quinta-feira, 20 de março de 2025

 Sagrado Coração de Jesus, Uma Devoção Centenária

Desde 1925





Hoje, dia 20 de Março, a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus completa 100 anos de sua implantação no município de Itajuípe, sob a responsabilidade de Frei Bento de Souza, primeiro pároco em conjunto com o também Frei Francisco Xavier Costa.







Com a freguesia instalada, no dia 3 de abril, foi plantada a pedra fundamental da Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, e teve como principais colaboradores o Coronel Manoel Misael da Silva Tavares, com a doação do terreno onde seria erigido o templo, João Deway Guimarães, Dr. Alencar Mota, Firmino Caldas, Alexandre Pereira de Souza, D. Maria Assis, Jayme Gomes Ribeiro, Laurindo Eustáquio de Jesus, Ciriaco José da Anunciação (Doador do Altar Mor), Collatino Berbert, Antonio Queiroz de Araújo e Gabriel Benevides (doador de um dos altares instalados nas laterais do altar mor).


Nestes cem anos de existência em favor da espiritualidade católica, foram instaladas as seguintes capelas: São Sebastião, na Pintangueiras, São José Operário, no distrito de Bandeira do Almada, Santa Rita de Cássia, no bairro do mesmo nome, Divino Espirito Santo, distrito do Sequeiro Grande, Santo Antônio, no bairro do mesmo nome, São Cristovão, na Ruinha de São Cristóvão, Nossa Senhora Aparecida, no Bairro do Alto da Liberdade e São Francisco, no Bairro Acácio Almeida, em construção.


Fazendo parte da Diocese de Ilhéus desde a sua instalação, conta com diversos Grupos, Pastorais e Movimentos que contribuem com o apostolado e evangelização das comunidades com orações e eventos realizados nas datas festivas da cristandade, na Igreja Matriz.

A Paróquia conta dede a sua instalação com o Apostolado da Oração, Ordem de São Francisco, Legião de Maria, Renovação Carismática Católica (RCC), Terço dos Homens, Pastoral da Saúde, Juventude Católica, entre outros.


 Frei Hermano Schwartbech


Padre Lau



De 1925 a 1982 a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus teve como párocos Frades da Ordem dos Franciscanos Menores (OFM), iniciando com Frei Bento de Souza, Frei Luciano Gundwig, Frei Lúcio, Frei Victor Hiniz, Frei Rufino Wendes, Freu FulgêncioWidenhames, Frei Mário, Frei Hermano José Adams, Frei Sigberto Herberhold, irmão de Dom. Eduardo Herberhold, na época Bispo da Diocese de Ilhéus, Frei Cecilio, Frei Anacleto, Frei Fulgêncio Rolim, Frei Venâncio Willeke, Frei Agostinho Tepe, irmão do também Bispo da Diocese de Ilhéus, Dom. Valfredo Tepe.

Nas décadas de 60 até a de 80, ocuparam a função de pároco os Frei’s Agnelo Bonfim, Bento, Reginaldo, Francisco, José Reinaldo, Frei Henrique Woltering (faleceu num acidente de carro durante a sua gestão como pároco no ano de 1971, Frei Hermano Schwartbech, que substituiu Frei Henrique Woltering, Frei Moisés, Frei Adauto, Frei Eduardo, Frei Raul Selback, Frei Bernardo.

Dando seguimento assumiram a função de Párocos os Padres, Valdir, João Borges, Alberto Kruschewsky, Laudelino, Edson Hagge, entre outros.


Atualmente está à frente da paróquia do Sagrado Coração de Jesus o Padre José Nilton (foto), que tomou posse em 10 de fevereiro de 2023.

Quebra de tabu

Frei Raul Selback

Após a celebração de um matrimônio de um casal que tinha laços familiares maçônicos, um dos membros da Loja Maçônica, por educação ou para pôr em prova, convidou Frei Raul para comparecer a recepção aos noivos e que seria realizada nas dependências da loja.

Até aí tudo bem, convite feito e dúvidas se o convidado iria comparecer ou não?

Transcorrendo a recepção eis que surge Frei Raul com batina e tudo para surpresa ou espantos dos presentes, que o receberam efusivamente na esperança de aquele ato espontâneo do frei fosse um sinal de paz entre a Igreja e a Maçonaria.

Reflexo

Anos depois o Cardeal Primaz do Brasil Arcebispo Dom Avelar Brandão visitou à Loja

 Liberdade nº 1 e à Grande Loja da Bahia, precisamente no dia 11 de junho de 1976, onde o Cardeal abençoou o estandarte da Loja Liberdade e recebeu o Diploma de Benfeitor da Maçonaria.

