Jesus Amado
Postagens de Poesias e Pensamentos do Poeta Itajuípense Cláudio Luz com o intuito de promover o livre pensamento
domingo, 22 de setembro de 2024
Jesusamado
apoesiadeclaudioluzeprimavera
quarta-feira, 18 de setembro de 2024
apoesideclaudioluz27deoutubrode1992
Elegia para Minha Mãe Maria da Glória da Luz Souza (Glorinha)*
A madrugada calou-se, transformando-se numa
Manhã cinzenta, talvez bela.
O dia em lágrimas se desmancha!
A chuva agora é um Tributo de Deus por
Ter lhe chamado para não viver, mais entre nós.
Já não está mais aqui, agora é a sua aura espiritual
Que nos fortalece.
Choro como filho, como poeta, agora são
Pensamentos em adágio.
Relembro as lições de vida que me propôs, como se
Em viagens estivéssemos.
Agora as palavras são sufocadas pelo esquife que
Adorna o seu corpo, agora inerte.
És rosas perfumadas, deixando para nós
Um rastro de lembranças, és agora a
Esperança de Deus a nos consolar.
Deus é bom!
Deus é Pai
Deus agora é o amor
Que nos consolará.
Agora divago procurando entender o “Vigiai e Orai”,
pois não sabia que seria nesta madrugada e creio que
Ele te buscou, por que estava pronta para esta
Viagem infinita, que nos consola de um dia estarmos
Juntos!
Mãe, agora renascentes para Honra e Glória do
Nosso Senhor Jesus Cristo, que agora nos consola.
Em nome do Pai e do Espirito Santo. Amém!
Cláudio Luz – *Em 27 de outubro de 1992
terça-feira, 17 de setembro de 2024
apoesiadeclaudioluzparaamorzinha
Tanto mar para te amar
A primavera está próxima e por isso
Estou abrindo de mansinho minhas pálpebras,
Sentido o cheirinho de gosto de amar no mar.
Ouvindo o compasso das ondas, que nos encharcará
de sonhos e de bem querer.
O equinócio estará chegando
Em breve, trazendo raios colores, que incidirá
Diretamente sobre as linhas que unem
Os nossos corações que batem incessantemente,
Em compasso com as sonoridades do vento,
Que sibila em nossos ouvidos, anunciando
O também tão longínquo equinócio de outono.
Bailaremos sobre as Quatro estações, de Vivaldi,
Viveremos como o dia e noite que são quase iguais.
Enfim aguardaremos o limite máximo do sol, que beijará
As estrelas cadentes, nos fazendo pedintes de desejos,
Inconfessáveis ou pueris de querer tanto mar,
Para nos amar.
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
apoesiasetembraldeclaudioluz
per saecula saeculorum ('pelo século dos séculos')
'pelo século dos séculos'
Chuva e lágrimas era a mesma coisa,
Mas no seu rosto que o infinito prometia, que
Um dia você viria entre ondas e areias para habitar
No meu rio.
Agora que eu te encontrei, tenho respostas para as
minhas esperas,
Quando observava estrelas cadentes, fazendo pedidos
Que de alguma forma você viesse.•.
No inverno você poderia não ter vindo, enfim a
primavera
Aproximava-se, quando te encontrei num dia
denominado
Vinte e um de um mês Juliano, entre o Concílio de
Niceia, quando o Equinócio
Da Primavera ocorria por volta do dia 21 de Março,
Que não é nada além da chuva.
Agora que o sol brilha em nossos olhos, véspera de
primavera
Chuva e lágrimas é a mesma coisa?
Mas em nossos corações o sibilar dos raios
Aquecerá as nossas almas plenas de felicidades
Por termos nos encontrado, quando viveremos
per saecula saeculorum ('pelo século dos séculos')
Enfim, somos anjos de uma asa só, nos encontramos
no amor que o tempo
Não consumiu.
Amém!
Amarei-te sempre mesmo após as estações
Encanto da natureza concreta.
Cheio de sonhos e ardor
Eu te amarei no outono, entre folhas vivas e
Ascendentes de sonhos e te querer.
Eu te amarei no verão, com intenso calor, em banhos
com
Água de cheiro, patchouli indiano, ouvindo os seus
Gritos e sussurros no calor da noite, entre doses
Homéricas de sentimentos, arfantes e incessantes,
Que brota em nossos seres de luz.
Eu te amarei no inverno, colhendo pingos da chuva
que despe
O seu corpo angelical, entre estrelas cadentes,
Desejando amor eterno e uma grande paixão.
Eu te amarei em todos os momentos, a cada milésimo
de segundos que
Sombreiam as nossas vidas agora unidas na mesma
música
Que nos faz dançar.
Eu te amarei a cada momento do dia, do mês e do ano
Estelar, por quê? Eu amo você, porque você é o meu
amor
E está aqui.
Em te amarei em todos os momentos, a cada batimento
cardíaco infinito.
Eu te amarei, por quê? Oh! por que eu amo você?
Porque meu amor você está aqui.
quinta-feira, 12 de setembro de 2024
apoesiadeclaudioluzsetembral
Questão de querer
Imaginei!
Como na canção, andei percorri estradas,
Tentei, pensando que seria por toda vida e,
além da vida, unindo a minha própria alma,
e sem alma o amor não tem sentido
algum, a não ser se perder em labirintos,
que só o coração sabe entender.
Aprendi nesta caminhada com Richard Mattheson,
“Que o amor além da vida” é uma reflexão de
Sentimentos, envoltos entre a união e a separação
De corpos, não de almas, em busca de um ciclo
Que não tivesse fim.
Acreditei sim em amar para toda a vida, além da vida.
Simplesmente foi uma Questão de Querer
Cláudio Luz
quarta-feira, 4 de setembro de 2024
apoesiametafóricadeclaudioluz (Setembral)
Metáforas amorosas
Não sei se te amo mais do que o ontem!Não tenho aquela força infantil,
Como na adolescência,
Talvez agora com um grande coração,
Agora metafórico, corroído pelo tempo, sem amarguras.
Por isso ainda posso amar como nos velhos
Tenros tempos, agora muito mais relativo
Do que outrora épicas, épocas quando o
Pulsar era mais forte ao te fitar.
Somos agora o tempo e o vento, ondas que
Vem e que voltam, riscando as areias, mareando os
Olhos, cabelos brancos despenteados, pétalas
Pratas, olhares a serem preenchidos,
redimidos em orações não renovadas.
Somos caminhos da mesma
estrada, como metáforas,
Antes amorosas, agora entre olhares, ainda podemos
Sonhar em um novo porvir.

