O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

quinta-feira, 12 de abril de 2018


Seguindo em frente


As noites seguem o seu curso, e nos meus sonhos tergiverso,



Eu vejo você, eu sinto você, mas tenho que seguir em frente,



Embora a escuridão não me da amplitudes atravesso



As distâncias e espaços entre nós.



Você segue a minha frente, creio que também o meu



Coração segue em frente, perto ou longe do seu corpo



Que fechou as portas para os meus sentimentos



Que seguem inabaláveis e espaços entre nós.



O amor sempre nos tocará seguindo em frente ou não?



Os tempos partidos sempre deixarão recordações



Infames ou não?



O amor me tocou e está permanente em meu coração



E deve durar mesmo na solidão que nos divide



Entre quatro paredes uníssonas, seguras perto, ou longe,



Onde quer que você esteja nesta madrugada que sufoca a minha alma,



Mesmo assim o meu coração segue em frente


Perto, longe, onde quer que você esteja



Ficarei para sempre dessa forma


Esperando que você abra o seu coração para mim.




segunda-feira, 9 de abril de 2018


Quoi, Amor com gosto de chuva



Interessante foi o momento esplendorosa que te vi ao vivo e as cores!

Abracei-te, decifrei no Pantheon dos seus olhos que faiscavam

Ao fitar o azul que enxugou os seus cabelos, orvalhados pelas chuvas

Que abrasavam os nossos corações, infantis.

Decididamente amávamo-nos,

No Campus entre copulas de arvores que detido entre os  Cardeais que você procurava fotografar, na lavanderia, onde bebi gotas de águas que abrasou o amor que sinto por ti.

Louco o amor que transcende o meu enlouquecimento, as vezes vulgar, entre virgulas e monossílabos que não espaçam no querer te muito bem.

Beijei o teu rosto, sua alma talvez, enveredei-me na em ti na esperança quanto ti vir perto de mim, meiga e suave.

Agora no silencio beijo os seus lábios vermelhos, talvez sem ufanismo, bebo a sua alma esperando o que o hoje não se transformou no ontem que não teve o ótimo que agora clama por nós.

Quoi....



Cláudio Luz

domingo, 8 de abril de 2018

PORQUE HOJE E DOMINGO A POESIA DE CLÁUDIO LUZ


Mutações meramente por acaso


Não foi meramente por acaso que você



Aportou em minha vida, aprisionando o meu coração,



Fazendo-me senil, sem proteção,



Me imobilizado por laços invisíveis,



Fazendo refém o meu coração que agora já não é



Aceito por ti.



Sem que eu desconfiasse você invadiu-me na noite,



Retirando descompromissado o afeto que agora



Encerra-se em meu peito, moído, sem opções



Ou mutações aparentes, além de fitar as estrelas



Que riem no firmamento, agora não celeste.


Suave e calmamente você deixou-me,



Sem dizer adeus você adiantou-se no horizonte



Deixando-me apaixonando por você.


Abandonar-te, garota, não te abandonaria jamais,


É algo que jamais faria... Não capitularia jamais do amor



Que você com sua desistência não desligou do meu peito, que



Agora sangra cheia de incertezas nada pueris.



Agora sem mutações aparentes... Meramente por acaso




Cláudio Luz

quarta-feira, 4 de abril de 2018


Amor sem Theogonia


Agora os meus lábios não estão marcados pelos

Beijos que você não me deu, a minha camisa

Não está marcada pelo batom que você usa e não me marcou,

Entre os espaços que nos separa e os diálogos que

Tivemos não na calada das noites, mas nas distâncias que separam

A terra dos céus, testemunhos dos devaneios, nos momentos

Que sonhamos se tornar real, em proeminências concretas,

Hoje abstratas, sem prazeres de corpo e de alma, puros que somos.

Na escuridão das noites que não são Cosmonogia, não palpável,

Sem nascimento, sem batimentos, hoje retidos em nossos corações,

Às vezes infantis, trocando de brinquedos ou de roupas como

Se algo fosse mudar os nossos destinos, traçados sucessivamente

Por quem? Quem nos Unirá num universo coberto de estrelas, restrito,

 Bastando freneticamente como Deuses, dizer sim ou não.

