Retratos da Alma
Escopo de festim, especifico-me
Entre acordes, sou música, o banquete
É farto, o salão dos meus sonhos está
Povoado, a esperança aguçou o meu
Destino, sou temático, mergulho na
Minha alma, danço.
Digitalizo os meus pensamentos, entre
Olhares conectados dilacero o meu peito,
Não causo danos na alma e nem os
Sentimentos foram atingidos, o profano
Torna-se santo, acendo o candelabro,
Sou luz.
Invoco o sentido existencial, o sonoro
E os espaciais são gráficos, o sentido está
Preenchido, dou adeus as lembranças não
Finitas, sou passos iniciantes, chegarei ao fim.
Deslizo-me entre ondas marejadas, clamo
por ventos intensos, sou tempestades,
espero marés amenas, colho conchas,
sou arrastão.
Ouço o clamor do tempo através dos
Búzios tropicais, beijo as areias cintilantes,
A natureza invade a minha alma, deixo de
Ser negativa, sou retrato sem retoques,
Exulto o horizonte, beijo a lua,
Tergiverso, não fujo, sou início, meio
E fim.

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