Percepções
Não premedito, desacelero-me entre os
Momentos sublimes ou não, no fundo, nada
É pessoal, trago-me de volta, sou
Recomeço.
Meu coração não se cansa, intrepidamente
Ele renasce, afinal ele bate do lado
Esquerdo do meu peito, e o meu sangue é vermelho,
Ferve entre a brancura das nuvens negras.
As minhas sandálias não são a do Pescador,
Amarro-as entre nós, piso fundo, encurto
Distâncias, sou nômade em nome do
Passageiro.
Não há escuridão que apague a minha luz
Translúcida, clarezas veladas é um mote
Que estendo em meios as dúvidas substanciais.
Percebo sonhos futurológicos, busco respostas,
As distâncias são una, o horizonte é
Infinito, duplos mistérios permeiam a
Minha alcova, embalo-me nas cortinas, fecho
As janelas, inauguro um novo dia com
Perspectivas de um novo mundo, o amanhã
Já me chama, o passado que tome conta
De si.
Estou de volta a taberna!
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