O poeta de Pirangi

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O Poeta de Pirangi

sábado, 12 de setembro de 2026

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 Mea culpa

 


Sinto-me em estado pleno,

Estou febril, o sol não me queima,

Perdoe-me, sinto muito por pensar

Que o amor é cego.

 

Errei em ouvir os soluços do outono

Atropelando o vento, ferido ficou o

meu coração que bate num descompasso

monótono e febril.

 

Deliro entre madrugadas,

Jogo palavras ao vento, a

Insensatez não me atropela ao

Falar do amor, ainda latente em mim.

 

Peregrino como um nômade, cego os

Meus pensamentos, a paixão queima

Os raios solares, que antes bronzeavam

As nossas peles simbólicas, agora passageiras

De tempos passados, apenas metáforas

Guiam-me, distancio-me entre deleites

Sombrios, as estrelas nascerão mais uma vez.  

 

Somos agora o que expressamos, perco-me

Nas madrugadas esperando a cor purpura

Que virá dos seus olhos, cor azul anil.

 

Per Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.

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