Somos amores outonais
O que é o amor outonal?
É mais do que concepção,
É cumplicidade nas dores
de partos,
São como folhas vivas,
Que se procriam, entre
ventos eternos,
Chuvas mansas, mananciais
com
Respostas não absolutas.
O amor outonal é concreto,
abstratos são os
Sonhos que nos move, como
se fossemos
Nuvens de imagens, bebericamos
o sol brando, lual
Dançamos pelos amores
encontrados,
Não perdidos.
O amor outonal, deveras,
ser como abalos sísmicos,
Veias alteradas, sangue
que flui, lágrimas
Não corriqueiras, apenas
sal.
O amor outonal é fogo,
alegrias amenas, dores
Que sufocam, choro de
rebentos, como sorriso
De mãe.
Brindamos o amor outonal
em doses homéricas,
Somos olfato, elementos sensíveis,
Perfumes de gardênias, entre
Luzes vermelhas, desfilamos
magnânimos,
Entre regatos que correm,
somo veias
Latentes.
Sonhamos um dia beijar o
outro lado da lua,
Não somos filhos de Artêmis,
somos filhos
De amores espaçosos, de corpos
que oram,
Da fé que não nos consome.
Observo você deslizando entre
as írises dos meus
Olhares, bailando
freneticamente, nas
Sempre tardes que nos
invadem, nos fazendo
Folhas não secas, mas
adereços verdes
Brilhantes, somos outonais
em busca da
Próxima estação.
Outrora éramos versos
épicos, agora odisseias,
Somos o que somos, deixamo-nos
levar
aos sabores dos ventos.
Entre beijos e abraços, deslizamos
entre
sarças ardentes, somos
frutos outonais,
Somo nós, somos amores outonais.
Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
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