domingo, 8 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzcarpenoctem

O encanto do poeta

 


O poeta não morre, debulha versos.

Imortaliza-se nas suas letras inconfundíveis

E eternas, transformando-se em poeiras

Cósmicas, que se fundem no espaço dos

Seus sentimentos.

 

O poeta não morre, colhe estrelas, viaja

Pelo firmamento, banha-se no mar da

Tranquilidade, não se afoga.

 

O poeta não morre, recolhe-se

Entre repousos únicos, entre rimas e

metáforas não senis, imortalizando-se

no amor não tardio.

 

O poeta não morre, declama

Nas praças os sentimentos

abrasadores, entre estrofes, risos,

talvez lágrimas semeadoras.

 

O poeta não morre, fertiliza-se em

estilos e clausuras

não sagradas, perdido no mundo satíricos,

Jogando com as palavras, aproveitando o

último dia.

 

O poeta não morre, encanta-se nas suas

Poesias, declamando na noite eterna dos seus

sonhares, agora final, aproveitando a noite,

“Carpe noctem).


sábado, 7 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzribaltas

Entre o palco e a ribalta escrevemos

 


Dedicado a Maria Lúcia

 

Vem, baila comigo, a liberdade

Nos acorda, o balanço das horas

Repassam a madrugada,

Somos Pas de deux em harmonia,

Com adágio voamos.

 

Os Cisnes negros estão dormindo,

Não os despertamos, desfilamos versos

Dançantes, somos nuvens que se

Modificam nos próximos atos.

 

Deleitamos na alcova, as cortinas nos

Desnudam, a luz tênue nos absorvem,

Externamos o Te deum,

Laudamus.  

 

Aguardamos na Coxia, enxugamos

As nossas ansiedades com o Pano

De Bocas, deleitamos na Ribalta,

Rimamos palavras livres, as luzes

Refletem os nossos corpos.

 

Escrevemos o scripit, somos mímicos,

Sem palavras saudamos

Os aplausos, vindo de uma folha

Em branco.

 

Fecham-se as cortinas, somos livres,

Damo-nos vida, somos reais.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzemerupçoes

Vulcões em erupções 

 


Os vulcões estão ativos, erupções

De meteoritos descem dos céus,

Corações abrasados não causam rupturas,

Somos incandescentes.

 

O fogo fere a terra, antes úmidas e

Férteis, ainda tem vida a nascer,

Somos frutos.

 

Erupções de sentidos afloram,

O amor aglutina, somos corpos febris,

O calor não nos esmorece, somos

Balsamos untados, o gosto da hortelã

Nos sublimam.

 

Entoamos cânticos Sagrados,

piedade de nós Senhor das Esferas,

Rogai por nós Santos da terra,

Para que em persignação voltemos a

Olhar para os altos céus, sem facetas,

Com beijos silenciosos, com paixões

Em erupções vulcânicas e latentes,

Sendo nós.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzdicotomia

Dicotomia entre o poema ou poesia

 



Poema ou poesia? 

Dicotômizo o imaginário latente,

Dou razão ao poema, mas não desprezo

A poesia, agrego entre emoções, luzes e sombras,

Sou real, mas me deleito com o que não

Posso sonhar.

 

Penso, logo escrevo! Não intectualizo,

O simples me basta, pronuncio

O Maktub, o Máximo Divisor Comum (MDC)

Como nos bancos das escolas, o poema e a

Poesia também está na matemática.

 

Somos a solução do problema, não

Diminuímos, somos adições entre

Multiplicações de lógicas

Infinitas.

 

Somamos sonhos, abraços, beijos,

Diálogos sem fim, as vezes nos

Incompreendemos, mas singramos

Em busca dos rios, somos mares, batemos

Nas pedras sem nos desintegrarmos, somos

Espumas sem a cor do adeus.

 

Metáforas a parte, o ABC também me

Fascina, quando a imaginação brota do

Fundo do meu coração, eu te escrevo, mesmo

Com a imprevisibilidade das tempestades, que

Nos unem em absoluto.

Um todo, Uma unidade, (cogito, ergo sum).

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzmusical

Não toco Alaúde


Não toco Alaúde,

toco a sua alma romântica,

toco a poesia que te encanta,

somos plebeus, a noite nos representam,

somos líricos.

 

As saudades não nos submetem, não somos

Desvairados, somos alegrias, tristezas

Icônicas, a solidão não nos vence.

 

Somos multidões aglutinadas para

Ouvir o concerto de alaúdes, que

Brota como instrumento único.

 

As harmonias nos seduzem, somos

Pássaros em revoadas constantes,

Galgamos o infinito, somos anjos

Com citaras, não desafinamos, os

Sentimentos afloram em nossos

Dedos, em forma divinal adormecida.

 

Encantamos o firmamento com duetos

Infinitos, como os céus, como sempre azul.

Azul alaúde celeste.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzclarim

O toque do silêncio         

 


Um clarim ao longe desperta-me,

Desvirgino a noite, peregrino

Poesias, infausto é o tempo, o vento

Clama despertando a aurora, vejo

O sol vestido de luz majestosa,

Levanto-me.

 

Levanto-me entre deleites sonhados,

Sou templário, não busco sacrilégios,

Sinto a razão do tempo, preciso correr

Para não perder o orvalho que vem

De ti.

 

Sacio-me só em te ver, que despertas

Arrumando as estrelas contadas na noite,

Sonhamos a dois, colhemos o café em

Gotas solúveis, o branco de sua alma

Me redime, estou salvo.

 

Não lamento pela chuva que cai,

Alegro-me com o calor da sua alma gêmea,

Que completa a nossa jornada, antes

De um novo toque do clarim que silenciará o dia.

apoesiadeclaudioluzacontecimntos

Acontecimentos

 


E que tudo nos aconteça,

Mas que seja real, que não

Seja palpável igual as estrelas,

Mas como o chão que pisamos, às vezes

ferindo os nossos caminhares.

 

Somos carregados de sonhos,

Somos andarilhos com os olhos

Brilhantes, por contarmos os nossos

Passos itinerantes seguimos.

 

Somos a medida dos nossos corações,

Como é concreto o amor que sentimos,

Ao longo da noite quando sonhamos

Caminhar na mesma direção.

 

Mas é necessário o açoite dos ventos, só assim

Poderemos andar como enamorados que

somos.