Planos de Voos utópicos
Costuro planos de voos
infinitos,
Sou pássaro sem asas, o ar
que respiro
Não me flutua, sou rasante
em expectativas,
Que me inflamam ao nascer
do sol,
Talvez escaldantes, nestes
dias,
Sou ressaca de águas
rasas.
O ar ao meu redor está
rarefeito,
O existencial me cala, bebo
no cálice
(cale-se), sou teimoso.
Não ao extremo continuo tentando,
Desengonço-me como um
Albatroz, ao
Aterrissar nos meus sonhos
de aprendiz.
Faltam me fôlegos
aparentes, as nuvens
Já não são as mesmas d’antes,
flutuo em
Terra firme, os ventos me
fazem arremeter,
Sou passageiro sem pânico,
estou sem
Paraquedas, sou aviador de
primeira viagem.
Entre panes e explosões, o
trem de pouso
Derrapa, as birutas estão
em estado de
Embriaguez constantes.
As vogais por serem longas
embaralham-se,
Fazendo-me emergir em
terra firme,
Olho no horizonte, detenho-me
em
Terra firme, duvido se cheguei
ou partir, nas
Reviravoltas dos voos, tenho voado por tí.
Nenhum comentário:
Postar um comentário