Bailarina
Te peguei num Pas de Deux, dançamos
Em
frente ao Teatro dos Ilhéos, olhos nos olhos,
Mãos
nas mãos, verdades sem mentiras nos
Uniram.
Éramos
dois, sem máscaras e fantasias,
Nos
desnudamos sem ouvir o “Quebra noz” de
Pyotr
Ilyich Tchaikovsky, a dança dos Cisnes,
Não
estava lá.
Observamos
o Rio Almada de longe, pois
Vinha
da Barra de Itaípe, sem juntar ao
Cachoeira
na Baia do Pontal.
Desfrutamos
as serestas do Heloisio,
Fomos
amantes sem limitações.
Debruçamos
entre mesas, banhos de conchas,
Solvemos
cervejas, o bronze foi natural, dourados
Ficamos.
Fomos
felizes nos dois pra cá e dois
Pra
lá, dividimos leitos amorosos, não
Engolimos
as dúvidas, procuramos o
Pretérito Mais-que-perfeito:
uma ação que nunca
Aconteceu.
Agora próceres, somos apenas saudades,
Optamos por uma separação pelo que nunca
Existiu.

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