terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzclarim

O toque do silêncio         

 


Um clarim ao longe desperta-me,

Desvirgino a noite, peregrino

Poesias, infausto é o tempo, o vento

Clama despertando a aurora, vejo

O sol vestido de luz majestosa,

Levanto-me.

 

Levanto-me entre deleites sonhados,

Sou templário, não busco sacrilégios,

Sinto a razão do tempo, preciso correr

Para não perder o orvalho que vem

De ti.

 

Sacio-me só em te ver, que despertas

Arrumando as estrelas contadas na noite,

Sonhamos a dois, colhemos o café em

Gotas solúveis, o branco de sua alma

Me redime, estou salvo.

 

Não lamento pela chuva que cai,

Alegro-me com o calor da sua alma gêmea,

Que completa a nossa jornada, antes

De um novo toque do clarim que silenciará o dia.

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