domingo, 17 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluznavegante

Iluminuras almadense

 


Tergiverso olhando os seus olhos,

Estou vago de sentimentos, revejo as

Iluminuras que banhavam o nosso amar.

 

Agora que distante, não tento mais

Decifrar o antes e o depois, sou ilusão,

Agora precoce, sonho.

 

Antes eu aspirava desejos impossíveis,

Não os desejos mais, agora já não tenho

Sonhos em meu coração, não tenho a

Graça de realiza-los, mesmo que fosse

Um desejo divino.


Cubro a lua que despe os meus olhos,

Agora distante, sigo os passos, sou

Estrada, sou aquele que caminha

Livremente entre estrelas e o estreito

Que beira o chão para não tropeçar

De novo, por uma doce e repentina ilusão,

Desfaço-me.

 

Navego no Rio Almada, remo para o lado

Oposto com todas as forças, é preciso

Agora navegar, chega de amores

Pueris, que não me levaram para um

Porto seguro.

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