sábado, 18 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzcantaros

O Cântaro está despedaçado  


O amor se foi, não pela última

Gota, mas por todas que vieram antes

Dela, embriagado se foi ao léu dos

Ventos opostos e sombrios.

 

Forjamos cântaros, não os das

Bodas de Canaã, esvaziamos eles antes dos

Sonhos, agora desfeitos, servimos antes o

Vinho bom.

 

Sabemos que não foi inútil, ou as

Paixões que nunca completaram as nossas

Almas, transbordaram nos oceanos,

Que agora não nos embriagam de completitudes,

Agora não alvissareiras como d’antes.

 

Não simbolizamos o espiritual ou

Lírico, a água que simbolizava abundancia

Do amor divino, derramou-se ao quebrar dos

Cântaros, dos nós líricos que bebemos um dia, sobraram

As taças da esperança vazia, feita de cristal Baccarat,

Que por ser forte nunca se quebrará.



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