sexta-feira, 13 de junho de 2025

apoesiadeclaudioluz

Submergir em Fantasias


 

Contigo partirei, talvez entre brumas em

Busca de Camelot, entre danças compassadas,

Seguindo os seus olhos selvagens que contam histórias

De sua alma, entre gritos e sussurros.

Somos passageiros entre versos, reversos às vezes quando

Bebe as nossas inspirações latentes, em sonhos

Pueris e ilusões que nos levam a dançar.

Vamos ver Guinevere, vamos sentar e tomar um café e

Sonhar em degustar um sarapatel a moda da casa, com

Bastante pimenta é claro.

Estamos de frente com as nossas inspirações, eu poeto

estilos diferenciados, mas consecutivos, entre

Palavras não secundárias, que não nos sufocam até

O início da noite até o amanhecer.

O gato acompanha de forma manhosa e decidido,

Entre miados que soa engraçado e afagos que não

Faz-nos sentir dor.

Os seus cabelos estão ao comando do vento, e amanhã

É domingo, dia de retornar para as fantasias que brota

Do seu olhar agora de Topázio.

O seu jardim agora está florido, entre Camélias, Azaléas,

Ah, de Amor perfeito (Viola tricolor) e perfumes de

Gardênias.

Ah, fantasias que nos faz submergir nas distâncias,

Nas inspirações que tentamos escrever, utopias

À parte.

 


quinta-feira, 12 de junho de 2025

paraminhanamorada

Enamorados somos

 

Dedicado a Maria Lúcia, Minha Tatau, Amorzinha

 


Minha namorada,

No início tenra, uma plantinha

Que a natureza me concebeu entre

Mil estrelas e um firmamento

Solene, que se redeu aos nossos

Olhares pueris, mas altivo.

 

Enamoramos entre marolas, céu azul,

Vendo as nuvens passar em forma

de corações, que pulsavam entre o

sufragar dos nossos olhos, encantamentos

cor de azul, índigo.

 

Dançamos ao som dos sinos da catedral,

Momentos solenes, acalentados pelos anjos

Que nos circundavam entre bênçãos do

Altíssimos Senhor das Esferas Cósmicas.

 

Unimo-nos entre abraços e beijos, alma

Com alma, semblantes não quebrantados, quando

Encontramos o Amor Cumplice, quando dizíamos

Enfim! É o amor que nos absorveu, fazendo-nos

Namorados, num corpo só.

 

Cláudio Luz

terça-feira, 10 de junho de 2025

apoesiadeclaudioluzEstrelas de Gaza em mudanças

Estrelas de Gaza em mudanças


Contigo partirei, em busca

Do vento da mudança, procurando

As estrelas, antes vidas, em um horizonte

Perdidos entre cinzas que não

Tem vidas e que não mais percorrerão

Ruas, agora escombros que testemunham

O intencional da barbárie.  

 

Quão insano és Israel, d’antes matava

Gigantes, hoje crianças, quando não

De bombas as matas de fome, que

Já não bebem as lágrimas de suas mães

Que agora choram em prantos sem fim.

 

Ah! Mães de Gaza, que choram como Raquel,

chorou pelos seus filhos, que

"não quis ser consolada" porque eles "já não existiam

livro de Jeremias (31:15).

 

Agora me faltam palavras, papel

Ensopados entre rabiscos, que expressam

A doce lembranças de que já tivemos

“Dias de Paz”

segunda-feira, 9 de junho de 2025

apoesiadeclaudioluzcomimersão

Quando você emerge


Quando você emerge não platônica,

Afundo-me em sonhos, sem imergir

Sonhos pueris, doces realidades

que nos faz caminhar flutuando em

espaços lúdicos, que nos unem em

doces movimentos, olhando o

sol passar.

 

O movimento dos planetas não cessam

Por nós, o dia renasce, as flores dançam

Ao sabor dos ventos não uivantes.

 

Dormimos na areia, dançamos aos

Movimentos das ondas, ouvindo o som

Das conchas marinhas que se debatem

Entre as pedras.

 

Ouvimos o soar dos apitos dos veleiros

Que vagueiam trazendo vidas de outras

Querelas em queixas e lamentos.

 

Somos a paz, entreolhamo-nos,

Somos pêndulos, somos balanças

Que equilibram sonhos, nunca

Pesadelos, pesadelos constantes,

Entre os que não foram convidados

A participar da sinfonia dos corais

Que agora nos faz adormecer.

 

 

Quando o infinito nos observa, quando

Passeamos com passos não soturnos,

Para não acordar a lua que desvirgina

Os altos céus.

 

apoesiadeclaudioluzbendizendo

Bendito é o ventre!


Bendito é o ventre, que como o vento

Ameno nos uniu num momento

Sem igual, benditos agora somos nós.

 

Passearemos com as mãos entrelaçadas, sorrisos ao léu,

Olhares de cumplicidades, observaremos

Invejas que passam sem nos consumir.

 

Quimeras a parte, sonhos sem pesadelos,

Vontade de quereres, será do jeito

Que você quiser, será!

 

Labirintos percorreremos, atravessaremos

Precipícios, mansamente, impetuosamente,

Sem medos aparentes, galgaremos as nuvens,

Provocaremos chuvas de estrelas, ouviremos

O ribombar das ante chuvas, molharemos os

Nossos pés entre poças, gotículas de poeiras

Cósmicas, corpos molhados de flores

Selvagens.

 

Rogaremos aos anjos, retribuiremos preces,

Entre juras não secretas, mas lançadas ao ar

Em propulsão que nos emergirá, entre cânticos

E uma balada sentimental, que nos fará adormecer

Para um novo amanhecer.

terça-feira, 3 de junho de 2025

Acaba não mundão de sonhos

 Acaba não mundão de sonhos


Não se faz mais o mundo como antigamente,

Não basta derreter os sonhos,

Cercear novos horizontes,

Encobrir as estrelas em sinfonias, que

Desperta o amanhã num mundo sonhado...

Como se diz na gíria: um mundo novo

Ou como cantava Louis Armstrong

Que mundo maravilhoso”.

Tristes apelos, mães aflitas choram

Pelos seus filhos em Gaza, bíblico,

Talvez.

Raquel: “chora pelos seus filhos e recusa a ser

Consolada, porque que já não existem mais."

Não é o mundo que eu sonhei para viver.

Agora faltam acalantos, amor cor purpura,

Impurezas em demasias, mas mesmo assim

Eu clamo: Não acaba não mundão, pois

O sonhei nunca morrerá, mesmo depois

se eu passar.

domingo, 1 de junho de 2025

apoesiadeclaudioluzPedaços da vida efêmera ("ephḗmeras")

Pedaços da vida efêmera ("ephmeras")

 


Bate, bate coração, pensamentos efêmeros,

Transpirando sonhos que ateve o

Amanhã, que não se restrinje além do

Necessário, entre a "Urbi et Orbi"

e a circunscrição laterais, sem causar danos

obtusos, que não colaterais.

 

Ah! Vida inplana, dias de efemérides,

Santos do dia, vésperas de tudo,

Dia de nada, apenas mais um dia de

Sonhos ou pesadelos constantes.

 

Caminhamos lentamente, somos latentes

Em busca do improvável, provável talvez,

Entre multidões caminhamos, somos

Estrelas cadentes em busca do

Chão que um dia nos acolherá.

 

Somos efêmeros um dia após o outro,

Sempre!