terça-feira, 3 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzlunarcomsangue

Incidentais acordes da Lua de Sangue

 


Acordes tomam Conta de mim,

o céu azul anil configura-se, em memórias

banais a lua é vermelha, efêmera torna-se

as minhas memórias infantis, sou

lágrimas de sangue, envolvo-me entre

nuvens, sou o ar mecatrônico.


Revejo o ontem, a porta entreaberta não

Me deixa passar, sua silhueta não está

Presente, nevoas povoam a minha mente,

Agora solitário estou.

 

Cenas caseiras poetizam os segundos,

Faço frestas nos telhados, espero raios

Lunares vermelhos embriagar as minhas

Paredes invisíveis, sou olhar.

 

O rimbombar no oriente médio ressoa

Aqui, o ouro é negro, os moinhos de Cervantes

Não me orienta, andarilho busco as

Estrelas não tingidas, mansamente busco

O amarelo do sol para me consolar.

 

Sou solitário entre os ventos, os

Olhares antes cumplices agora distanciam-se,

Entre dormires acordo-me, ou me acordam.

 

Visto-me de vermelho, sou consonantal,

Bebo sonatas ao luar, não me embriago,

Escuto ao longe “Passarão o céu e a terra,

mas as minhas palavras não passarão”

(Mt. 24:35)

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