quinta-feira, 2 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzvoadora

Planos de Voos utópicos

 


Costuro planos de voos infinitos,

Sou pássaro sem asas, o ar que respiro

Não me flutua, sou rasante em expectativas,

Que me inflamam ao nascer do sol,

Talvez escaldantes, nestes dias,

Sou ressaca de águas rasas.

 

O ar ao meu redor está rarefeito,

O existencial me cala, bebo no cálice

(cale-se), sou teimoso.

 

Não ao extremo continuo tentando,

Desengonço-me como um Albatroz, ao

Aterrissar nos meus sonhos de aprendiz.

 

Faltam me fôlegos aparentes, as nuvens

Já não são as mesmas d’antes, flutuo em

Terra firme, os ventos me fazem arremeter,

Sou passageiro sem pânico, estou sem

Paraquedas, sou aviador de primeira viagem.

 

Entre panes e explosões, o trem de pouso

Derrapa, as birutas estão em estado de

Embriaguez constantes.

 

As vogais por serem longas embaralham-se,

Fazendo-me emergir em terra firme,

Olho no horizonte, detenho-me em

Terra firme, duvido se cheguei ou partir, nas

Reviravoltas dos voos, tenho voado por tí.

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