Entre o palco e a ribalta escrevemos
Dedicado a Maria Lúcia
Vem, baila comigo, a liberdade
Nos acorda, o balanço
das horas
Repassam a madrugada,
Somos Pas de
deux em harmonia,
Com adágio voamos.
Os Cisnes negros estão dormindo,
Não os despertamos, desfilamos versos
Dançantes, somos nuvens que se
Modificam nos próximos atos.
Deleitamos na alcova, as cortinas nos
Desnudam, a luz tênue nos absorvem,
Externamos o Te deum,
Laudamus.
Aguardamos na Coxia, enxugamos
As nossas ansiedades com o Pano
De Bocas, deleitamos na Ribalta,
Rimamos palavras livres, as luzes
Refletem os nossos corpos.
Escrevemos o scripit, somos mímicos,
Sem palavras saudamos
Os aplausos, vindo de uma folha
Em branco.
Fecham-se as cortinas, somos livres,
Damo-nos vida, somos reais.
Cláudio Luz/Luz do
Almada Souza
Direitos reservados:
Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998.

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