sexta-feira, 7 de novembro de 2025

apoesiadeclaudioluzdeclamaçao

Eu te declamo

 


Eu te declamo, em versos

E risos, debulhando pétalas

De rosas, cicatrizando

Os espinhos com a seiva que

Correm em suas veias, latentes.

 

Eu te declamo, na calada da noite,

Entre sonhos expostos nas estrelas

Cadentes, quando fecho os meus

Olhos, suplicando um desejo,

Ardente.

 

Eu te declamo, entre desenhos

De tatuagens abstratas,

Formas de amor eterno, que

Nos sufoca nas primeiras horas

Do dia, vivemos.

 

Eu te declamo, entre os meus

Olhos e os seus, que sorri entre

Labirintos que tem a forma

De uma Rosa versada, colhida

Nas inspirações que me faz

Te declamar.

 

Por isso eu te declamo!

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

apoesiadeclaudioluzmarialucia

Encanta-me 

 

                               


Maria Lúcia

 

Encanta-me, você única mulher

Que dorme nos meus sonhos,

Quando eu levito, alimento-me do

Seu porvir que nunca tarda.

 

Encanta-me, quando o pulsar de

Suas pálpebras iluminam-me,

Sou alma que se estreita em

Seus braços, abraço-me.

 

Encanto-me, quando os nossos

Pensamentos se completam, em

Dias repletos de luares, com

Certeza os do mês em curso.

 

Encanto-me, quando me encantas,

Sem medo de desencantar, corro

Para os seus sonhos, que nos

Eterniza ao nos perdoar.

 

Encantamo-nos nas manhãs, nas

Tardes, nas noites e nas

Madrugadas afins, sem fim,

Só encantos.

 

Cláudio Luz

terça-feira, 4 de novembro de 2025

apoesiadeclaudioluztributoaLôBorges

A esquina transversal

 


Espirais, o Clube da Esquina

Está desfalcado, Lô Borges

Agora faz parte das estrelas,

Encantou-se.

 

A escala musical está partida,

O violão agora encontra-se

Em prantos, lamentos.

 

O jazz, agora Jaz, os mesclados

MPB, Rock, Bossa nova e ritmos

Latinos americanos, calaram-se,

Musicas no ar pairam, estamos

Mudos.

 

No céu tem outro céu,

A lua é de papel, as nuvens

Viraram éter e a música

Mesmo muda não quer calar.

 

Mais um adeus nos rompe,

A Paisagem da janela, agora está fechada,

O Clube da esquina encontra-se

Em recesso não permanente,

Amanhã abrirá!

apoesiadeclaudioluzsuperlua

Encantos da superlua


Eclipse pairam, o Sol ausenta-se,

A Superlua gesta, iluminando os

Santos Planetas, o amor renasce

Em plena primavera que se esvai.

 

O Céu está fertilizado, esperamos

Frutos amorosos, a sensibilidade

Aflora, tez em erupções, abraça

Os nossos sonhos.

 

O Sol recolhe-se a alcova descortinada,

Luz tênue banha os nossos olhos,

Somos experiências da natureza.

 

O Mar evolui em ondas, para chamar

Atenção faz marolas incessantes,

Os nossos corpos dançam, as flores

Serpenteiam ao som dos ventos

Perenes.

 

Os sonhos evoluem, pairamos

Na noite para ouvirmos o estilo

Barroco “Das quatros estações” de

Vivaldi, encantamo-nos com o eclipse

Que em breve virá.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

apoesiadeclaudioluztocata

Tocata com um punhal


Versos são para ser meditado

lendo as entrelinhas, santo ou

pecador, vulgar ou invulgar, assim

o poeta sangra, sem esperar os

louros da vitória ou aplausos que

contestam as infinitas mentes que

os lê.

 

A palavras planam no ar, o punhal rasga

As cortinas, a tocata, sim a tocata

Que antes era dedilhada nos teclados,

Assume o risco de ser apunhalada

Pelas costas, ledo engano.

 

Sinto-me calado, ao meu lado está

Sentado a descrença que dúvida se

O infinito está próximo, ou a morte

Que o está apedrejando.

 

O eterno pode ser estéril, mas

O inconformismo de duvidar da fé

De um poeta, é temerosamente o

Fim, afinal todas as palavras as

Vezes são cínicas e os comentários

Dos que não tem sensibilidade,

Declamarão os seus nos quintos dos

Infernos.

domingo, 2 de novembro de 2025

apoesiadeclaudioluzintolerancia

 Intolerâncias não poéticas

 


Terço versos que podem

Ser questionados, não pela

Fé, pois cada um concebe o

Que é exato ou inexato ao

Bel-prazer.

 

Católico, Agnósticos, Céticos e Ateus!

Inspirações não tem exatidão,

não discordo de Friedrich Wilhelm

Nietzsche e nem tão pouco de

Albert Camus, e nem tão pouco

O tamanho da fé ou da má-fé

que cabe no coração de cada um.

 

Cristianismo, Budismo, Hinduísmo

E demais, respeito todas, mas indelicadezas

Não fazem parte do meu contexto

Poético.

 

Cláudio Luz

apoesiadeclaudioluzquovadis

Senhor, quando é que te vimos

 


Estamos desnudos, a romaria

Não nos acompanha, somos

Incrédulos nos dias de vida,

Anjos decaídos, talvez.

 

As trombetas tocam, os pássaros

Em revoadas, derrubam chuvas

De graças, estamos nus, com

Fome de fé. Eis a pergunta:

Senhor, quando é que te vimos?

 

E o Senhor dirá: “Afastai-vos de Mim,

Vistes a luz e preferiram as

Trevas, as minhas palavras soaram

Como trovões e você não a

Escutaram”.

 

O sol declina, o tempo final urge,

Ainda há tempo de Glória, quem

Sabe para aonde iremos ou para

Onde vais!

 

Somos passageiros, buscamos estações,

Periodicamente somos risos, ilusões

À parte, somos lágrimas também!

 

Quo vadis, “Para onde você está indo?