Deleitações às voltas com um poema
O prazer existe,
confabula-se
Entre si no calor da
noite, a musica
É lenta, sensório são as
poeiras cósmicas,
A cidade de Pirangi
dorme, regurgito
Versos, embriago-me
com palavras
Santas, o ilusionismo
me domina.
As letras são feridas
que dói,
Antes o band-aid alinhavava
o meu
Caminhar, sem tropeços
distancio-me,
Peregrino entre
neblinas que compõem
O infinito que não
alcançarei, estou
Nu como o rei, a
cortesã-mor se esquiva
Entre cortinas sagaz,
sou corda de nó,
Recolho a ancora, fico
à deriva.
As velas já não me guiam,
sou corsário, sem
Rumo, aprisiono-me com
grilhões, cicatrizes
Não me deixam pulsar,
recolho garrafas
Mensageiras, reenvio
mensagens, não
Recebo respostas afins.
Vago pelo Rio Almada,
distorço-me nas
Águas do Rio
Cachoeira, afogo-me nos
Mares de São Jorge, mourejo
na praia,
Conchas não me ferem,
sou invencível.
Deleito-me, o sol
ameno refresca-me,
Brindo a lua, dou adeus
aos pássaros de
Aço que sobrevoam sobre mim.

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