Não se sabe até hoje se Dom Avelar Vilela, seguiu o gesto de Frei Raul.

Que venham mais Cent'anni"


Padre João Borges (Dão)



Padre Edson Hagge


Frei Hermano numa solenidade de Formatura da Turma de Contabilidade da Escola de Comércio


Frei Agnelo

segunda-feira, 10 de março de 2025

La Poupée! Oh! Darling

La Poupée! Oh! Darling


E se não existisse você!

Minha boneca, agora querida, amada

Mulher, que encanta os meus olhos

Ao ver você chegar, sorrisos nos lábios cor

Le Rouge et le noir, de Sthendal,

Sem regrette.

Como bem diz que tens olhos de águia,

Semblante de paz entre guerras.

Minha boneca, inocente em brancas

Nuvens que se esvoaçam, agora que

O verão se esgueira, dando lugar

Ao Outono, prestes a chegar, se mansinho,

Como os seus passos que correm para os

Meus braços em busca do luar.

Agora Senhora?

Com o seu belo rosto cor rosato, feito

De pétalas que transpiram sonhos, entre o

Sublime e os nossos risos que transpiram

Sementes de amor.

 

Cláudio Luz

sexta-feira, 7 de março de 2025

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M de Mulher


M de Mulher

Que estilhaça, que supera a tua

Própria medida sem medir a terra

Geométrica, incansável ao amar,

Ternamente fêmea!

Como te definir se tu chamas Maria,

Lúcia, entre tantos outros nomes que

Definem o significado do Sim “a” Deus,

Propósitos de infinitos dons, cheia de

Dores talvez.

M de Magia

Luzes da aurora boreal, sol da meia noite,

Visível entre brumas, estrelas ascendentes

Que não decaem, sublimam-se entre arco-íris,

Reflexos das luas em todas as suas fases

Notívagas.

'F Comme Femme'

Entre dualidades casuais, essências que se

Misturam, ouro e prata, dois princípios

Que se materializam entre as cores e o amor

Eterno, colo de efemerides, poço de água

Viva que sempre nos saciará, como todos

Os predicados que estão no nome M de Mulher.

'F Comme Femme'

M de Mulher...

 

Cláudio Luz 07/03/2023

Direitos autorais Lei 9.610/98

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Ode a Castro Alves

Ode a Castro Alves


A praça Castro Alves é do povo...

Triste Itajuípe, que antes homenageou

O poeta dos escravos em um logradouro,

Caminho dos mortos, Campo Santo, antes

Jardim das Palmeiras, amanhã talvez.

 

Oh! Mas uma homenagem jogada nas sarjetas

Da história itajuipense, antes defensora de memórias,

Agora, bofetadas, tal qual o senhorio dos engenhos

Que arrancava lágrimas dos escravos sem nenhum

Pudor.

 

Agora os versos ecoam nas ruas e vielas, em suplicas

Ao “Ó Deus, onde está você que não responde?

Em que mundo, em que'estrela tu t'escondes,

Embuçando nos céus?

Há dois mil anos te mandei

meu grito, Que embalde, desde então, corre o infinito…

Onde estás, Senhor Deus?…

Qual Prometeu tu me amarraste um dia

Do deserto na rubra penedia

Infinito: galé! ...

Por abutre me deste o sol candente,

Vozes d"África - Castro Alves”

 

Cláudio Luz (20.02.2025)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

apoesiadelaudioluzemcinstancias

 Constâncias amorosas

Para Amorzinha


 

O sol por constâncias eclipsa todas

As luzes, menos das iluminuras que orna

os meus olhos por você, imagéticos, não

capitulares diante da imensidão do

cosmo que nos contemplam.

 

Sinto o meu amor constante em ti,

Que floresce diuturnamente, avançando

Sinais avassaladores de tanto

Querer-te.

 

Representadas em grandes

Dimensões espirituais, nos envolvem,

Trazendo sempre luzes cristalinas, que

Não embaçam os nossos olhares de

Cores difusas, embora nunca em separações.

Unindo-nos, como os brancos dos nossos

Glóbulos, em forma de planetas.

 

Esferas que brilham no anoitecer e que se escondem

Para não ver a aurora, prenuncio

De um novo viver.

 

Como vivemos constantes amorosos,

Entrelaçados, do nascer ao pôr do sol

Início da aurora austral, vindo da

Patagônia, constantes ao observamos o sol da

Meia noite, que nos aquece intensamente

Nas noites eternas e que eternas

Sempre será.

