Incidentais acordes da Lua de Sangue
Acordes tomam Conta de
mim,
o céu azul anil
configura-se, em memórias
banais a lua é
vermelha, efêmera torna-se
as minhas memórias
infantis, sou
lágrimas de sangue,
envolvo-me entre
nuvens, sou o ar mecatrônico.
Revejo o ontem, a porta
entreaberta não
Me deixa passar, sua
silhueta não está
Presente, nevoas
povoam a minha mente,
Agora solitário estou.
Cenas caseiras
poetizam os segundos,
Faço frestas nos
telhados, espero raios
Lunares vermelhos
embriagar as minhas
Paredes invisíveis,
sou olhar.
O rimbombar no oriente
médio ressoa
Aqui, o ouro é negro,
os moinhos de Cervantes
Não me orienta,
andarilho busco as
Estrelas não tingidas,
mansamente busco
O amarelo do sol para
me consolar.
Sou solitário entre os
ventos, os
Olhares antes cumplices
agora distanciam-se,
Entre dormires acordo-me,
ou me acordam.
Visto-me de vermelho,
sou consonantal,
Bebo sonatas ao luar,
não me embriago,
Escuto ao longe “Passarão o céu e a
terra,
mas as minhas palavras não passarão”
(Mt. 24:35)
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