terça-feira, 19 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzpendulobulssola

Confidências sem bússola

 


Confidencio com o tempo, extingo-me,

As respostam não chegam, os

Burburinhos da madrugada ressoam

Nos passos cálidos, nas calçadas

Gastas pelos passos perdidos, sou

Pensante.

 

Sou cumplice da manhã renascidas,

As cinzas agora se perdem na imensidão

Dos altos escarlates, sem estandartes

Ouço a voz de Dom Quixote e o ranger

Dos moinhos, que uivam aos

Quatros ventos, sou andante.

 

O Senhor das esferas me guia, encanto-me

Com a lua, agora crescente, sigo o rio que

Moureja, sou o pêndulo do tempo.

 

Ouço o canto dos anjos celestes, as

Estrelas fazem o coro repetidamente,

As constelações dançam, as flores

Permeiam o caminho, sou melodia.

 

Atravesso as cordilheiras sem pensar

em cair, impetuosamente atravesso os

desertos impostos, vejo a

Luz, Estou salvo?

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