quarta-feira, 15 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzrompimento

Desabafos em fios tênues

 

Não posso gritar ao mundo, estou frágil,

O meu mundo não caiu, apesar das rupturas,

Estou juntando as placas teutônicas, cato

Os cacos, recomponho os laços agora frágeis,

Revejo-me.

 

Os Gostos dos seus beijos, ainda dormitam entre os

Meus lábios, agora ressequidos, durmo na

Inquietude da noite, sonhos me corroem,

Mas não me corrompem.

 

Não sei se você está assim também, mas as

Memórias do que nos fomos não dará tréguas,

Serão implacáveis até os fios tênues se

Romperem no clarão de um dia, talvez.

 

Éramos fatos, agora desabafos silenciosos

Não nos reconstrói, apenas silenciam na

Sempre noite eterna que não nos faz sonhar

De novo.

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