem de nós dois, quando

Preferimos os esquecimentos e a melodia

Que ficou sem músicas, apenas escolhemos

"voz principal", aquela parte em que você

conseguia assobiar, cantarolar ou lembrar

com mais facilidade depois das saídas da praia,

sem querer, deixamos de ser vida a dois, como

dois + dois não são vinte e dois, ou

cinco.

 

Se Deus quiser um dia seremos anjos,

Molhados de suor, sem entrar na praia,

Sem fazer amor, brincando com a lua

Crescente.

 

Não morreremos, mas nos encantaremos

Com o pôr do sol, entre poeiras siderais,

Não seremos mais nós.

 

Garota, você já não gosta mais de mim: Que pena!

 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

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Plurais verbais

 


Plurais não se conjugam, conjuga-se

O verbo. O verbo fez se carne, e habitou

Entre nós.

 

Poetizamos enebriados pela Glória

Do que habitou Entre nós:

Eu: glória

Tu: glórias

Ele: glória

Nós: gloriamos

Vós: gloriais

Eles: gloriam.

 

Jubilamos pela Glória das palavras,

Transformadas em versos que nos faz

Fé.

 

Somos poetas

Eu: poetizo

Tu: poetizas

Ele: poetiza

Nós: poetizamos

Vós: poetizais

Eles: poetizam

 

Então vamos poetizar!

 

Ser poeta é uma sensação eterna

Que irriga a alma, devolvendo sonhos

Infinitos e plurais verbalizados.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

apoesiadeclauioluzinmemorian

Um sonho que ascendeu aos céus

            


"In Memorian de meu filho Diego, que hoje faria 41 anos"

 

 

Sublimações,

Transcendências,

Busco o infinito, perco-me na

Imortalidade dos meus pensamentos,

Agora inútil, pois vejo você entre estrelas.

 

As portas do Umbral estão abertas, alcançáveis

 

Pelo seu espirito, que resolveu partir, deixando

Saudades e utopias no meu peito que ficou

Vazio antes da extrema-unção.  

 

 

Liminaris são as portas, “Deixai toda esperança,

ó vós que entrais", o reencontro pertence ao

Senhor das esferas celestes, o que cabe a nós é

Ficarmos, são extremos os momentos entre a

Realidade e as ficções, apenas vãs filosofias que

Nos acalentam, entre a ombreira e a soleira

Por aonde você transita, como um anjo em busca

De redenção.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzpromessas

Está consumado


Promessas,

Permiti que eu te amasse, não

Importava por aonde eu caminharia, te amaria

Sem destemor, mesmo após a sentença.

 

O meu jeito de amar é prócer, cirúrgico,

Ele me salva das mazelas, me faz

Equidistante, uno-me, deleito-me ao ver

Você minha amada (que partiu), se aproximando

Como rajadas cíclicas e duvidas perenes.

 

Entre suposições abro os sentidos que nos moviam,

Navego entre cristalinos e lodos, que não

Nos sufocaram, a respiração boca a boca

Eram tenras, o cardíaco dava sinal de vida, restava-nos

Continuar nos amando, era o credo.

 

Pensamos que o amar era da gente, sem suposições,

Entregamo-nos aos Pensamentos, entre caricias

e atos que eram refletidos na esfera da lua, em todas

as fases fomos constantes em corar o dia

e povoar a noite, em busca das estrelas cadentes.

 

Preferimos fechar os olhos, entoamos pedidos,

Não foram aceitos, Deo Gratias, Gratias Deo, os

Cânones foram colocados a nosso desfavor, rasgaram

A sumula, o veredito, está consumado,

somos apenas o passado.

Está consumado.