quarta-feira, 12 de agosto de 2026

apoesideclaudioluzfertilidaes

 O deserto é fértil

 


Não estamos sós, o deserto não nos

Consomem, é fértil nos nossos pensamentos,

Plantamos tâmaras amorosas, somos o crepúsculo

Quando o sol se põe.

 

Não dormitamos no passado, temos acordo, com

O dia, a noite e a madrugada que não se finda,

São eternas.

 

Uivamos como lobos, contemplamos a lua,

Não somos lunáticos, os nossos sonhos são persistentes,

As nossas paixões não são metáforas cósmicas, que vai e vem, descemos na primeira estação, somos escravos do tempo.

 

A tristeza não nos abate, não abrimos a porta, e

Se a abrimos degustamos esperanças, tomamos

Porres homéricos com ela, saímos sem

Pagar a conta, a vida nos ensinou que a

Persistência faz parte da festa.

 

O oásis agora nos chama, ouvimos o sibilar dos

Ventos, corremos ao encontro dos ventos,

Banhamo-nos nas chuvas, agora não escassas,

Purificamo-nos.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

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