O poeta de Pirangi

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O Poeta de Pirangi

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

apoesiadeclaudioluzpassoapasso

Passo a passo

Quando eu passava na sua rua,

o asfalto cinza virava jardim.

O amor florescia em cada calçada,
num tempo bonito feito só pra mim.

 

As ondas do mar eram cumplices dos

Meus sonhares a lua assemelhava acalantos,

O vento pairava no ar, não existiam

Derredores, só sonhos conectados.

 

As nuvens podiam chorar lá no alto,
o mundo inteiro desabar em água,
mas as chuvas não me molhavam:
seu rastro afastava qualquer mágoa.

 

Seu teto era o meu horizonte,
seu lembrar era o meu abrigo.
Bastava pisar no teu Pontal
para o universo caminhar comigo.

 

Hoje a rua continua lá,
mas o encanto mudou de lugar.
Quem me dera passar de novo
só para ver o amor florescer,
e na tempestade não me molhar.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998

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