O Amor entre Blues e Floratta
O amor pode aflorar em qualquer
Momento mágico, numa gota de orvalho,
A qualquer hora, quando o romance já
Inebria o ar.
O amor pode chegar numa partitura de
Blues, numa Floratta Cristalina, tocada
A quatro mãos: você e eu, eu e você,
Na efêmera primavera.
O amor é perfume cortante,
Intensamente brilhante, aldeídico e
Intenso, não abstrato, com cumplicidades,
Com direito a juramentos, quando a luz
Emana e os batimentos dos nossos corações
Nos enlouquece em nome do amor.
O amor é uma viagem a dois, quando não
Temos Pressa de chegar, quando somos
Condutores e passageiros, viajantes
E a viagem ao mesmo tempo.
Que o nosso amor transite na mesma rota,
Que não dispense o andar a dois, pensando
Em eternidade, mesmo diante de uma
Bifurcação noturna, para que continuemos
Caminhando a dois.
ipsis litteris poéticas
Ipsis verbis, palavra por palavra
Declamei de
forma exata os meus
Sentimentos
por você,
vice-versa, não fui
Contraditório quando eu
disse que
Te amava infinitamente, que
não deixaria de
Te amar mesmo na cerração
dos meus olhos,
Sem da voz as poesias
inquietas que
Escrevi para ti.
Buscar palavras para as nossas
poesias
Expansionistas, deveras,
deverias tê-las
Escrito mais, antes de
você partir,
O caminho te esperava.
Da
partida, acenando com a beleza e a
Transformação
de um breve retorno que
Até
hoje não aconteceu, e por certo
Não
acontecerá.
Verbis.
Escolhendo a luz
Entre estrelas o Sol e a Lua que iluminam
Os nossos corpos habeas. Isto é,
iluminam-se
se não formos cegos para o amor.
Acolhemos a luz que nos une,
Do mesmo modo que o Sol e a Lua não
Deixam de derramar luzes sobre as
Estrelas, inclusive as cadentes.
O amor, assim como a claridade que nos
iluminam,
Somos energias quando nos abraçamos
De formas contínuas, de igual comparações
Explicitas e amorosas.
E se fez a luz, que nos ilumina, na
Conformidade e da maneira que nós
A buscamos como forma de amor.

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