O poeta de Pirangi

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O Poeta de Pirangi

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

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Solitude


A vida não me basta, assim a

Arte me completa, ando com fé,

A solidão não toma conta dos meus

Versos, sou arauto, alinhavo a alma,

O deserto não me desperta,

Sou um oásis de iluminuras medievais,

Trago a luz.

 

Os cuidados são eternos, luzes

Bailam com se fosse um corpo só,

As sombras se atraem, as plumas

Rebatem no meu rosto, a chuva cai,

Inundo-me.

 

Respingo palavras, talvez, se eterna percorrerá

O infinito, sinto os seus olhos quando me

Lê, molhas o papel Couché, versátil são os seus

Sorrisos cotidianos, te amo.

O Caos adormeceu, colho flores

Debaixo do sol inclemente, a

Primavera está florescendo, o

Equinócio desponta no oriente, terei

Noites iguais até o Solstício clarear

Os meus olhos, quando eu despertar

Da solitude, já que a primavera está

Batendo na porta entreaberta, deixarei

Ela entrar com flores, espinhos

E brisas matinais.

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998

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