segunda-feira, 1 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzsobreamor

Je t'aime moi non plus

 


Eu te amo... Eu também não!

Não é o cântico dos cânticos, ainda

Que não importe, embriago-me com

Os sussurros entreouvidos, agora

Vagos entre maresias que não

São mais imensuráveis nos meus

Dias.

 

Não fazemos mais duetos, as nossas

Vozes antes intermitentes já

Não faz ecos.

 

Não somos mais interseções, somos

Reconexão inexatas, os versos já não

Traduzem mais as antes expectativas

Eternas.

 

Somos solidões e afins,

Eu te amo... Eu também não!

 

Je t'aime... Moi non plus!


 

Ce n'est pas le cantique des cantiques, encore
Qu'importe, je m'enivre de
Murmures entrevus, à presente
Vagues parmi des embruns qui ne
Sont plus imensurables dans mes
Jours.

Nous ne faisons plus de duos, nos
Voix autrefois intermitentes ne
Font plus echo.

Nous ne sommes plus dessections, sommes
Des reconnexions inexates, les vers ne
Traduisent plus les attentes
Éternelles d'autrefois.

Nous sommes des solidões et affinités,
Je t'aime... Moi non plus!

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados:
Loi sur le droit d'auteur nº 9.610/1998

domingo, 31 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluztravessia

Mar vermelho

 


Colho rosas, atravesso o mar vermelho

Da vida, liberto-me do que já não

Me pertence, sigo em frente,

Já não sou paradigmas, sou

Respostas.

 

Desvio-me dos breus das tocas,

Vejo luzes, não as da ribalta, olho

Para ti, sem esperar em ti, não me

Devoro.

 

Voo absoluto entre as cordilheiras

Do tempo, sou o pássaro do amanhã,

 

Cuido ainda de ti.

 

Entre sorrisos beijo a vida,

Renasço das cinzas, sou Fênix,

Em alta compressão sou o suor dos

Meus olhos, impávido oro a ti, por

Ti ainda caminho, entre passos

Concretos vejo a luz que emanava dos

Nossos olhos, o meu agora febril,

O seu não sei!

 

Mer Rouge


Avec des roses, je traverse la mer rouge
De la vie, je me libère de ce qui ne
M'appartient plus, je vais de l'avant.
Je ne suis plus des paradigmes, je suis
Des réponses.
Je me détourne des ténèbres des tanières,
Je vois des lumières, non celles des projecteurs, je regarde
Vers toi, sans attendre après toi, je ne me
Dévore pas.
Vol absolu parmi les chaînes de montagnes
Du temps, je suis l'oiseau de demain,
Je prends encore soin de toi.
Entre sourires, j'embrasse la vie,
Je renais de mes cendres, je suis Phénix.
Sous haute compression je suis la sueur de
Mes yeux, intrépide je prie pour toi, par
Toi je marche encore, parmi des pas
Concrets je vois la lumière qui émanait de
Nos yeux, le mien à présent fébrile,
Le tien, je ne sais pas !

 

Auteur : Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Tous droits réservés :
Loi sur le Droit d'Auteur nº 9.610/1998


RECONHECIMENTO DO POETA

RECONHECIMENTO DO POETA



sexta-feira, 29 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluznomundodalua

Estou no mundo da lua


Uivo quando a noite vem, te beijo, beijo

De verão secretos, ofereço-te

Uma rosa prata, vivo os sonhos meus,

As nuvens me encantam, sou a

Madrugada perene, sem pesadelos sou

Você.

 

Encorajo-me, sou lobo solitário, caminho

Entre a sua pele, sinto o pulsar do seu

Coração, sou gélido em busca de acalantos

Que não vem.

 

Ouço o seu respirar, a neblina é densa,

Ouço os seus passos, vejo o arfar dos

Seus olhos, sou solidão.

 

Não tenho alcateia, sou planície horizontal,

Espero o seu nascer cintilante, sou

O passageiro do último trem, sou

Você.

