Renúncias
Renuncio, mas não capitulo,
Sou guerreiro de luz, não me abato
Com a solidão, faz parte da vida,
Em plenitude refaço-me.
Os projetos as vezes são sombrios,
Mas a superação vive acima de qualquer
Suspeita em mim, sou respostas validas.
Embriago-me com doses homéricas
De certezas, antes não tão absolutas,
Respostas me define, já não me afogo
No leito das ilusões sinuosas.
Curto a beleza dos espinhos, admiro as
Rosas admirais, flerto com o veto em pleno
Inverno, sou batizado.
Renunciar, para mim é algo nobre e puro,
Educo o meu espirito com o tempo
Presente, o ontem já sumiu, o presente
Me delicia, adapto-me, curvo-me entre eteceteras
E pontos finais, para uma nova batalha, em
Busca talvez de ti.
Não capitularei e nem dormirei no
Ostracismo dos quatros ventos, que
Sibila nos meus ouvidos uma canção de
Ninar, menina, vem me ninar.

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