sexta-feira, 31 de julho de 2026

apoesiadeclaudioluzmarolas

 

Guardei o mar


Guardei o mar, antes intenso, não pulei

A sétima onda, grafitei as areias molhadas,

Mourejei entre os raios solares, guardei

Os seus olhos antes de partir.

 

Gestei pensamentos retidos, engoli a

Seco o sal da terra, bebi da aragem que

Bronzeou a minha pele agora sem afagos.

 

A poética nada a braços largos, purificado

O adeus já não me fere, a insustentável leveza

Do ar percorre o meu corpo, sem medidas,

Continuo mergulhando entre sonhos e breves

Primaveras.

 

O tempo é o vento, escolho o voo absoluto,

indefinições já não fazem parte das minhas

dialéticas furtivas, as lágrimas ficaram estéreis,

Sonho em abrir o mar, emaranhado poetizo o seu

nome que agora flutua entre sonhos e distâncias

que não percorrerei.

 

Mas, não tenho palavras de rei, continuo a ser um

Pobre mortal, passível de voltar atrás, abrirei

As portas para que o mar volte a navegar.

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