Conversando com os Vagalumes
As vezes eu me sentava no banco
Do jardim,
morto de amor, não tinha
Cansaço, a
aragem que vinha da fonte
Refrescava o
suor do meu rosto, mas ao
Ouvir os
batimentos do meu coração as
Angustias me
sufocavam.
Pensava em
desaparecer, só pensava, achava
Que me
cansaria no meio do trajeto e sentisse
Saudades do
banco que há pouco eu ocupava, tendo
Como
testemunhas uma fonte luminosa, neon’s e
Esperanças vindouras.
O aroma das
flores me vivificava, o vento
Soprava em
sussurros, tende bom animo,
Beba da chuva
que cai.
Contentava-me
com o brilho dos vagalumes
Que iluminava
as bem-me-quer, malmequer, me
Perdi na
última pétala, até a loucura... de jeito
Nenhum! ao amanhecer do último dia,
talvez.
Désirée
Te convido para um Déjà Vú, prometo
Que será uma nova viajem, buscaremos
Novos caminhos, beberemos de outras
Fontes, voaremos bem alto para beber das
Nuvens.
Encontraremos nós pelos caminhos, não os
Laços que roubam a beleza das musicas
Celestiais, cantaremos.
Testaremos as nossas forças, seremos
Luzes, as escuridões não moram em
Nossos olhos, aprenderemos com o tempo,
Cairemos com classe.
Em caso de lucidez abraçaremos
A loucura que a vida nos propuser, e
Loucamente seremos dois.



