sábado, 7 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzribaltas

Entre o palco e a ribalta escrevemos

 


Dedicado a Maria Lúcia

 

Vem, baila comigo, a liberdade

Nos acorda, o balanço das horas

Repassam a madrugada,

Somos Pas de deux em harmonia,

Com adágio voamos.

 

Os Cisnes negros estão dormindo,

Não os despertamos, desfilamos versos

Dançantes, somos nuvens que se

Modificam nos próximos atos.

 

Deleitamos na alcova, as cortinas nos

Desnudam, a luz tênue nos absorvem,

Externamos o Te deum,

Laudamus.  

 

Aguardamos na Coxia, enxugamos

As nossas ansiedades com o Pano

De Bocas, deleitamos na Ribalta,

Rimamos palavras livres, as luzes

Refletem os nossos corpos.

 

Escrevemos o scripit, somos mímicos,

Sem palavras saudamos

Os aplausos, vindo de uma folha

Em branco.

 

Fecham-se as cortinas, somos livres,

Damo-nos vida, somos reais.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998.

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