quinta-feira, 2 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzefemeras

Somos efêmeros quanto ao vento

 


Santo é o solo em que pisamos,

Somos como ventanias que se

Dissipam entre as nuvens que bailam

No firmamento, somos

Aplausos e esquecimentos,

Faz parte.

 

O momento é presente, somos

Fugaz, somos amor ou a própria

Vida, temos que decidir.

 

Curtimos a brevidade da vida,

Cultivamos sonhos, temos esperanças,

Que elas não sejam vãs, mas passageiras,

Pois o eterno está presente, do pôr do sol

A magnitude da lua, que nos faz

Adormecer, indefinidamente,

Só caminhamos.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzmeditando

Meditando com Albert Camus


Sussurro no silêncio, embalde

Viajo, pranteio o que se foi,

Exponho-me entre as tardes,

Sou espera.

 

O vento uiva, o eco me clareia,

Afinal o inverno chegou e faltam

Espaços para eu plantar azaleias,

camélias, hortênsias e lavandas,

cultivo ofertas esporádicas e

sonhos latentes.

 

Divido-me entre o avesso e o

Direito, medito Albert Camus,

“Respiro a única felicidade que sou

Capaz – tudo é pretexto

Para amar sem medida, então descobri

Que no meio do inverno, aprendi

Finalmente que havia dentro de mim

Um verão invencível”.