quarta-feira, 1 de abril de 2026

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Reflexões Pascais

 


 

“E quando eu for, e vos preparar lugar,

virei outra vez, e vos levarei para

mim mesmo, para que onde eu estiver

estejais vós também”. João 14:3

 

Somos peregrinos, nascemos

Num berço feito de ouro dos

Tolos, proclamamos as

Manjedouras, parcos panos nos

vestem, não somos luzes

De estrelas, não somos Deus.

 

Somos encarnados, pois desencarnaremos

No tempo oportuno, o encontro

Será breve, os destinos nos mostrarão,

Afinal:

 

Ele nasceu num estábulo emprestado,

Ele andava de casa em casa,

Ele não teve onde repousar a cabeça,

Ele para celebrar a Pascoa, tomou emprestada

A casa de um amigo,

Ele rezou pela última vez no tempo,

No Getsêmani, “Veio para o que era seu,

e os seus não o acolheram, abandonaram"

 

Ele foi sepultado no tumulo de um amigo,

Ressuscitou ao terceiro dia e

 Foi para a casa do pai.

 

Somos pedras que apedrejam, somos

Insistentes nos arremessos, somos

Pecadores, inscritos no chão bruto,

Na terra árida do tempo, ouvimos as

Promessas de salvação:

 

Ouvimos:

“E, endireitando-se Jesus

e não vendo ninguém mais do que a mulher,

disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus

acusadores? Ninguém te condenou?

E ela disse: Ninguém, Senhor.

E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno;

Vai-te e não peques mais. João 8:10.

 

Somos céticos igual a Tomé,

Será que estamos salvos?

segunda-feira, 30 de março de 2026

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Linha do tempo


Nos inícios!

Grande é o amor, nutrido pelos

Folhetins dos tempos, antes iniciantes,

Flores de outono, abraços espontâneos,

Beijos e abraços que desnudam a flor da pele,

Sem nudes.

 

Passos seguidos!

Os risos sobrepõem as dores, reclames antes

Entreouvidos nos becos incandescentes,

Cura os ouvidos, antes surdos.

 

Nos meios!

Amores inflamados, etéreo fogo

Eterno, que derrete o gelo, combinando

Com os ventos, acrobacias em cordas

De nylon, suéteres vestidos em pleno

Verão.

 

Nas caminhadas continuas!

Passos largos, atitudes em altitudes,

Sonhos eternos, promessas amiúdes,

O eu te amo ecoa em todos os momentos,

Escapamos da terra do nunca, escolhemos:

Eu a Síndrome de Peter Pan,

Você a Síndrome de Wendy, banhamo-nos

Com o Pó mágico, podemos voar.

 

Nos fins!

As valsas eternas, no salão deslisamos,

O tapete é púrpuro, os sonhos nos envolvem,

Somos o começo e o fim, estrelas

Cadentes nos conduz, somos

Solenes, entre a poesia e o soneto,

Postulamos o fim.

sábado, 28 de março de 2026

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Deus Fidelis



Deo Gratias,

Mesmo em dificuldades te louvo,

Entrego-me na sua paciência

Eterna, te busco entre a salvação

E o calvário, curvo-me na sua

Infinita bondade de Pater Noster,

Qui es in caelis.

 

Clamo a Maria, bendito é o fruto

do vosso ventre, Jesus, ouço

a profecia, “Fazei tudo o que Ele vos

disser”.

 

A luz não me cega, revivo entre o crê

E o descrê, não consigo escrever nas

Linhas da minha vida, se cético ou

Agnóstico eu sou, pois creio no Credo Eterno

Que me segue, escrevendo-me em linhas

Tortas, para que eu receba a Deo Gratias

Eterna.

 

Assim seja, Amém!

sexta-feira, 27 de março de 2026

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Corações festejantes

 


Lá vem o sol, o meu coração festejante

Palpita, quando celebra as utopias passantes,

Quando nunca é demais, os sentimentos

Latejam uníssonos, estou vivo.