 

A sinfonia é o meu corpo, visto-me,

Danço como em serestas estivesse, dois

Pra lá, dois pra cá, a floresta replica, somos

Apenas dois, somos encontros e

Despedidas, até o pulsar da lua utópica,

Que nunca nos decifrará até o

Sol se pôr.

 

"Je suis no monde de la lune.

 

Je hurle quand la nuit vient,

je t'embrasse, baiser D'étés secrets,

je t'offre Une rose d'argent,

je vis mes rêves, Les nuages ​​m'enchantent,

je suis l'Aube pérenne, sans cauchemars,

je suis Toi. Je m'encourage, je suis un loup solitaire,

je marche Entre ta peau, je sens le battement de ton Cœur, je suis glacial en quête de berceuses Qui ne viennent pas respiration, le brouillard est denso, J'écoute tes pas, je vois le halètement de Tes yeux, je suis la soliditude. horizontale, J'attends ta naissance cintilante, je suis Le passager du dernier train, je suis Toi.

La symphonie est mon corps, je m'habille, Je danse comme si c'était des serénades, deux Pas par ici, deux pas par là, la forêt réplique, nous sommes Seulement deux, nous sommes des rencontres et Des Adieux, jusqu'au battement de la lune utopique Qui ne nous déchiffrera jamais jusqu'à ce que le Soleil se couche."

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

Tradução: Google


quarta-feira, 27 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzdonada

Sou o nada

 


O nada se apossou de mim,

Não observo as nuvens como

D’antes, outrora a águia pousava

Em mim, éramos sonhos uno.

 

O deserto venceu, somos agora o

Opaco da esperança, só eu sangro

Pelo seu silêncio não filial.

 

O vazio me consome, sou ausente de

Sonhos inconstantes, já não os tenho,

Apenas não a vejo no meu despertar,

Sou estertor na noite.

 

Esquivo-me dos pesadelos que me

Preme, tenho medo da solidão que

Me assola, sou a distância não programada.

 

Ocupo-me com a liberdade, sou cria do

Silêncio, tergiverso, sou o livro do

Nada, terço a liberdade, não me aqueço,

Esqueço-me de ti.

 

Sou o nada, que agora não dá para

Você refletir, sou o tempo passado,

Sou o pretérito passado.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzimagiario

Infinito imaginário

 


Infinito desejo, tenho um

Coração, deleito-me no seu

Infinito ser, não despejo

Lágrimas sem sal, murmuro

Aos quatro ventos, mergulho

Nas borbulhas das chuvas,

Curvo-me ao destino, sou solidão.

 

Suplico, dê-me amor, distribua-se entre os

Meus sonhos, apague os meus

Pesadelos, medonho é o tempo

Em sua mesquinhez.

 

Aceno, não para te dar adeus,

mas em gestos de querer o reino

da paz que habita em ti.

 

Desdenho do vento, devagar caminho

Entre as solidões do tempo, agora

Presente sou inexato, conspiro,

Trajo-me de crenças notívagas.

 

Olho o teto sem estrelas, busco entre

Pensamentos o seu não existir,

Folheio as dedicatórias veladas a ti,

entre páginas impossíveis.

 

Enfim o amor tinha que ter vida, entre

O infinito e voltar para os opostos

Signos que agora não coincidem, penso

Que esqueço, não esqueço não, prendo-me

As lembranças talhadas nas desculpas que

Tínhamos guardadas no peito, de um dia

O sonho acabar.

sábado, 23 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzsublimação

Sublimação

 


Transmuto-me em desejos,

Purifico-me entre devaneios

Absolutos, te penso em pulsões

Metafóricas, voo para o absoluto.

 

O cotidiano já não é o mesmo, estou

Perdido na multidão, não a vejo, entre

Pensamentos, sou o passado.

 

Idealizo-me, não sei se buscarei

Um novo horizonte, continuo poeta,

O tempo está proibido de me mudar,

Não sei  em que ponto cardeal irei

Me nortear, tudo é indelével,

Não posso esquecer o amor primitivo, que

Não nos limitavam.

 

Intitulo-me como sendo o último romântico

Em tempos de desencontros e finais, instintivo

Será o tempo sublimado que agora repousa

No passado, não distante.