sexta-feira, 10 de abril de 2026

apoesiadeclaudioluzsatusquo

Status quo

 


Nem tudo são paradigmas,

Nem o amor foi inventado, somos

Mascaras que caem na noite eterna.

 

Nem tudo é status quo,

As nuvens são passageiras,

o horizonte é eterno,

bebemos chuvas em estado

verticais, somos a sede.

 

Quando nada é natural

Mergulhamos no dia, bebericamos

a noite em doses homeopáticas,

Somos nevoas.

 

Dosamos o amor, nada nos é dado,

O tempo serpenteia, pelas estradas

Somos o caminho limítrofe, somos

Da guia, profanamos a rosa cálida,

Ferimos os espinhos, podamos sangues,

Não somos frutos, sonhamos que

Sim.

 

Parcos são os deuses, numa época

Que reina a confusão somos súditos,

Reinamos entre o joio e o trigo,

Somos farinha do mesmo saco,

Costuramo-nos, somos agulhas

Em busca de um palheiro imune

Ao fogo.

 

Somos o estado que nos encontramos,

Salve, lindo pendão da esperança, que

Deus cuide de nós, oh! lábaro que reflete

O esperado pendor.

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