O poeta de Pirangi

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O Poeta de Pirangi

terça-feira, 1 de setembro de 2026

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Tributo aos caros poetas que decidiram partir

 


Réquiem ao Setembro Amarelo

 

Os prematuros versos amarelos

tingem os céus, dos que loucamente

escolheram ir voando, entre tintas

e formas escolhidas, pois já eram

estrelas brilhantes no imaginário

ser.

 

Assim caminha as letras imortais dos

Caros poetas, que se anteciparam em contemplar o

Firmamento nos altos escarlates, escolhendo o

Amarelo, em vez do vermelho forte, carmesim,

rubro ou encarnado.

 

Como Kamikazes, escolheram a imortalidade

Heroica, nos legando os versos, mas a dor dos

Que ficaram continuam inertes com a triste partida

Sombria, é contínua a dor no peito, agora

Mudo.

 

É triste morrer no mar, ou de qualquer outra

forma, atrofiando futuros versos, afinal vida e

morte não rimam com os sentidos sonoros dos

Sentimentos poéticos, que agora estão insepultos

nas gavetas das escrivaninhas cheias de poeiras

sagradas.

 

Há de se indagar!

Por onde andas:

Torquato Neto,

Hart Crane,

Ana Cristina Cesar,

Florbela Espanca,

Silvia Plath,

Vladimir Maiakóvski,

Pedro Kilkerry e

Antônio Cicero!

 

R.I.P - Requiescat in pace,

Descansem em paz...

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

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