Agora que somos caminhantes talvez por estradas opostas talvez nos

Encontraremos na curva do tempo, ou quiçás em nossos braços

E abraços que o destino nos dirá, tempo oportuno, sem dores

De parto, sem Theogonia ou Cosmonogia, afinal somos simplesmente

Mortais, na escuridão do dia ou na claridade da noite, que não será eterna

Para sempre.


APOESIADECLAUDIOLUZ


Eu vi-te dançando


Eu Vi-te dançando entre ruas,


Correndo pelos reflexos das lâmpadas que iluminam



A cidade, entre o ar, a terra, a água e o fogo que estampavam



Dos seus olhos.



Eu Vi-te sugando os pensamentos dos andarilhos,



Dos sonhadores que não assimilaram a realidade das utopias,



Enquanto canto final urgia na noite dos pesadelos.



Peças que não se encaixavam no momento que



Que você ama alguém, sem ilusionismo ou puerilidade



Profanas que faz parte da natureza humana que nos trai.



Eu Vi-te montada em cavalos selvagens, cigana,  campeando entre



Chamas que te acompanham num eterno galopar-nos,



Seguindo pela liberdade, de ilusões incontidas, entre



Estrelas ascendentes, fulgurando a alma, esperando que as



Peças se movam numa nova dança, em meio



Aos sussurros que transcende o momento que você ama alguém.


Eu Vi-te você dançando quando estrelas colidiam como você e eu, em



Noites que sussurravam em meio ao silêncio,


Onde sexo e amor não mais se misturavam.


E tudo que eu precisava era da pessoa certa!





terça-feira, 3 de abril de 2018

APOESIA DE CLÁUDIO LUZ


Escolhas


Que louco amor das nossas vidas restou além de cinzas

Para que eu ainda pudesse partir
Tudo faz parte do amor, quando meu coração pode se partir,
Aliás, eu ainda tenho muito o que fazer acontecer.
Se eu quiser trilhar por estradas, fazendo rapel, fugindo dos

Amores cruéis, como uma dor nunca sentida no peito, sem poder

Escolher beijar ou derramar lágrimas, nos

Breus da noite, paixão por paixão, indecisões

Por indecisões que torturam, mesmo admirando o amanhecer

Que por nossas vontades ou não floresce depois da escuridão.

Entre nuvens que prenunciam chuvas de solidão,
O quê? Nada do nosso louco amor restou além de cinzas,

Sem litígios aparentes, acompanhados de um bouquet de Rosas

Vermelhas, que não te ofertei.

Penso nisso, penso nisso!
Eu gostaria que os astros e planetas parassem para que eu ainda pudesse partir, entre estradas nunca d’antes caminhadas, entre o céu e a terra

Que agora despovoam os amores cósmicos que não soubemos viver.



segunda-feira, 2 de abril de 2018


Não passará


Você pode apagar as minhas letras, mas não

Apagará o que está desde antes incrustado no seu coração,

Agora sinto que é um coração sem alma perdido

No horizonte cinzento que caminha de um lado para o outro

Da cidade buscando outro coração não tão cheio

Como o meu.

Agora já não vago entre palavras, não sinto a sua respiração

Ofegante que agora jaz no meu passado,

No frio da manhã cinzenta da cidade

Na escola agora o banco é vago, entre os meus pensamentos

Que agora nos dividiu,

Mas o coração bate forte dentro de mim,

Se você se esconde como eu

Trancado no quarto e não quer amar

Segure forte a sua alma e chore sem saber quanto mal

Ainda te fará a solidão que agora você diz acompanhada,

Continuo com olhos de menino um pouco tímido,

Mas está batendo firme e sinto que está aqui,

De fato ele nunca pediu sua opinião,

E falou: "um dia você me entenderá"

Mas não é fácil, você sabe

Mas te iludir não sei,

E será uma inquietude de viver a vida sem você e você sem mim.