quarta-feira, 19 de agosto de 2026

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Releituras superficiais

 


Não era para ser um adeus,

Precocemente preferimos a

Sonoridade isolada, a imagem poética

Foi quebrada, tal qual o espelho

Que nos refletia ao sabor do tempo,

Ficamos no Deus dará.

 

Não recolhemos os fragmentos, agora

As palavras estão jogadas ao léu, o vento

Se encarregará de recolhe-las ou as

Dispensar nas ressonâncias agora

Invisíveis.

 

O sol já não nos aquece, somos órfãos do

Calor, agora não tão intermitente, olhamos para

O vazio que corta as nossas peles sem

Bronzeamento.

 

A noite é de cristais recolhidos das

Areias voláteis, não voamos, evaporamos

Nas nevoas cabalísticas, que sempre nos precedeu.

 

Fomos compulsoriamente expulsados do paraíso dos

Amantes ausentes, caminhamos sem rumos

Aparentes, estamos ausentes um do outro,

Perco-me em releituras esquecidas,

Nas gavetas, apalpo os rascunhos das poesias

Que um dia talvez recitarei para ti.

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

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