quarta-feira, 18 de março de 2026

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A voz que não quis calar



                             Tributo a Clodualdo Cardoso

 

Olhai os Lírios do Campo, floridos

Desde Cubículo, florescidos cacauais,

Voz branda, pulso elevado, nasce

O Paladino em plagas Canavieirenses,

Bardo almadiano, renascestes.

 

Pardo Rio, Almada Rio, inflamadas

Palavras, clamou pelos bardos nascituros,

Com idealismos extremos incomodou, bebeu café

Na cuia dos injustiçados, andou pela escuridão

Solene dos abastados, oportunismos

Das eminencias pardas, calou a

Voz do defensor imbatível.

 

Suprimiram o verbo, mas não cassaram

O terno de linho diagonal que flanava

Ao vento sul, norte talvez, velho oeste.

 

Abraçaste a Coluna, bandeira vermelha

Tremulava entre porta estandarte, coberto

De sonhos, insígnias e botinas não o

Intimidaram, o crepúsculo era dele.


A liberdade antes que tardia apareceu,

La Marseillaise, bradada na praça renasceu,

A Redentora não o calou, após os calabouços, o leão

Voltou a rugir, ferrenho como antes.

 

Incomodou, em setembro, quando os Lírios do

Vale floresciam o “Paladino” expirou, não como

Um derrotado, mas como um vitorioso

Que nunca deixou a sua voz calar.

 

Assim foi o Clodualdo Cardoso,

Que eu conheci, sentado na varanda

Com o seu radio, junto com Marcos Santarrita,

auscultando as últimas Notícias, quando o seu

coração parou.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

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