Fráguas de amor
Dedicado a Maria Lúcia
O fogaréu se ajusta,
flechas
São lançadas sobre os
nossos corações que
Retumbam, suaves são
os delírios
Dos ventos, não
frugais.
Operísticas são as músicas
de fundo,
O martelo ressoa no
bronze, raios corrompidos
Deleitam-se nas bodas
de água marinha,
O mar revolto nos
afoga, sobrevivemos
Na forjada, não falsa,
personalizada,
É o áureo das alianças,
que agora
Circularizam os nossos
dedos compromissais.
Eternizamo-nos, somos capítulos,
atos
Sonantes, entre
músicas e danças, somos
Fráguas de amor, somos
nós que voamos
Alados para o fogo que
não nos
Consumirá.
Cláudio Luz/Luz do
Almada Souza


