quarta-feira, 5 de agosto de 2026

 Lua cândida sobre a rosa cálida

 


Quem dera que a lua fosse transparente,

O meu coração por certo teria a certeza

Do romantismo que ela perpetua na

Minha mente e no meu coração.

 

O meu coração perpetuo, veria o outro lado,

Assim como as rosas que eu a vejo em todos

Os ângulos possíveis e impossíveis.

 

Não seria necessário que a lua possuísse

Espinhos, mas que espinho, eu queria

Que ela me desse certeza do quanto

É importante ter dois pensamentos,

Assim é a bondade e a maldade que nos

Faz rir e chorar ao mesmo tempo.

 

Colhemos rosas, nos ferimos com

Os seus espinhos, feridas que são curadas

Com o perfume vindo dela, não a de Hiroshima

E nem a de Nagasaki que só trouxeram

Dores e sofrimentos.

 

Resta-me a exclamar, onde estará a lua, que foi

Testemunhas da rosa que depositei em suas mãos!

Onde estará rosa? Ainda bem que

Através da lua cândida eu a vejo

Aonde você a escondeu, mas não

Posso a tê-la de volta.

 

Bebo os espinhos! Por ainda ter lágrimas,

Não me embriago.

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