Observando o infinito (Carpe Diem)
Infinito, o vento banha o meu rosto,
O oriente é eterno,
lágrimas não
São absolutas, secam.
Infinito, ergo os olhos, fito o poente,
Sou observador do futuro
que me
Espera, não me surpreendo,
Previno-me.
Infinito, não me canso por doar amor
E guerra, sem prelúdios, agora preso,
Não questiono, compreendo o porque
Da partida.
Infinito, é o momento que reflete
O horizonte, com dúvidas
Questionáveis, mas com respostas
Aparentes.
Infinito, é o infinito particular, que
interage com as noites de diáspora
sem destino, me redimo.
Infinitamente calado, medito as estradas
Percorridas, sem sinal de chegada,
Sou bem-vindo ao destino inicial,
Para celebrar o Carpe Diem.

