Como o tempo passa
Como o tempo passa, Outono
Me veste, os pássaros gorjeiam,
O horizonte é ali, sigo os seus passos,
Agora perdido, não a vejo.
Corro contra o tempo, o tempo urge,
Dou lágrimas ao tempo de agora,
O tempo do amanhã está a caminho,
Hibernando nos meus sonos, entre sonhos e
Pesadelos acordo em um novo sol, que virá
Não sei de que tempo e para onde vou.
Seus lábios sussurram com o tempo,
Que ecoa nos meus lábios, que pedem
um relógio de bolso, para marcar o tempo que
Estive aqui contigo.
Equações dos tempos invisíveis descem
Como chuvas de Maio. À parte, deixo
O tempo de Deus tomar conta de mim.
O Deserto é fértil
Desliso nas dunas, no Abaeté
tem uma lagoa de areias brancas,
sou dueto com as brisas serenas,
ouço o canto dos oásis no
deserto fértil.
Visto-me de beduíno, o meu camelo
Bebe mais do que eu que agora estou árido,
Não estéril.
Pesco tâmaras, como dizia o profeta
Quem planta tâmaras não colhe tâmaras,
Efêmero é o tempo da colheita.
O amor não é o amor, quando é
Molhado por fora e seco por dentro,
Eu amara, não sei de fato se fui
Amado, ou abandonado no
Deserto do tempo.
Revejo os
Paradigmas que me levaram para o
Deserto fértil, agora árido sem você.

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