sábado, 8 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzentreaspas

“Entre aspas”


Entre asteriscos (*) a amei,

Entre virgulas (,) jurei amor eterno,

Firulas a parte, segui.

 

Não interroguei o passado, admirei

O nosso viver, confiei no ponto e vírgula (;),

Não nos alongamos.

 

Abusamos das reticencias (...), interrompemos

Diálogos, a hesitação apagou o intencional

Do que seria eterno.

 

Não prolongamos as ideias, colhemos rapidamente

As flores, esquecemos os espinhos,

Sangramos do meio, e no fim, espalhamos

Sementes que não vingou.

 

Tentamos somar (+), diminuímos entre

Divisões, multiplicamos (x) promessas

Não cumpridas, não fizemos a prova real.

 

Entre aspas:

 

“Fingimos contextos, fomos inexatos

E nos despedimos precocemente,

Não houve adeus, mas a despedida

Doeu”.

 

Só nos restou o etc...

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