segunda-feira, 18 de maio de 2026

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Solidão


A noite me acompanha, sou

A solidão rarefeita, o céu está

Solitário também, as estrelas cambaleantes

Se confundem, entre o etéreo sideral

Chamo o seu nome, não me escutas!

 

A lua torneada não me preenche,

O relógio antes explicito parou no

Tempo que agora não me alimenta.

 

Engulo seco, não existe lágrimas, nem

Choro conclusivo, sou a escuridão que

Eu mesmo criei, fecho-me no meu mundo,

Traiçoeiro sou.

 

As estradas de um novo dia me espreitam,

As sandálias para a caminhada estão

Afiveladas, penso na ida, penso em voltar

 

Sozinho de novo, mas este é o caminho,

Esta é a estrada para uma nova noite só,

Devorarei em silêncio os pensamentos

E as lembranças do seu partir, sem mim.

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