O toque do silêncio
Um clarim ao longe desperta-me,
Desvirgino a noite, peregrino
Poesias, infausto é o tempo, o vento
Clama despertando a aurora, vejo
O sol vestido de luz majestosa,
Levanto-me.
Levanto-me entre deleites sonhados,
Sou templário, não busco sacrilégios,
Sinto a razão do tempo, preciso correr
Para não perder o orvalho que vem
De ti.
Sacio-me só em te ver, que despertas
Arrumando as estrelas contadas na noite,
Sonhamos a dois, colhemos o café em
Gotas solúveis, o branco de sua alma
Me redime, estou salvo.
Não lamento pela chuva que cai,
Alegro-me com o calor da sua alma gêmea,
Que completa a nossa jornada, antes
De um novo toque do clarim que silenciará o dia.