 

Moro em mim mesmo, sou louco entre

Janelas sem vidros, que ofuscam a minha

Visão, sou notívago, nas horas vagas

Danço valsas, banho-me no rio que não

Se chama Danúbio, e não é azul.

 

Bebo águas marrentas pálidas, não sei nadar.

Em precipícios amarro o meu coração

Ao seu, ofegamos juntos, somos

Vidas perenes, o horizonte nos chama.

 

Seguimos em frente, andamos juntos,

Somos um só coração, as vezes explosivos,

Propomos armistícios, somos circunscritos

Em orações, pedimos perdões jubilosos,

As artérias nos redimem, somos corações

Festejantes e santos.

quinta-feira, 26 de março de 2026

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Apenas uma canção

 


Mulher,

Apenas uma canção nos faz adormecer,

 as estrelas Ofegantes bailam, o cristalino dos

Seus olhos arejam em torno da canção,

Estonteante, a noite nos suga,

Somos umedecidos pelo refrão

Que ecoa no salão, somos o baile.

 

A noite nos absolvem a moda antiga, o

Croonner balbucia “Besame mucho”,

Enquanto deslisamos em passadas largas, sem

Luz negra, o branco do seu vestido

Transcende os outros pares, quem sabe

Não sabem amar como nós dois.

 

Aceitas o meu pedido de perdão por

Ter falseado nos passos perdidos, maldito

Sapato novo.

 

Credito mais uma vez o amor por ti,

A madrugada clama, o tempo reclama

Em não aceitar o fim da música predileta,

Falo de ti, os aplausos nos interrompem,

Curvo-me solenemente agradecido, com

Pressa aceito o apelo e te beijo muito.

 

Como num sonho nupcial o baile nos acorda,

Aceitamos o que a vida nos dá, ou

Capitularemos até a próxima canção.

 

 

Entre o coração e a razão

Maktub!

Em brigas do coração com a razão

Só um perde, há dor que constrange,

Entre abandonos cotidianos as incertezas

nos corrompem.

 

Queremos visitar os jardins, não

Existe flores, queremos beber água da fonte

Que secou, somos retábulo de altares mor.

 

As estrelas não tomam partidos, os céus

Escurecem aguardando recolhimentos do

Que há de sobras, agora sou rebotalho.

 

Os muros estão altos, inatingíveis, não

Podemos transpor, somos correntes

enferrujadas, somos prisioneiros do

Orgulho latentes, que não

Nos deixam tocar a alma que grita.

 

Somos próceres de corações partidos,

Os entendimentos pedem armistícios,

Somos artífices de amores sonhados,

Os matamos.

 

O toque do silêncio nos envolve, o réquiem

Esquecido em alguma gaveta, retorna como

Arauto de tempos passados, caminhamos

Entre ruinas daquilo que um dia se chamava amor.

 

Agora o coração, antes infante, cabula entre

A razão e os perdões que talvez não virá, mesmo

Em suplicas simbólicas o que pode ser feito

Está desfeito.

 

Expectativas invernais

 

Os jardins estão áridos, a folha de papel

Está em branco, o lápis bicolor

Está estático, sombras permeiam o

Universo cálido, o espectro travestido

De anjo sobrevoa até o poente, sonhos

Agora não me deleita.

 

Rego a rosa franzina, o

tenro do ontem não me comove,

rogo a misericórdia que não me deixe

hibrido, sou poesia, poemas e outros

escritos, que se esvai na minha memória

de jardineiro do ocaso.

 

Aceno para o tempo, incertezas

não me recompões, recolho as lágrimas,

embrulho as lembranças que cabem

no meu bolso, agora furado.

 

O meu coração acelera, descompassado,

Não ouço os seus passos, o vento sibila

Em Jerusalém, o calvário está próximo.

 

Raios rasgam os céus incolor, exalto

O nascituro, é tempo quaresmal, a

Rosa roxa se esconde no purpúreo,

Incensos chegam, inalo as chuvas

Outonais, agora sou invernal,

Hiberno fora do tempo, que não

Me compraz.