segunda-feira, 17 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzflorais

Traduções florais

 


Inalo palavras, L'amour toujours,

Amor para sempre, era o que estava

Escrito no pergaminho dos amantes

Insones, que cultivavam pétalas murchas nos

Campos de flores.

 

Esqueço as papoulas, que ainda são flores,

Aspiro os perfumes grandiosos das flores que

Eu não plantei no jardim dos seus sonhos.

 

Fomos passageiros sem agonia, o pendão

Da esperança ainda flamula no balanço dos

Ventos, talvez vindo do Norte ou do Sul, fomos

Efêmeros, partilhamos sentimentos, às vezes fugaz,

A estrada se fez caminho e o destino ah! O destino

Conspirou contra nós.

 

Resto-nos verso popular "quando eu era flor

e tu flores, nós éramos flores.

 

Com minhas lágrimas temperei o amor perdido

 

O dia estava nublado, precisei ser

Double de mim mesmo, conceituei os meus

Planos, antes vitoriosos, pensamentos vãos

Me possuíram entre a luz e a escuridão.

 

O meu coração palpitava, nem todas perdas

São dolorosas, antes fossem, aprendi a

Existir, só posso viver, nada mais.

 

As lágrimas que eu derramei serviram

Para temperar o amor perdido, estou

Reaprendendo a buscar o amor!

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzinquieto

Inquietudes


Estou inquieto, percorro a estrada

Dos sonhos, a estrada permanece, apenas

Linha tênue me guia.

 

Deixo as lembranças para trás, o passado

Será apenas o que passou, as vezes tórridos,

Não me alimentam mais, busco arroubos,

Desisto de questionar o mundo, machuco o

Chão, não posso levitar.

 

Divido-me, o amor já dobrou a esquina

Não tenho como alcançar, desdenho dos

Amores que se foram, não eram eternos,

creio que um novo sol nascerá.

 

Temporalidade e finitude agora me guiam,

Sou grato, não sou no espelho o mesmo, estou

Calmo, arranco os ponteiros do relógio, não

Brigo mais, obrigo-me a tecer inquietudes,

Ofereço ósculos, faço do óbulos murmurantes

uma oferenda, Deo Gratias! 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

apoesideclaudioluzfertilidaes

 O deserto é fértil

 


Não estamos sós, o deserto não nos

Consomem, é fértil nos nossos pensamentos,

Plantamos tâmaras amorosas, somos o crepúsculo

Quando o sol se põe.

 

Não dormitamos no passado, temos acordo, com

O dia, a noite e a madrugada que não se finda,

São eternas.

 

Uivamos como lobos, contemplamos a lua,

Não somos lunáticos, os nossos sonhos são persistentes,

As nossas paixões não são metáforas cósmicas, que vai e vem, descemos na primeira estação, somos escravos do tempo.

 

A tristeza não nos abate, não abrimos a porta, e

Se a abrimos degustamos esperanças, tomamos

Porres homéricos com ela, saímos sem

Pagar a conta, a vida nos ensinou que a

Persistência faz parte da festa.

 

O oásis agora nos chama, ouvimos o sibilar dos

Ventos, corremos ao encontro dos ventos,

Banhamo-nos nas chuvas, agora não escassas,

Purificamo-nos.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

sábado, 8 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzentreaspas

“Entre aspas”


Entre asteriscos (*) a amei,

Entre virgulas (,) jurei amor eterno,

Firulas a parte, segui.

 

Não interroguei o passado, admirei

O nosso viver, confiei no ponto e vírgula (;),

Não nos alongamos.

 

Abusamos das reticencias (...), interrompemos

Diálogos, a hesitação apagou o intencional

Do que seria eterno.

 

Não prolongamos as ideias, colhemos rapidamente

As flores, esquecemos os espinhos,

Sangramos do meio, e no fim, espalhamos

Sementes que não vingou.

 

Tentamos somar (+), diminuímos entre

Divisões, multiplicamos (x) promessas

Não cumpridas, não fizemos a prova real.

