Minha alma
O segredo da minha alma
ascende no
Burburinho do meu coração. Na inquietude
Do silêncio, ali permanece em meditações
Contemplativas; imparcial diante de julgamentos,
Se redime.
A minha alma não é
solitária, nunca
está só. Por si se preenche, sem
Vácuos; candidata-se a ser autossuficiente,
Buscando a plenitude espiritual, se ajoelhando
Em contrições.
Desabafo meu, pecador:
O sacrossanto deseja que eu seja santo,
Deseja que eu o possua.
Sou êxtase metafórica: o
sagrado
Me cura, o profano liberta o eu
Faltoso.
Bato no peito: Piedade, Senhor!
