domingo, 19 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzvermelhos

Detalhes vermelhos flamboyants

 


Os Flamboyants são eternos,

Desde o florescer das pétalas

Rubras, intensas, cor de fogo,

Exalando paixões, invadindo

O meu coração que agora se acalma,

Sem prantos.

 

Cuido-me em detalhes, as aparências

Já não são oportunas, o sangue gesticula

Nos meus sonhos, curvo-me durante

A caminhada, sou entreposto dos

Sentimentos que me assolam por mais

Um adeus sem hora marcada, questões

Do tempo que é eterno.

 

Agora flamejante caminho, a esperança

Renasce nesses dias de aridez romântica,

O por do sol está próximo, as estações

Me adorna, visto-me de sonhos, ilusões

E solidão já não faz parte do novo

Script que estou tentando reescrever,

Quando a acústica dos ventos não me

Faz ventríloquo, grito sem incomodar

O tempo, passageiro sou, sem agonia.

 

Cicatrizo os ferimentos, me entrego ao

Sibilar das águas que molham

O meu corpo solitário

 

Não inerte, caminho

Ao encontro dos Flamboyant

Que virá em outubro, reavivando

O meu riso do qual eu nunca vou abdicar.

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