terça-feira, 22 de julho de 2025

apoesiadeclaudioluzEntre o sagrado e o profano

Entre o sagrado e o profano


O amor que sinto por você é

Sagrado, sempre sagrado será,

Reverenciado entre o nascer e o

Pôr-do-sol.

 

Sinto as transmutações não

Artificiais das estrelas seculares,

Espiritualmente não nos equivocamos

Quando caminhamos entre sonhos que

Anteverão o que virá.

 

Procuramos o profano, Santo é um só!

Que rege as esferas, que nos circundam,

Entre gotas de chuvas torrenciais, quando

Nos unimos entre encontros, sem

Desencontros que não almejamos que

Se tornem reais.

 

Somos lábios, beijos, abraços em oblações,

Adorações insones, orações que nos

Movem, quando queremos ser um só.

 

Sem nos dividirmos, apenas fomentando a

união do Sagrado e o Profano,

que nos purifica em noites de chão de estrelas...

Caminhos de luzes que brilham em nossos

olhos sem citações, só propósitos

"de ser sempre nós" ou "de continuarmos a ser nós”,

profanos ou sagrados continuaremos a

beber do Cálice Sagrado, em busca de

purificação.

domingo, 20 de julho de 2025

apoesiadeclaudiluzdominicalejuliano

Lua de Saturno

 
Para Maria "Amorzinha" Lúcia


Viajarei para Saturno com você,

Farei alianças de eterno amor,

Entre os anéis, que cobrirão os

Nossos dedos, profusão

De juras, que não se romperão

Entre os outros planetas, que

Nos circundam em noites de luzes.

 

Seremos signos opostos, promessas

Diárias, poeira dos astros, entre

As estrelas e o firmamento que nos criou.

 

Somos naves (especiais) espaciais,

Voamos em absoluto destino, sem

Asas, mas com os corações inflados,

Almas continuas, somos nós, flutuando

Como anjos, almas gêmeas de mundos

Que nos unem desde agora e

Para sempre.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

apoesiadeclaudioluz,tolices

Que mundo tolo


 

Que mundo tolo seria este, se eu quisesse

Parar os sonhos antes de acontecer,

Poderia perder a minha infância

Para que a minha adolescência não ver a

idade adulta nascer.

 

Que mundo tolo seria este, se eu não

Segurasse nas mãos dos meus

Pais para dar o primeiro passo.

 

Que mundo cão seria este, se eu não

Derramasse lágrimas pelos que ficaram

Nos caminhos da inexatidão das minhas

Orações.

 

O que será deste mundo, onde pernoito

Entre sonhos, ocasos, mas acordando com

Mais vontade de viver.

 

Seria o mundo tolo?

domingo, 13 de julho de 2025

apoesiadeclaudioluzmeensinetigresa

Me ensine Tigresa



Oh! Tigresa

Quero que me ensines quando

Eu caminhar sob estrelas,

No céu da sua boca, deslizando

Entre os seus lábios, cor de safari,

Entre savanas, ventos uivantes

Sem fim.

 

Ensina-me a te beijar entre o

Kilimanjaro, até as serras que

Circundam as nossas cidades

Eternas, que transcendem entre a

Terra e os céus e o volume dos

Seus cabelos.

 

Ensina-me a te abraçar, como

Se não houvesse precipícios para

Transpor ou muros para pularmos,

Como se não fossemos da mesma

Espécie, em não extinção.  

 

Ensina-me a te querer muito mais,

Mas do que te quero, quando desafias

O tempo que urge, entre ruas desertas

E o ultimo degrau da Igreja Matriz.

 

Não me ensine, jamais a não te amar

Como eu te amo e nem a desejar

Os últimos suspiros que soprará

Quando eu me for.

 

Me ensine Tigresa, ou ensinarei

Você.

 


apoesiadeclaudioluzdominicaleinvernal

O que importa?


