terça-feira, 9 de dezembro de 2025

apoesiadeclaudioluzcomhoras

Havíamos marcado hora?

 


Não marcamos horas com o amor,

Reflexões Sacras, frases mágicas,

Espontaneidade no tempo e lugar não

Combinados, o encontro

Foi mágico, apenas aconteceu,

Caso do acaso.

 

Parece que foi ontem, o escrito

Nas estrelas não sofreu mutações,

O princípio do primeiro momento

Continua combinado, somos risos,

Beijos e abraços sem cerimonias.

 

Brindamos o encontro, o nosso

Lugar está preenchido, os lagos

São profundos, água viva que

Não nos consomem.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

apoesiadeclaudioluzpoetaadormecido

O despertar de um poeta

 


O poeta sonha acordado,

Sonha com o amanhã ainda

Em gestação precoce, sonha

Com o amor latente, com

Os raios e tempestades do

Dia 4 de dezembro.

 

O poeta sonha com as proteções

De Santa Bárbara, turbilhões

De inspirações não calam, declamações,

Devoções que não o assombra e

Nem o deixa esmorecer.

 

Afinal todos nós somos poetas,

Quer pela pequenez dos pecados

Temporais, ou perdões que não chegam.

 

O poeta ouve ecos silenciosos, mergulha

Entre brumas passageiras, entra sem bater,

Ama como se fosse um deus de ébano,

Perfuma a amada, transpassa em favor

Das inspirações concebidas, dorme

nos braços estendidos da alcova,

entre fronhas,

travesseiros e lençóis, transparentes.

 

Os pesadelos são anunciados, o factual é vero,

Como disse o folclórico poeta insano:

"nem toda ausência é presença"

 

Então, o poeta regozija-se ao se despedir do sol,

beijar a lua que fecunda novas sementes

para o amanhã poetizar, com o esquecimento

dos acontecimentos, que não o impediu de sonhar.

 

Afinal, um poeta não tem honra em

Sua terra, a seara continuam, a colheita

Esta salva, os ceifeiros nem sempre

Colhe uma poesia, composta pelo

Poeta acordado.

 

 

Cláudio Luz

 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

apoesiadeclaudioluzluscofusco

Lusco fusco


Viajo entre o transitório e o velejar

das tardes, nunca é absoluto,

o sol se põe, a lua sobe ao palco, somos

autores, nem sempre aplausos ecoam

ao fechar das cortinas, somos

atos, isso é fato.

 

O amor é cego, alma não se altera,

Somos escravos das palavras, criamos

Provas a nosso favor, nem tanto,

O remoto nos guia, dedos trêmulos

Vadiam, somos notívagos.

Bebemos do cálice, enquanto não

Calamos, somos produtos do meio-dia,

Termo que sim.

 

As orquídeas negras nos aspiram,

Pólens tergiversam como num baile

Matinal, vereditos nos absorvem,

Estamos livres, os sonhos flertam,

Somos melodias que harmonizam o

Amanha, não mais lusco fusco.

 

 

APOESIADECLAUDIOLUZPERFIL

Retrato em preto & branco


Sou Cláudio Marcelo da Luz Souza, filho de Itajuípe, nascido em outubro de 1956, assino Cláudio Luz como poeta e historiador por opção.

Publico diariamente no meu blog:

apoesiadeclaudioluz.blogspot.com, que conta até presente data de hoje com 51.228 acessos.

Ainda público notícias gerais nos blogs de minha responsabilidade

correioitajuipense.blogspot.com, 636.684 acessos

Academiaalcooldeitajuipe.blogspot.com, com 136.479 acessos

correioitajuipensedenoticias.blogspot.com, com 63.972 acessos

Obras literárias:


Nostalgia do que se foi - (Poesias), Lançado em 2025)

Futuros lançamentos no prelo:

Poesias do Almada - (Poesias),

Deixa que eu conto - (Casos e causos Pirangiense e Itajuipense),

Logos Existo (Poesias)

Sinopse do meu amor por ti (Poesias).

apoesiadeclaudiolu\preto&branco

Retrato em preto & branco

 


Verdades, a vida me fascina,

Deleito-me, La dolce vita me

Completa, aproveito os bons

Momentos, deleito-me com os

Meus escritos, sou sonhador.

 

Não pergunto a inevitável morte,

A vida agora é necessária, Beleza

Pura, a água está doce, molho-me,

Afogo-me nas inconstâncias do

Meu eu, abraço o concreto,

O luxo ainda não me pertence.

 

Choro as mortes, lamentos faz

Parte da vida apressada, monotonias

São escorregadias, não me curvo.

 

Colho caminhos, estradas nunca

Percorridas me acendem, fixo

O infinito, ali está, os meus olhos

Marejam, sinto os açoites do vento,

Fagulhas perfuram-me, sou fogo que

Não se apaga, sou destrinchador

De palavras passageiras.

 

Nada é eterno, só os papéis amarelam

Com as toscas letras tortas que clamam

No deserto dos corpos, pueris

Sonhos, retratos em preto & branco

Fazem parte das paisagens, que faz

Os meus olhos brilhar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

apoesiadeclaudiosemasas

És mais do que amor, capitulo


Esqueço de mim, entro em

Redemoinhos, sou espumas,

Aniquilo-me, rendições

Incondicionais, não protesto,

Resigno-me, sou amor, o

Seu amor.

 

Não protesto, declamo na

Praça vazia a última poesia que

Fiz para você, a minha voz invade

Os espaços, o eco me entendem.

 

Não esmoreço perante o sol

Escaldante, a brisa me afaga,

Em voleios me alcanço, sou leve,

Sou plumas, sou o fogo que arde,

Dentro do meu peito clama...

 

Te perdoo na distância, sou

O grito alucinante que não explode,

Sou anjo, capitulo, explode coração,

Exclamo.

 

Ergo-me, procuro a tua imagem

Nas nuvens, as previsões vaticinam:

És mais do que o amor que devoto a

Ti.

 

 


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

apoesiadeclaudioluzsomosamores

Somos amores

 


Sentimentos amorosos brotam,

Somos respirações uníssonas,

Sem alaridos, o senso de caos

Não nos provocam, aglomeramos

Sentimentos, somos amores.

 

O eterno será eterno, aproveitaremos

Os dias, somos frutos não vítimas,

Somos o que somos olhando na mesma

Direção, florimos, somos estradas

Sem fim, não caminhamos, voamos.

 

Os nossos olhos ecoam em busca

De horizontes, não nos limitamos,

A persistência faz parte das nossas bagagens.

 

Não dormimos, levitamos nas auroras

Boreais, beijamos o sol-da-meia-noite,

Poeiras cósmicas nos banham, a terra

É azul, os rios serpenteiam, sabatinamos

O tempo que decorre antes do

Amanhecer sabático.

 

Entornamos vinhos, bebericamos

Orvalhos, vestimo-nos, eu

Arlequim, você, Colombina, hoje entramos

Na dança para não sair!