quarta-feira, 4 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzcorsária

Deleitações às voltas com um poema

 

O prazer existe, confabula-se

Entre si no calor da noite, a musica

É lenta, sensório são as poeiras cósmicas,

A cidade de Pirangi dorme, regurgito

Versos, embriago-me com palavras

Santas, o ilusionismo me domina.

 

As letras são feridas que dói,

Antes o band-aid alinhavava o meu

Caminhar, sem tropeços distancio-me,

Peregrino entre neblinas que compõem

O infinito que não alcançarei, estou

Nu como o rei, a cortesã-mor se esquiva

Entre cortinas sagaz, sou corda de nó,

Recolho a ancora, fico à deriva.

 

As velas já não me guiam, sou corsário, sem

Rumo, aprisiono-me com grilhões, cicatrizes

Não me deixam pulsar, recolho garrafas

Mensageiras, reenvio mensagens, não

Recebo respostas afins.

 

Vago pelo Rio Almada, distorço-me nas

Águas do Rio Cachoeira, afogo-me nos

Mares de São Jorge, mourejo na praia,

Conchas não me ferem, sou invencível.

 

Deleito-me, o sol ameno refresca-me,

Brindo a lua, dou adeus aos pássaros de

Aço que sobrevoam sobre mim.


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