O poeta de Pirangi

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O Poeta de Pirangi

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

apoesiadeclaudioluzmetaforica

Quando metáforas trazem a razão


Ficamos na dúvida entre a

oralidade e a efemeridade de um
sentimento que nasce, vive e morre
sem extrema-unção de almas ou de
atitudes que se perderam no céu azul.

 

A altitude falou mais rápido, com palavras
vazias, juras repetidas e palavras bonitas
que se sustentavam; mas o criar foi mais
forte, trazendo escuridões e desamor.

 

A sensorialidade dos beijos, beijos de
verdades ocultas, cessou quando os
nossos lábios se separaram, trazendo
escuridões e incertezas do amor que era
focado em eternidades imortais.

 

Ledo engano: o poema dito, declamado
e soprado pelos meus lábios libertou-se
das metáforas, alimentando-nos da poesia
concreta. A abstrata ficou nos sonhos;
quando nos abandonamos, esquecemos da
máxima: — Era uma vez...

 

Olhar de anjo

 

O olhar de anjo sob o sol que cega,
Mistério e luz num jogo que fascina,
A tua ausência de resposta entrega
A intensidade que o meu peito domina.

 

O astro-rei conspira na clareza,
Ofusca a lua em segredos guardados,
Mas não há falsidade na beleza
Desses teus traços tão desenhados.

 

Me rendo enfim, completamente embriagado,
Pela cor viva desse teu labiar,


O corpo reluzente, o toque desejado,
Que me seduz e me faz delirar.

 

Promessas feitas já não fazem falta,
Se o horizonte se mostra tão claro;
O sentimento que no peito salta
Traz o futuro que hoje eu declaro.

 

Logo ali, ao alcance da mão,
O amanhã já começa a sorrir;
Nesse compasso do meu coração,
É junto a ti que eu quero seguir.

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998

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