O que importa se as rosas dos

Seus lábios não são calientes

Como em maio, nuestros

Sonhos agora de inverno, que

Nos aquecem quando aguardamos

O verão primaveril.

 

O que importa se embaraçamos

Dizeres sem querer, querendo

Nos afogar em plena praia,

Entre nevoas cinzentas que impedem

O sol de nos bronzear.

 

Ah! Infinita beleza, translucida,

Entre Hocus Pocus, juras eternas,

Que transcendem o dia de domingo

Que já nos justificou. 


Entre espirais, sombras que latejam como espíritos

Zodiacais, quando não somos do mesmo

Signo que nos atraiu, entre juras e

Lampejos, cortinas desfeitas, entre

Gritos e sussurros, que nos fascinam.


Entre nuvens e ondas voláteis que

Escorrem entre os nossos dedos,

Quando em apelos perguntamos o

Que importa?

 

Cláudio Luz

quarta-feira, 9 de julho de 2025

apoesiadeclaudioluznumportoseguro

Ao Longe os barcos aportam

Barco no mar por do sol pinturas para a parede • quadros noite, escuro, luz  solar | myloview.com.br 

Ouvirás os barcos, que vão deslizando

Entre os seus sonhos, em busca dos

Meus, quando navegamos no silêncio

Das utopias, entre suaves balanços,

Quando não nos cansamos de singrar,

Entre o mirante, mas próximo dos céus.

 

Somos anjos, não natimortos, não

Importa as semanas em que não

Vivemos, não somos plantas pisadas

Em jardins, Édens talvez.

 

Somos corpos desnudos, ouvindo o

Canto das sereias que tremulam

Nas escuridões dos signos zodiacais

Que permeiam o firmamento, fazendo-nos

Sonhar.

 

Ouvimos faróis que nos guiam em

Reluzentes luzes, não deixando que

Viemos a sangrar entre bancos de areias,

Corais e águas torrenciais, apenas

Águas de navegantes guiados pelas

Estrelas de norte a sul.

 

Somos águas não rasantes, profundas

Em sonhos, delegando áureas, mergulhando

Entre águas turvas, nevoas sublimar,

Amantes embarcados no mesmo porto,

Ancoras deslizantes que não nos amarram

Para irmos a qualquer destino que seja

Do nosso querer. La nave va.

 

Terra à vista!

 

Cláudio Luz

apoesiadeclaudioluzretroativa

La tulipe noire

Folha de Poesia: AO LONGE OS BARCOS DE FLORES (Camilo Pessanha) 

Quando os seus olhos me cristalizaram, envolvendo-me

Como em ondas dos seus cabelos, agora

Negros.

 

És tulipa, flor amorosa que brota no cais

Do meu coração, quando o amor entra por

Um desvio.

 

Bebo vinho em sua tulipa negra para

Aportar no seu navio.

Não existe cais, só desvios e desafios para beber

O seu corpo a La Tulipe Noire.

 

Você me deixa louco e tonto, surdo e

Cego, como se fosse, minha dona.

 

Me beija na nuca. Ah! Insensatez quando

Eu penso em você pelo avesso.

 

 

Deveras o equinócio aproxima-se

 

O equinócio aproxima-se como esferas glaciais, sem remorsos só quero me lembrar do que em mim para sempre é amor.

Só quero lembrar-me entre os céus e as estrelas, entre ondas que navegam no meu coração agora solitário, não só nesta noite pois, sei que nada mais será como antes, ou será?

Não desejo novas aparências, essências talvez importe nesta noite quando as estrelas prenunciam um novo Horizonte, ascendentes talvez.

Somos mutantes, esquecemos que esquecemos de nos esquecer quando esquecemos que o sol brilhará mais uma

vez amanhã.

É início de madrugada, o meu coração não dorme esperando você chegar, um coração que já bate pouco quando você não vem, solidão talvez, com os seus olhos de tigresa que sonda os meus pensamentos, afogando-me quando caio como anjo alado, dos altos céus para o seu peito ofegante, sinto o seu toque, sou altar entre lençóis onde você deposita-se como oferenda, fazendo-me sentir um só corpo, entre realidades e sonhos nunca D'antes navegados, entre saudades, não me diga que não.

