Solitude
A vida não me basta, assim a
Arte me completa, ando com fé,
A solidão não toma conta dos meus
Versos, sou arauto, alinhavo a alma,
O deserto não me desperta,
Sou um oásis de iluminuras medievais,
Trago a luz.
Os cuidados são eternos, luzes
Bailam com se fosse um corpo só,
As sombras se atraem, as plumas
Rebatem no meu rosto, a chuva cai,
Inundo-me.
Respingo palavras, talvez, se eterna
percorrerá
O infinito, sinto os seus olhos quando
me
Lê, molhas o papel Couché, versátil são
os seus
Sorrisos cotidianos, te amo.
O Caos adormeceu, colho flores
Debaixo do sol inclemente, a
Primavera está florescendo, o
Equinócio desponta no oriente, terei
Noites iguais até o Solstício clarear
Os meus olhos, quando eu despertar
Da solitude, já que a primavera está
Batendo na porta entreaberta, deixarei
Ela entrar com flores, espinhos
E brisas matinais.
Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº.
9.610/1998
apoesiadeclaudioluz.blogspot.com
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