quarta-feira, 4 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzalqasam

Alqasam

 

(entre juramentos e continuações)

 

O vento apenas passa, os pedaços

Da ventania nos provocam, calmarias são

Esperadas, as aragens continuas, às vezes

Impedem a caminhada, andamos juntos,

Talvez.

 

Sabemos que o silêncio do espectro nos

Condenam, somente sombras espelhadas

Pela luz fosca nos guia.

 

Aboletamo-nos, as minhas indagações

Poéticas não intimida o tempo, os aconchegos

 

 

São tênues, duvidas do sim ou do não

Nos afogam, não somos párias, ser

Redundantes não abreviará a caminhada

Solene dos passos perdidos achados talvez.

 

O que importa!

As fotografias esquecidas expostas nas

Molduras gastas ou nas anunciações dos

Astros videntes que povoam como

Párias o nosso mundo, real.

 

Em provocações os céus continuam

Perenes, as imagens das nuvens que

Flutuam em nossos pensamentos nos

Provocam.

 

Somos leves, o fio tênue não nos

Sufocam, éramos o ontem, o hoje

Em mutações nos questionam com:

O devemos ir, ou voltar cobertos

De certezas necessárias para

Continuarmos a sonhar.

 

Hocus pocus ou Alakazam,

Prefiro no real sentido, Alqasam.

 

Que venha o tapete mágico dos

Contos das Mil e Uma Noites.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998.


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