Sangrando
O eu-lírico me domina, os diálogos
Íntimos cessaram, a voracidade
metafórica
Esta reclusa, não me curvo, o
caminho
De volta é longo, o que fazer a não
Ser beijar as flores que me guiam.
...E o vento levou, quando a sorte foi
lançada,
Meus olhos secaram os espelhos, a
lua de
Sangue continua impávida, o meu
coração
Agora resgata as cicatrizes, piso
Em chão firme, não me detenho.
Os anjos me cerceiam, entre
Emaranhados me liberto, sou místico,
alço voos infinitos, o que passou
passou.
Já não sangro, e se por acaso ainda
Continuasse sangrando, não seria
Entre tubarões, sangraria caminhando
Entre sonhos, buscando uma nova
Perspectiva, entre o futuro e o
Passado sem abrir mão do presente
Agora rejuvenescido, entre o advir,
seja
O que Deus quiser.
Autor: Cláudio Luz/Luz
do Almada Souza
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