A grande sinfonia mitológica inacabada
Os acordes da orquestra ressoam
No universo, Gaia (Terra), acorda, Urano
(Céu), faz a Overture, entre versos
E rimas melodiosas o palco é descortinado
enquanto as partituras reverberam no universo,
somos deuses não mitológicos.
O ébano nos paramenta, a orquestra
Tímida se deleita com os movimentos
Da batuta ancestral, agora
Abstrata, somos expectadores do
Ocaso perene que permeia o universo,
Agora decadente.
Afrodite e Hefesto se recompõem, Vênus
Agora é o seu nome, o azul é chocante,
Os balcões aceleram os aplausos,
Zeus, Hera, Poseidon, Atena, Ares,
Deméter, Apolo, Ártemis, Hermes e Dionísio
Se revezam entre uvas e outros deleites.
E os 300 de espartas, agora são Titãs.
A orquestra sinfônica nos
define:
"Somos todos aprendizes em um ofício
onde nunca nos tornamos mestres.
A vida." (Ernest Hemingway).
A poesia é terrena e
eterna como