Setembro se aproxima-se, deveras o equinócio já está desnudando as tristezas só por amor que nos é como sempre filial.

 

Eu quero te ler

 

Eu quero te ler entre os meus versos, brilhantes, opacos,

Ressentidos de lembranças

E falsas esperanças.

Eu quero te ler, te levando entre

Palavras, provérbios talvez.

Eu quero te ver neste inverno, desnudada

banhando-se, na penumbra

Do sol encoberta por nuvens invernais.

Eu quero beber com você um bom vinho, entre

O piano que não te vi você tocar.

Eu estou te vendo, apenas o que não

Tirei dos teus escritos.

Eu quero te ler!

Poxa!

 

O caos que nos completa

 

Amo-te em poesias,

Dispenso a distâncias, te leio entre as chuvas

Que agora cai, seus versos me molham, encharcar-me como ébano, flores de lótus e tecidos de seda que cobrirá

O seu corpo poético que um dia, talvez.

Talvez, sim, entre estrelas e nuvens

Passageiras que flutuam entre as distâncias que não está em mim e nem

Em você.

Completo-me em seus versos e nos

Meus.

Deu pra ti.

O caos existe e está nos consumindo, entre amores que nos ressuscitará, agora.

Te amo entre o caos e a ressurreição do que quero de ti.

 

Imaginações

 

Imaginações que brotam forte,

fazendo crescer o amor, acompanhado de ventos fortes, infinito perfeito que bate nas nuvens e abala o firmamento que

Vem do seu íntimo cheio, cheio de imaginações, ilusões talvez.

Imaginações, que vêm impregnadas

De dentro de ti, alada, em companhia

De Orfeu ou Bachus, violinos,

Ou apenas letras que nos banham,

Entre vinhos e músicas que nos faz

Dançar.

Inspirações que seguem antes da chegada do cometa ou da próxima grande lua que entre nós habitará,

Tímidos em imaginações, talvez,

Felizes sim.

 

Solidões

 

Em cada esquina, mesas de bares vislumbram

A natureza que invade a minha alma entre versos e juras de

Amores de perdições, todo poeta é triste quando

Escreve versos, observando folhas secas que caem representando

Um amor que se foi.

Incomensuráveis são os meus sentimentos, latentes que buscam

O inadiável que nos ofusca agora mesmo perto de ti entre

Fotografias registrando um passado não distante das escuridões,

Que nos envolviam entre olhares, gestos, de um correr para o outro,

Entre juras secretas, extinguindo o passado, em busca de um presente

Que queremos que não se cale por inanição de declarações e juras,

Inapeláveis são, mas entre o mediterrâneo, tridimensional

Vislumbro o seu corpo entre lençóis banhados no Rio Almada,

Entre o Rio Cachoeira, sangue que brota do meu coração buscando

Mais uma vez a ti

Sou peralta agora perambulo numa estrada

Infindável, perceptível, percorrendo de novo imagens adormecidas

De esperanças, relembrando prefixos e sortilégios, sem artifícios,

Beijando em sonhos o seu olhar que diz sim, finalizo

As nossas solidões.

 

Sem amor

 

Você não sente o sol crescendo

Dia a dia, é um jeito de fazê-la sorrir, não é tão difícil se você souber como

Nós iremos dançar nosso blues.

Se eu estou me sentindo bem pra você

E você está se sentindo bem pra mim,

Não há nada que não possamos fazer ou dizer,

Sentindo-nos bem, sentindo-nos legal, imortal,

Não imoral, descompassando passos

Para os lados, em torno do partir daqui, antes do pôr-do-sol.

Sem amor, onde você estaria agora

Sem amor,

Sem amor e blues, onde você estaria agora?