O poeta de Pirangi

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O Poeta de Pirangi

terça-feira, 8 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzpromessas

Está consumado


Promessas,

Permiti que eu te amasse, não

Importava por aonde eu caminharia, te amaria

Sem destemor, mesmo após a sentença.

 

O meu jeito de amar é prócer, cirúrgico,

Ele me salva das mazelas, me faz

Equidistante, uno-me, deleito-me ao ver

Você minha amada (que partiu), se aproximando

Como rajadas cíclicas e duvidas perenes.

 

Entre suposições abro os sentidos que nos moviam,

Navego entre cristalinos e lodos, que não

Nos sufocaram, a respiração boca a boca

Eram tenras, o cardíaco dava sinal de vida, restava-nos

Continuar nos amando, era o credo.

 

Pensamos que o amar era da gente, sem suposições,

Entregamo-nos aos Pensamentos, entre caricias

e atos que eram refletidos na esfera da lua, em todas

as fases fomos constantes em corar o dia

e povoar a noite, em busca das estrelas cadentes.

 

Preferimos fechar os olhos, entoamos pedidos,

Não foram aceitos, Deo Gratias, Gratias Deo, os

Cânones foram colocados a nosso desfavor, rasgaram

A sumula, o veredito, está consumado,

somos apenas o passado.

Está consumado.

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