terça-feira, 28 de abril de 2026

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Como o tempo passa

 


Como o tempo passa, Outono

Me veste, os pássaros gorjeiam,

O horizonte é ali, sigo os seus passos,

Agora perdido, não a vejo.

 

Corro contra o tempo, o tempo urge,

Dou lágrimas ao tempo de agora,

O tempo do amanhã está a caminho,

Hibernando nos meus sonos, entre sonhos e

Pesadelos acordo em um novo sol, que virá

Não sei de que tempo e para onde vou.

 

Seus lábios sussurram com o tempo,

Que ecoa nos meus lábios, que pedem

um relógio de bolso, para marcar o tempo que

Estive aqui contigo.

 

Equações dos tempos invisíveis descem

Como chuvas de Maio. À parte, deixo

O tempo de Deus tomar conta de mim.

 

O Deserto é fértil

 

Desliso nas dunas, no Abaeté

tem uma lagoa de areias brancas,

sou dueto com as brisas serenas,

ouço o canto dos oásis no

deserto fértil.

 

Visto-me de beduíno, o meu camelo

Bebe mais do que eu que agora estou árido,

Não estéril.

 

Pesco tâmaras, como dizia o profeta

Quem planta tâmaras não colhe tâmaras,

Efêmero é o tempo da colheita.

 

O amor não é o amor, quando é

Molhado por fora e seco por dentro,

Eu amara, não sei de fato se fui

Amado, ou abandonado no

Deserto do tempo.


Revejo os

Paradigmas que me levaram para o

Deserto fértil, agora árido sem você.

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