 

Cláudio Luz (18/02/2025)

(Lei de Direitos Autorais |

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

apoesiadeclaudioluz

Confesso que morri


 

Às vezes eu me pergunto?

Se vivo de amor ou morro pelo

Mesmo sentido, não trivial, concreto,

Como os beijos ardentes que te atribuo

No calor da noite.

 

Entre penumbras sinto o seu pensamento

Que me consome em raios estrelados,

Entre lençóis que traspassa o meu morrer

De amor ou viver com sentidos um amor

Intenso entre volúpias, eterno como

Minha alma que se esvai em espirais, que

Alcança os altos céus, agora escuro e perdidos

Entre as fases da lua, agora crescente.

 

Sou passageiro, prisioneiro do seu amor,

Quando ferve a minha têmpora, entre

Temporais que não nos molham, mas que

Ferve os nossos sangues, trazendo rubores

Pudicos e sensatos, para não pensarmos na

Morte, e sim viver eternamente e perenes,

Como deve ser o nosso amor, que nos faz viver.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Somos tenros pirangienses

Somos tenros pirangienses


Dois anos nos separam, quando te emancipavam,

eu sonhado ainda não tinha sido gerado no ventre

de minha mãe, que nos tempos idos fazia

os próprios enxovais.

Emanciparam-te com fogos de artifícios e de papo amarelo,

Discursos, hinos de liberdade, que parou de ecoar

nos tempos, antes idos.

Sou filho nato do Hospital Pirangi, a termo de

Dona Waldelice Affonso, Decana da serventualide

judiciária itajuipense, antes de comarca, abençoai as almas

de João e Rosalvo Guimarães, conhecidos como os Deway.

Agora sou poeta do Rio do Almada e dos lagos, entre serras   

entrecortada de Vinháticos, Jequitibás, Massaranduba

e Jacarandás, que sangram ainda ao fio dos machados, fluindo perfume de sândalos.

Admiro as suas belezas naturais, paisagens e um patrimônio

artísticos físico e concreto, abandonados.

Procuro as Estações Férreas do Sequeiro do Espinho

e de Pirangi, vejo ruínas.

Deito-me na praça Humberto de Oliveira Badaró,

nas Pitangueiras, ignorada desde outros governos,

o atual não é a exceção, qualquer, fruto da inconstância

de ser profeta uma nova era.


Tergiverso em noites boêmias, as memórias do

Esporte Clube Bahia, Sobrado de Junot, Escolas das Professoras

Julieta Fonseca e Lucia Oliveira, durmo sob o que restou

da Escola de Comércio e a iconoclastia da Biblioteca do Convento Franciscano, do sobrado da Família Pedro Hagge e dos acordes

dá Primeiro de Janeiro, na rua Ruy Barbosa.

Saudades das harmonias de origem árabe/judaica, entre nós,

hoje extinta em discussões domésticas, por políticos que não valem um vintém, ou uma arroba dos manjares dos deuses Azteca,

que nunca colheram ou reviraram com os pés as amêndoas do cacau.

Como já dizia o Síndico Tim Maia, eu quero chocolate, ou de Chocolate da Bahia, Não deixo não, vou me acabar mas, o fruto da cana eu não deixo de tomar, disso não deixo não.


Agora as minhas memórias óticas estão assistindo a última sessão de Sodoma e Gomorra e da destruição da Atlântida, onde outrora era o Cine Teatro Hage.

Não tem jeito, retorno a Rua João "do Cacau" Evangelista,

procuro a roupa velha, de Manhoso e Baixota, não os encontrei,

dirijo-me em busca de uma boa cachaça Índia, no bar de Tilú,


procuro o sarapatel de Vitória, na feira Velha, que também não existem mais, o alambique de Ermiro, dono da serra da Água Sumida,

onde não bebemos no cálice de chifre, antes de alguém.

Bebo as memórias remotas, em doses homéricas, aos pés do Sagrado Coração de Jesus, que nos tempos áureos davam-nos santificação, que após o ofício, singrávamos nos meios das ruas desertas, entre bairros, hoje iluminadas de Led, observando os corpos marginais no chão.


Perambulo entre os trinta e três degraus da idade do Cristo, e depois os doze degraus dos apóstolos, pra voltar a Matriz.

Acredito que antes de ir por vontade própria, 

o Altíssimo virá nos buscar.


Afinal Bahia, Clodalmiro Amambay, em versos e prosas proclamou:

Bahia, Itajuipe é fruto do seu esplendor, viva Cloil Amambay de Oliveira,

o Doutorzinho.

 

Cláudio Luz (08/02/2020)