Mea culpa
Sinto-me em estado pleno,
Estou febril, o sol não me queima,
Perdoe-me, sinto muito por pensar
Que o amor é cego.
Errei em ouvir os soluços do outono
Atropelando o vento, ferido ficou o
meu coração que bate num descompasso
monótono e febril.
Deliro entre madrugadas,
Jogo palavras ao vento, a
Insensatez não me atropela ao
Falar do amor, ainda latente em mim.
Peregrino como um nômade, cego os
Meus pensamentos, a paixão queima
Os raios solares, que antes bronzeavam
As nossas peles simbólicas, agora passageiras
De tempos passados, apenas metáforas
Guiam-me, distancio-me entre deleites
Sombrios, as estrelas nascerão mais uma vez.
Somos agora o que expressamos, perco-me
Nas madrugadas esperando a cor purpura
Que virá dos seus olhos, cor azul anil.
Per Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.
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