Guardei o mar
Guardei o mar, antes intenso, não pulei
A sétima onda, grafitei as areias molhadas,
Mourejei entre os raios solares, guardei
Os seus olhos antes de partir.
Gestei pensamentos retidos, engoli a
Seco o sal da terra, bebi da aragem que
Bronzeou a minha pele agora sem afagos.
A poética nada a braços largos, purificado
O adeus já não me fere, a insustentável leveza
Do ar percorre o meu corpo, sem medidas,
Continuo mergulhando entre sonhos e breves
Primaveras.
O tempo é o vento, escolho o voo absoluto,
indefinições já não fazem parte das minhas
dialéticas furtivas, as lágrimas ficaram estéreis,
Sonho em abrir o mar, emaranhado poetizo o seu
nome que agora flutua entre sonhos e distâncias
que não percorrerei.
Mas, não tenho palavras de rei, continuo a ser
um
Pobre mortal, passível de voltar atrás, abrirei
As portas para que o mar volte a navegar.
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