sexta-feira, 6 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzSalve 8 de março - Dia Internacional da Mulher

Fina flor de Luz, tu és

 Salve 8 de março - Dia Internacional da Mulher




Maria Lúcia

Tu és!

Dores de parto, concepção de

Luz, choro infantis, mimosas palavras

Em definições de saúdam: Salve Rainha,

Exaltada, tu és eternamente mulher.

 

Tu és!

Mulher, destemida, que geme na dor, com sorrisos

Enfeita os jardins, talvez estéril, regas

Com lágrimas e ascensões meteóricas, colores

O universo de sonhos que habitam em nós.

 

Tu és!

Seios maternos, acalantos em noites de

Tempestades, ruges como uma leoa no

Cio, defendes em berços esplendidos,

Acalma as febres, leitosa tu és

“Mãe”.

 

És tu!

Que repetes de forma telúrica o ABC,

Amores, Bondades e Carinhos, que

Urfa solenemente ao vento, sideral

Estrela, envolta em nuvens nos abraça,

Carinhosa mulher, sou fruto do teu amor

Eterno, cheio de luz.

quarta-feira, 4 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzcorsária

Deleitações às voltas com um poema

 

O prazer existe, confabula-se

Entre si no calor da noite, a musica

É lenta, sensório são as poeiras cósmicas,

A cidade de Pirangi dorme, regurgito

Versos, embriago-me com palavras

Santas, o ilusionismo me domina.

 

As letras são feridas que dói,

Antes o band-aid alinhavava o meu

Caminhar, sem tropeços distancio-me,

Peregrino entre neblinas que compõem

O infinito que não alcançarei, estou

Nu como o rei, a cortesã-mor se esquiva

Entre cortinas sagaz, sou corda de nó,

Recolho a ancora, fico à deriva.

 

As velas já não me guiam, sou corsário, sem

Rumo, aprisiono-me com grilhões, cicatrizes

Não me deixam pulsar, recolho garrafas

Mensageiras, reenvio mensagens, não

Recebo respostas afins.

 

Vago pelo Rio Almada, distorço-me nas

Águas do Rio Cachoeira, afogo-me nos

Mares de São Jorge, mourejo na praia,

Conchas não me ferem, sou invencível.

 

Deleito-me, o sol ameno refresca-me,

Brindo a lua, dou adeus aos pássaros de

Aço que sobrevoam sobre mim.


apoesiadeclaudioluzalqasam

Alqasam

 

(entre juramentos e continuações)

 

O vento apenas passa, os pedaços

Da ventania nos provocam, calmarias são

Esperadas, as aragens continuas, às vezes

Impedem a caminhada, andamos juntos,

Talvez.

 

Sabemos que o silêncio do espectro nos

Condenam, somente sombras espelhadas

Pela luz fosca nos guia.

 

Aboletamo-nos, as minhas indagações

Poéticas não intimida o tempo, os aconchegos

 

 

São tênues, duvidas do sim ou do não

Nos afogam, não somos párias, ser

Redundantes não abreviará a caminhada

Solene dos passos perdidos achados talvez.

 

O que importa!

As fotografias esquecidas expostas nas

Molduras gastas ou nas anunciações dos

Astros videntes que povoam como

Párias o nosso mundo, real.

 

Em provocações os céus continuam

Perenes, as imagens das nuvens que

Flutuam em nossos pensamentos nos

Provocam.

 

Somos leves, o fio tênue não nos

Sufocam, éramos o ontem, o hoje

Em mutações nos questionam com:

O devemos ir, ou voltar cobertos

De certezas necessárias para

Continuarmos a sonhar.

 

Hocus pocus ou Alakazam,

Prefiro no real sentido, Alqasam.

 

Que venha o tapete mágico dos

Contos das Mil e Uma Noites.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998.


terça-feira, 3 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzlunarcomsangue

Incidentais acordes da Lua de Sangue

 


Acordes tomam Conta de mim,

o céu azul anil configura-se, em memórias

banais a lua é vermelha, efêmera torna-se

as minhas memórias infantis, sou

lágrimas de sangue, envolvo-me entre

nuvens, sou o ar mecatrônico.


Revejo o ontem, a porta entreaberta não

Me deixa passar, sua silhueta não está

Presente, nevoas povoam a minha mente,

Agora solitário estou.

 

Cenas caseiras poetizam os segundos,

Faço frestas nos telhados, espero raios

Lunares vermelhos embriagar as minhas

Paredes invisíveis, sou olhar.

 

O rimbombar no oriente médio ressoa

Aqui, o ouro é negro, os moinhos de Cervantes

Não me orienta, andarilho busco as

Estrelas não tingidas, mansamente busco

O amarelo do sol para me consolar.

 

Sou solitário entre os ventos, os

Olhares antes cumplices agora distanciam-se,

Entre dormires acordo-me, ou me acordam.

 

Visto-me de vermelho, sou consonantal,

Bebo sonatas ao luar, não me embriago,

Escuto ao longe “Passarão o céu e a terra,

mas as minhas palavras não passarão”

(Mt. 24:35)

domingo, 1 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzfr4aguada

 Fráguas de amor

 


Dedicado a Maria Lúcia

 

O fogaréu se ajusta, flechas

São lançadas sobre os nossos corações que

Retumbam, suaves são os delírios

Dos ventos, não frugais.

 

Operísticas são as músicas de fundo,

O martelo ressoa no bronze, raios corrompidos

Deleitam-se nas bodas de água marinha,

O mar revolto nos afoga, sobrevivemos

Na forjada, não falsa, personalizada,

 

É o áureo das alianças, que agora

Circularizam os nossos dedos compromissais.

 

Eternizamo-nos, somos capítulos, atos

Sonantes, entre músicas e danças, somos

Fráguas de amor, somos nós que voamos

Alados para o fogo que não nos

Consumirá.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

sábado, 28 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzapocaliptica

Explosões de pétalas de fogo


Ainda não enxuguei o meu coração,

As rosas que eu plantei estão mortas,

As fuligens estão insepultas, o ceifador

Ronca, as nuvens se escondem entre

Gemidos e lágrimas.

 

Os escombros prosperam nas

Terras áridas de Gaza, Afeganistão e

Paquistão medem forças, ah! O Irã,

Terra de Teerã, ouve o silêncio das

Bombas que explodem nos altos céus,

Ormuz se cala.

 

Eis a questão!

Holy Bible,

Alcorão,

Torá, quem tem razão?

 

Os Quatro cavaleiro do Apocalipse

Vieram!

 

“Quando olhei, vi um cavalo amarelo. 

Seu cavaleiro se chamava Morte, e o

mundo dos mortos o segue. 

Eles receberam autoridade sobre

um quarto da terra para matar pela espada,

pela fome e pela doença e por meio de

animais selvagens”. (Ap. 6: 8).