O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

terça-feira, 1 de setembro de 2026

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Tributo aos caros poetas que decidiram partir

 


Réquiem ao Setembro Amarelo

 

Os prematuros versos amarelos

tingem os céus, dos que loucamente

escolheram ir voando, entre tintas

e formas escolhidas, pois já eram

estrelas brilhantes no imaginário

ser.

 

Assim caminha as letras imortais dos

Caros poetas, que se anteciparam em contemplar o

Firmamento nos altos escarlates, escolhendo o

Amarelo, em vez do vermelho forte, carmesim,

rubro ou encarnado.

 

Como Kamikazes, escolheram a imortalidade

Heroica, nos legando os versos, mas a dor dos

Que ficaram continuam inertes com a triste partida

Sombria, é contínua a dor no peito, agora

Mudo.

 

É triste morrer no mar, ou de qualquer outra

forma, atrofiando futuros versos, afinal vida e

morte não rimam com os sentidos sonoros dos

Sentimentos poéticos, que agora estão insepultos

nas gavetas das escrivaninhas cheias de poeiras

sagradas.

 

Há de se indagar!

Por onde andas:

Torquato Neto,

Hart Crane,

Ana Cristina Cesar,

Florbela Espanca,

Silvia Plath,

Vladimir Maiakóvski,

Pedro Kilkerry e

Antônio Cicero!

 

R.I.P - Requiescat in pace,

Descansem em paz...

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

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Ritmos poéticos de setembrinos


Agosto de Deus se foi, o esperado

Quando setembro vier, chegou,

Como uma locomotiva, cheia de esperanças,

Como novas nuvens, bailando no ar não

Rarefeitos, mas florais.

 

Sob as bençãos de Deus, tergiversaremos, os

Nossos destinos setembrinos, sete(l)embro,

Não ficarão ao dará, mas serão fincados nas

Eras compostas, como contas de pérolas

Azuis ou brancas, mas serão pérolas.

 

Nos Sabáticos dias não haverá pausas criativas,

Os impulsos primaveris encheram as nossas

Sensibilidades, que flutuaram como raios

Incandescentes, iluminando a mente e o coração

Lírico, sem algebrações existenciais, rogaremos

Ao criador, apenas inspirações não proféticas.

 

Rogaremos para que os dias vindouros, sejam

Eternizados pelos momentos luz, que nos farão

Barulhentos, sem ruídos, apenas versaremos nos

riachos, calmos, colhendo flores no decorrer da

Caminhada, talvez espinhos, quem sabe?

 

Vê, estão voltando as flores!

Trazendo esperança, a beleza da vida e

Recomeços infinitos.

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.