quinta-feira, 2 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzcomvinho

Lust auf Wein

 


 

Lust auf Wein. 

(Tenho vontade de tomar vinho.)

Não por presunção de beijar os seus

Lábios cor vermelha, entre degustes me

Entrego, não piso as uvas, são frutos

Perenes que embriagam, temos ocasiões.

 

Contemplamos as garrafas e taças vazias,

A secura da vida nos converte,

As trombetas dos arautos invadem

Os nossos pulsares, somos inquietudes,

Deveras somos sede, insaciável é o

Tempo que semeia seivas que escorrem

Em nossos lábios, agora sedentos de amor,

Faça-se a luz.

 

O tempo padece, observamos os filtros

Solares, agora róseos, embriagues não nos

Completam, gritamos entre ecos.

 

Queremos ser angelicais, solvemos

Vinho canônico ou vinho litúrgico,

Os paramentos não importam,

 (Por Quem os Sinos Dobram?).

 

A colheita está pronta, vamos

Fermentar o vinho na noite,

Vamos enquanto caminhamos na rua,

na noite fria, só eu você e a

Lua de Sangue.

 

Beberemos vinho,

Não importando se tinto, branco, rosé,

Seco ou doce, que também sejam espumantes

ou licorosos, importa-nos que

Seja vinho.

 

Não temos e nem beberemos

No Santo Graal, só os escolhidos

Quando despertarão para beber sem

Embriagar-se.

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