sábado, 23 de maio de 2026

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Sublimação

 


Transmuto-me em desejos,

Purifico-me entre devaneios

Absolutos, te penso em pulsões

Metafóricas, voo para o absoluto.

 

O cotidiano já não é o mesmo, estou

Perdido na multidão, não a vejo, entre

Pensamentos, sou o passado.

 

Idealizo-me, não sei se buscarei

Um novo horizonte, continuo poeta,

O tempo está proibido de me mudar,

Não sei  em que ponto cardeal irei

Me nortear, tudo é indelével,

Não posso esquecer o amor primitivo, que

Não nos limitavam.

 

Intitulo-me como sendo o último romântico

Em tempos de desencontros e finais, instintivo

Será o tempo sublimado que agora repousa

No passado, não distante.

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