Passo a passo
Quando eu passava na sua rua,
o asfalto cinza virava jardim.
O amor florescia em cada calçada,
num tempo bonito feito só pra mim.
As ondas do mar eram
cumplices dos
Meus sonhares a lua
assemelhava acalantos,
O vento pairava no ar,
não existiam
Derredores, só sonhos
conectados.
As nuvens podiam chorar
lá no alto,
o mundo inteiro desabar em água,
mas as chuvas não me molhavam:
seu rastro afastava qualquer mágoa.
Seu teto era o meu
horizonte,
seu lembrar era o meu abrigo.
Bastava pisar no teu Pontal
para o universo caminhar comigo.
Hoje a rua continua lá,
mas o encanto mudou de lugar.
Quem me dera passar de novo
só para ver o amor florescer,
e na tempestade não me molhar.
Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998
apoesiadeclaudioluz.blogspot.com
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