quinta-feira, 19 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzfogo

Coração que arde

 


Embora o fogo do seu amor

Me consuma, o impassível não

Me deterá, incólume a água quequeima, seguirei em

Busca das brancas nuvens, purificações

Tinge os meus lábios, encontro-me

Sem respostas para o ocaso, fim.

 

Decifro o oriente eterno, o arquétipo

Do infinito que não tem a forma de uma

Rosa, não sucumbirá, sou luz.

 

Plaino entre ondas copiosas, busco os

Seus sonhos, sou a noite não eterna, sou

Os sufrágios que inspiram um novo Aeon Flux.

 

Como Estrelas eternas, decifro-a enaltecendo

O seu ser, o imensurável é longo,

As chuvas refrescam-me, ensopo-me de

Sonhos instransponíveis, sou impetuoso

Entre cordas bambas, sou a certeza dos

Raios violetas, que descansam deitados nas

Areias marejadas e claras, em pleno outono que

Bate à porta entreaberta.

Sou braços não partidos, deleito-me

Em seus braços, abraços que desentrelaçam

As placas indicativas de destinos triviais.

 

Bebemos do mesmo cálice, brindamos o

Amor eterno, sem Parusia, sem diapasão,

Almejamos a terra prometida com plantas

Tenras, cultivadas em nossos corações,

Não banidos, não partimos.

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