 

Entre aspas:

 

“Fingimos contextos, fomos inexatos

E nos despedimos precocemente,

Não houve adeus, mas a despedida

Doeu”.

 

Só nos restou o etc...

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzplugada

Conexões interrompidas


Ouço o pulsar do meu coração,

Não o sigo, olho as estrelas, embriago-me

Com nêutrons que ilumina o farol, no espaço

Cósmico sideral, ignoro a harmonia urbana,

As regras são exatas, harmonizam os meus

Pensamentos febris e dispersos.

 

As conexões espirituais conectam os meus

Sonhos, Solidão e Incompletude me acompanham,

Entre protótipos incompletos, rasgos os

Rascunhos da missiva que resolvi não

postar.

 

Já não se cria pombos correios como antigamente,

O eco está mudo, volto a idade da pedra,

O escafandro me veste, mergulho nas imaginações

Concebidas, Fântaso me acorda, busco o

Concreto, o abstrato já não faz parte dos

Meus planos amorais.

 

As comunicações estão interrompidas, os toques

Dos telégrafos estão silenciosos, agora o

O sistema da internet caiu, os meus dedos

Ainda não estão transtornados, seguem

Compulsivamente querendo gritar, entre

Sussurros, com efeito quebrou o teclado,

Apago a tela num “the end” costumaz,

Espero o revoar dos cupidos, continuo sendo

Alvo, desejos amorosos não morrem.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

 Lua cândida sobre a rosa cálida

 


Quem dera que a lua fosse transparente,

O meu coração por certo teria a certeza

Do romantismo que ela perpetua na

Minha mente e no meu coração.

 

O meu coração perpetuo, veria o outro lado,

Assim como as rosas que eu a vejo em todos

Os ângulos possíveis e impossíveis.

 

Não seria necessário que a lua possuísse

Espinhos, mas que espinho, eu queria

Que ela me desse certeza do quanto

É importante ter dois pensamentos,

Assim é a bondade e a maldade que nos

Faz rir e chorar ao mesmo tempo.

 

Colhemos rosas, nos ferimos com

Os seus espinhos, feridas que são curadas

Com o perfume vindo dela, não a de Hiroshima

E nem a de Nagasaki que só trouxeram

Dores e sofrimentos.

 

Resta-me a exclamar, onde estará a lua, que foi

Testemunhas da rosa que depositei em suas mãos!

Onde estará rosa? Ainda bem que

Através da lua cândida eu a vejo

Aonde você a escondeu, mas não

Posso a tê-la de volta.

 

Bebo os espinhos! Por ainda ter lágrimas,

Não me embriago.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026


La Belle nuit


O véu da noite é sereno, a lua não

É La décadence, és a belle soirée, envolvo-me

Em lençóis, busco o seu corpo com ansiedade,

Inalo o ar da alcova, só sonho, você não

Está.

 

 

A lua está alta, a beleza da noite negra

Faz-me levitar, versifico cada linha do

Poema que escrevo sobre a sua ausência,

Sentida n’alma, que ainda não está inanimada,

Permeio a madrugada.

 

O sol não tarda a nascer, mais uma vez o

Receberei como um alto escarlate, brilhante

E forte, serei bronzeado como um personagem

De Sthendal, entre o vermelho e o

Negro.

 

Agora que: busco o amor verdadeiro e a paz

Espiritual, a Min ’alma delira, ofegante sou

A presença viva de um andarilho em busca

De algo que plantei, mas não floresceu, sou

Persistente, silencio, não existe batalhas

Absolutas, a derrota passada poderá a ser

Vitória presente, sou Cândido, o otimista.

 

La belle de jour, me refiro a você, uma mulher

muito bonita vista à luz do dia, entremeada

nas minhas ilusões noturnas, tênue como

a luz que se esgueira sutilmente, és delicada na

poesia que te descrevo, com beleza e naturalidade

profana, o que é quase imperceptível

ao meu querer sonhar.