Meditando com Albert Camus
Sussurro no silêncio, embalde
Viajo, pranteio o que se foi,
Exponho-me entre as tardes,
Sou espera.
O vento uiva, o eco me clareia,
Afinal o inverno chegou e faltam
Espaços para eu plantar azaleias,
camélias, hortênsias e lavandas,
cultivo ofertas esporádicas e
sonhos latentes.
Divido-me entre o avesso e o
Direito, medito Albert Camus,
“Respiro a única felicidade que
sou
Capaz – tudo é pretexto
Para amar sem medida, então
descobri
Que no meio do inverno, aprendi
Finalmente que havia dentro de
mim
Um verão invencível”.
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