domingo, 1 de junho de 2025

apoesiadeclaudioluzPedaços da vida efêmera ("ephḗmeras")

Pedaços da vida efêmera ("ephmeras")

 


Bate, bate coração, pensamentos efêmeros,

Transpirando sonhos que ateve o

Amanhã, que não se restrinje além do

Necessário, entre a "Urbi et Orbi"

e a circunscrição laterais, sem causar danos

obtusos, que não colaterais.

 

Ah! Vida inplana, dias de efemérides,

Santos do dia, vésperas de tudo,

Dia de nada, apenas mais um dia de

Sonhos ou pesadelos constantes.

 

Caminhamos lentamente, somos latentes

Em busca do improvável, provável talvez,

Entre multidões caminhamos, somos

Estrelas cadentes em busca do

Chão que um dia nos acolherá.

 

Somos efêmeros um dia após o outro,

Sempre!

sexta-feira, 30 de maio de 2025

apoesiadeclaudioluzaterraeazul

Penumbras siderais


Não posso sair correndo agora,

Observo a rendição das melancolias,

Quando os meus pensamentos são

Envolvidos pela atmosfera, entre

Cores suaves e uma sensação de

Mistério.

 

Observo o firmamento,

Introspectivo em pensamentos

Sinto o seu ser torna-se para

Mim, entre o crepúsculo e o concreto,

Sonhos abstratos, entre sorrisos,

Que sugere um eclipse parcial.

 

O ambiente as vezes se tornam sombrios,

Busco o Umbral/Purgatório, vejo sombras refletindo

Luzes siderais, divago palavras

De salvação, que ecoa sobre os céus,

Agora brilhante,

Sou Apoema,

 

Certeza,

Sou Iuri Gagarin,

exclamando: Vejo a Terra.

Ela é azul.

 

Busco por respostas em um mundo

Incerto e cheio de penumbras siderais.


quinta-feira, 29 de maio de 2025

apoesiadeclaudioluzandarilho

Vou vaguear pelo seu solo sem fim

 

Promessas para minha terra natal



Vou vaguear pelo seu corpo

Diuturnamente, voando entre

As suas serras, nominadas de

Jussara, Vinháticos, não sinuosas

Como a do Marçal.

Alçarei voos entre precipícios,

Propícios, entre escolhas nadarei

No Rio Almada ("al-ma'dan"), ou nos lagos, não morrerei

Na Água Sumida, pois não solverei mais

As águas ardentes daquele alambique da

União Queimada, deixadas de ser produzidas

Após Ermiro, ter ido, sem se despedir.

Vaguearei em direção a Sagrada Colina, andarei

Entre as artérias, de norte a sul, entre

BA’s e BR’s, buscando recordações, causos

E ocasos agora invisíveis.

Visitarei lapides, recordarei a antes

Altaneira, guiarei os meus olhares desde a nascente

Até o poente, num esgueirar, tentando me livrar

Das doces lembranças, para não

Vaticinar, o que será do amanhã, 

Que se perdeu no final do ontem, onde a luz do

Túnel se apagou.





quarta-feira, 28 de maio de 2025

apoesiadeclaudioluzO meu amor bucólico por você

O meu amor bucólico por você


Caminho ao encontro do vento, que

Afaga a minha face

ingênua, simples ou pura,

afago cada passo não arcadiano

que sou.

 

Ah! Natureza que me consome nas

Escuridões, nos repastos da vida,

Sem procriações, extensivas aos

Jardins não suspensos, onde o perfume

Das rosas não plantadas tem cheiro.

 

"Lumen gentium", luz do mundo, sal da terra

Não arada, alegria e esperança, sem entrechoques

Que querem se eternizar, nos escuros dos dias

Ou nas luzes das noites, que nos absorve, entre

Idas e vindas incontidas do nosso viver,

Dia após dias.

 

Entre conflitos caminhamos, somos paz, às vezes

Guerra, sem estratégias aparentes,

Mas como o sabor incomparável de

Superações presentes, que ensopa as nossas

Rubras faces em tempos de "Gaudium et spes",

Em tempos de armistícios incondicionais.

 

Cláudio Luz

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Eu te desejo

Eu te desejo



Te digo no silêncio, pureza d’alma

Que caminha incógnita entre luzes

Que não podem ser apagadas, enquanto

almas gêmeas somos.

 

Eu te desejo que singramos juntos

"embora pequena, a embarcação nos cabe,

Entre as águas caudalosas do Rio Almada

Que desagua na robustez do Atlântico"

Que te contempla mais do que eu.

 

Eu te desejo, agora mais do d’antes, que

No silêncio da noite ou em meu olhar...

Você continue me tendo como uma

Verdadeira paixão, entre reciprocas

Encantadoras, luares de maio que se finda,

Nuvens que irradia luzes, entre imagens

Distorcidas que tentamos decifrar, entre

Correntes de ar que enche de desejos

Os nossos sonhares.

 

Eu desejo... mais do que isso para nós

Dois navegar.


domingo, 25 de maio de 2025

apoesiadeclaudioluzinsensato

Insensatez em não te amar


Aprendi amar com o sol, embora estivesse

Frio,

Vi nas cores dos seus olhos a pureza do

Tempo,

Tentei aventuras, sonhar como Ícaro, voltei ao

Chão,

Tenho insistido: O amor é um milagre

Latente, que faz bater aceleradamente o

Meu coração, tergiverso, mas não evito

O real amor “não insensato” que habita

Em Mim.

Isto posto,

Tenho gostado de te amar, é um milagre”.

Quando não contraria tudo,

Quando contraria a lógica das coisas,

Mas, eu seria insensato em não te amar.

sábado, 24 de maio de 2025

apoesiasabadaldeclaudioluz

 

Quando eu preciso de vo

 


Para Maria Lúcia/Amorzinha

 

Quando eu preciso de você

Eu apenas sonho e tudo que

Eu te desejo flui do seu coração

Que ampara o meu.

 

Te aqueço, não te esqueço em nenhum

Momento, seja dia ou noite, manhã,

Tarde, madrugada, enfim sou sonho

Quando sinto as batidas do seu

Coração, que aquece-me tirando sono

Profundo, não perdido nas neblinas, que

Beira como um novo amanhecer atemporal,

Déjà Vú, em pleno inverno que tão

Quente se aproxima.

 

Beijo os teus olhos, sinto o gosto

De maçã nos seus lábios que molha os

Meus, num frenesi constante, quando

Toco as suas mãos que não as beijava,

Entre distâncias que agora não nos corrói,

Constrói abraços, entre o poente e o

Ocidente que agora percorremos, sem

Preocupações, pois não precisamos precisar,

Se estamos unidos num só sonhar.

 

Oh! My love!, grito quando eu preciso

De você.

 

Cláudio Luz