O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

terça-feira, 15 de setembro de 2026

apoesiadeclaudioluzbailarina

Bailarina

 


Te peguei num Pas de Deux, dançamos

Em frente ao Teatro dos Ilhéos, olhos nos olhos,

Mãos nas mãos, verdades sem mentiras nos

Uniram.

 

Éramos dois, sem máscaras e fantasias,

Nos desnudamos sem ouvir o “Quebra noz” de

Pyotr Ilyich Tchaikovsky, a dança dos Cisnes,

Não estava lá.

 

Observamos o Rio Almada de longe, pois

Vinha da Barra de Itaípe, sem juntar ao

Cachoeira na Baia do Pontal.

 

Desfrutamos as serestas do Heloisio,

 

Fomos amantes sem limitações.

 

Debruçamos entre mesas, banhos de conchas,

Solvemos cervejas, o bronze foi natural, dourados

Ficamos.

 

Fomos felizes nos dois pra cá e dois

Pra lá, dividimos leitos amorosos, não

Engolimos as dúvidas, procuramos o

Pretérito Mais-que-perfeito: uma ação que nunca

Aconteceu.

 

Agora próceres, somos apenas saudades,

Optamos por uma separação pelo que nunca

Existiu.

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